Capítulo 15

2238 Words
Alina Era uma manhã bonita. O sol era brilhante e uma brisa soprou minha pele. Desci a escada, fui para a calçada e andei pelo quarteirão, sem pensar para onde estava indo. Não tinha planos, nem ideia do que queria, mas estava brava demais para ficar naquela casa por mais um segundo. Mas eu não poderia ir longe, depois daquele aviso. Você não sabe quem pode está te observando. Cruzei os braços sobre o peito e pensei em voltar, mas então o bastardo iria ganhar. Ele queria esconder de mim informações sobre seus negócios, mesmo que esse negócio fosse me matar. Não, eu não poderia voltar agora. Então chamei um Uber e voltei para meu apartamento. O lugar estava tão bagunçado quanto eu o deixei, exceto pelo cheiro horrível do lixo. Eu o tirei e me arrumei um pouco. Isso manteve minha mente ocupada por um tempo, e me impediu de ficar obcecada por Nikolay. Sobre o porquê de ele estar de mau humor às nove da manhã, pensando em que tipo de tarefas ele estaria fazendo. E por que ele não me contou. O desgraçado e******o. Mesmo no meu próprio apartamento, eu me sentia presa. Eu desabei de volta no sofá e agarrei meu AirPods da mesa de centro. Eu os coloquei e coloquei na primeira canção da playlist. Me joguei contra o sofá e olhei para o teto e tentei não pensar em Nikolay. Suas mãos na minha pele, seus dedos entre minhas pernas. O suspiro desesperado da minha garganta quando gozei. Fechei os olhos, tentando banir a enxurrada de emoções. Por muito tempo, trabalhei duro pela independência. Saí da casa do meu pai apesar dos protestos dele e paguei meu próprio aluguel. Eu nem morava em território controlado pelos Petrov, o que meu pai odiava com paixão, mas se ele pudesse, eu me juntaria ao primeiro garoto Petrov elegível — um com quem eu não fosse realmente parente — e daria à luz um bando de futuros gângsteres fofinhos. Eu não estava interessada naquela vida. Eu não estava interessada em ter meu mundo predefinido, explicado em detalhes e escrito como um longo esboço de romance. Eu queria minha própria vida. Foi por isso que me sentir presa na casa de Nikolay doeu, e doeu duplamente quando ele me tratou como uma vira-lata irritante que ele não queria mais. Meus punhos cerraram-se com força. O cheiro da sala de estar do meu pai, cerveja e purificador de ar. O som do couro contra a carne. Meu dias passados em raiva e minhas noites perdidas em terror. Ouvi a porta batendo ao lado, em meio a som nos meus fones de ouvido. Levantei-me, sem saber o que estava acontecendo. Ninguém aparece na minha casa assim. Verifiquei meu telefone, mas nenhuma chamada perdida, nenhuma mensagem, nada. Eu era invisível para minha família, ao menos até eles precisarem de mim. — Vai embora, Nikolay. Ainda estou p**a com você — resmungo. Mas a batida soa mais forte. Eu amaldiçoo e tiro um fone do ouvido. A batida soa violenta e desesperada, como alguém tentando escapar de um predador. Olho fixamente para a porta que esqueci de trancar. Estava prestes a xingar Nikolay e mandá-lo embora, quando a porta explodiu. Eu gritei enquanto pequenos cacos de madeira se espalhavam por todo lugar, alguns deles se chocando contra meu peito e rosto e caindo no chão. Eu arranquei meu outro fone de ouvido e joguei-o no chão enquanto cambaleava para trás. Um homem entrou na sala. Meu primeiro pensamento fiou: "Oh meu Deus, ele é um gigante". Ele era enorme. Seus braços eram grossos, seu pescoço era como um pneu de caminhão enorme. Suas narinas dilataram. Sua cabeça era careca. Ele segurava uma arma na mão que mais parecia um brinquedo. — Alina? — ele perguntou e eu corri. Não era nem uma pergunta. Eu tinha passado por muita coisa ultimamente, e eu conhecia a expressão no rosto daquele cara. Ele não estava lá para ter um bate-papo amigável. Tiros soaram atrás de mim. Uma bala se alojou na parede enquanto eu corria em direção ao meu quarto, respirando com dificuldade e desesperada. Ouvi os passos do gigante atrás de mim batendo nas tábuas do assoalho e tive um ataque selvagem de vertigem. Quando cheguei ao meu quarto e bati a porta, ela imediatamente depositou seu peso contra ela. Tranquei a maçaneta, mas que diabos isso ia fazer? Eu recuei, lutando para chegar janela. Eu estava no segundo andar, mas a queda não seria tão r**m quanto enfrentar aquele homem. A porta se abriu e bateu contra a parede. — Alina? — o gigante perguntou de novo. Ele apontou a pistola pontiaguda no meu peito. Virei-me lentamente, com as mãos levantadas. Como se isso importasse. Eu abri minha boca para dizer alguma coisa, mas então Nikolay entrou. Ele se chocou contra o gigante como uma bola de demolição. A arma disparou e eu gritei, recuando. A bala quebrou a janela atrás de mim, quebrando o vidro. Nikolay era chocantemente grande e musculoso. Ele era máquina de matar, mas o gigante era ainda maior. Nikolay lutou com o homem, xingando em Russo, e o gigante amaldiçoado de volta. Nikolay conseguiu esmagar sua testa no nariz do gigante e arrancou a arma, mas o gigante deu um golpe com as costas da mão na arma, fazendo-a cair para longe. O gigante agarrou Nikolay pelo crânio e apertou. Nikolay gritou de dor. Parecia que seu crânio poderia quebrar ali mesmo, mas Nikolay enfiou os polegares nos olhos do gigante. O gigante gritou e jogou Nikolay para longe. Nikolay bateu no chão, mas logo se levantou novamente. O gigante se ergueu como uma montanha. — Você não precisa fazer isso, Putin — Nikolay disse, respirando com dificuldade. Ele limpou um fio de sangue de sua boca. — Desde quando você ajuda essa vagabunda Petrov? — Putin resmungou e gesticulou para mim. — O que há de errado com você, seu traidor de merda? — As palavras de Putin tinham um forte sotaque e eram arrastadas através de seu nariz quebrado. — A garota é minha. — Nikolay deu um passo à frente. O gigante, Putin, eriçou-se e rosnou como um leão. — Vá para casa, Putin. Não quero machucar você. Putin riu e bateu no peito. — Seu merdinha. O Pakhan te ama, mas você não merece o respeito dele. Venha agora, eu vou te mostrar quem é homem. Putin foi contra Nikolay, mas Nikolay foi mais rápido. Ele se abaixou para o lado, deu um soco no estômago de Putin, depois no pescoço, depois no rosto, mas Putin acertou seus antebraços no rosto de Nikolay. Nikolay cambaleou, bateu na parede, e Putin o agarrou com um rugido. Eu estava no armário novamente. Presa no fundo. Hiperventilando como uma garotinha. Meu irmão, gritando de dor. Ele tinha a voz de Nikolay agora. Eu estava naquele armário, ouvindo meu pai bater em meu irmão até suas costas sangrarem. Eu queria gritar. Em vez disso, eu me levantei e me joguei para frente. Putin deu um soco no rosto de Nikolay. Nikolay grunhiu, sorrindo. Suas gengivas estavam sangrando. Ele foi atingido com um golpe no peito. Eu mergulhei entre eles, me jogando para fora no corredor. Eu bati contra a parede mais distante enquanto Nikolay socava Putin de novo, e de novo, e de novo, mas Putin deu um tapa no rosto de Nikolay com tanta força que ele quase perdeu o chão. — Isso é o suficiente, seu merdinha — Putin rugiu. Peguei a arma. Nikolay se esquivou de um soco enorme. Putin bateu na parede atrás dele e grunhiu enquanto Nikolay olhava para trás por cima do ombro. Olhei em seus olhos e joguei a arma para ele. Foi e******o. Você não deve jogar armas. Isso é provavelmente algo que eles ensinam no manual de segurança de armas. Mas Nikolay a agarrou no ar e, quando Putin conseguiu arrancar o punho do buraco na parede, Nikolay atirou duas vezes em seu crânio. O gigante caiu de lado como um vagão de trem colidindo com um penhasco. Eu deslizei o olhar para a parede e olhei fixamente o sangue e cérebro que revestiu meu tapete. Nikolay permaneceu ofegante, olhando fixamente abaixo do gigante. Ele suspirou e enfiado a arma nas calças e se virou. Seus olhos pareciam em chamas. — Você está bem? — Ele andou agachado. — Estou bem. Ele está morto? Ele assentiu uma vez. — Morto. Muito morto. — Que homem grande, ele parecia ser de aço, de que p***a ele era feito? — O nome dele era Putin. Nós éramos amigos. — Ele colocar um mão sobre meu coxa. Eu me encolhi, olhando para o carpete. Eu ajudei Nikolay a matar aquele homem. Deus, o que estava acontecendo comigo? — Sinto muito, Alina — ele disse suavemente, a mão no meu braço. Olhei de volta para ele. Sangue escorria de sua boca e de um corte em sua testa. — Mais cedo, descobri que eles estavam enviando Putin, e fiquei chateado. — Você sabia que esse cara estava chegando? — Eu pensei que ele ainda estivesse na Rússia. — Seu rosto ficou nublado. — Há muita coisa que eu não sei ultimamente, aparentemente O amigo dele Putin estava morto. Tudo foi tão rápido que eu não sabia se ele se deu conta do que acabou de fazer. Eu podia ver a luta em seus olhos. Indo contra sua família, indo contra seu amigo — tudo para me manter viva. — Sinto muito. — Eu o puxei para perto, abraçando-o forte. Eu o segurei e esperei algum sinal de emoção — Mas não havia nada. Seus lábios se afastaram, roçaram minha bochecha. Ficaram a centímetros da minha boca. Olhei em seus olhos. Este homem, este assassino. Ele faria qualquer coisa por mim. O pensamento enviou uma pontada de horror pela minha espinha, mas a excitação se acumulou entre minhas pernas em um contraste confuso. Eu era uma onda de emoções que eu não conseguia explicar ou entender, e por mais que eu quisesse Nikolay, eu estava com medo dele. Eu assistir ele matar seu próprio amigo. Eu o ajudei a fazer isso. Ele pressionou seus lábios suavemente contra meu. Eu gemi e o puxei com mais força. Senti o gosto de sangue na língua dele. Não me importei. Os braços dele me puxaram mais forte, então ele se levantou, me puxando para cima, para os braços dele. Nós tropeçamos de volta pelo corredor, nos beijando mais rápido, e ele me empurrou para o sofá. Olhei para ele, olhos arregalados e zumbindo de desejo e medo. A menos de seis metros de distância, um cadáver estava em uma poça. — Você não deveria querer isso — ele sussurrou e lentamente, dolorosamente, me prendeu contra o sofá. Ele era pesado, tão enorme, e eu não conseguia me imaginar tentar lutar contra alguém como ele. Mas eu senti o velho pânico novamente. Por um momento, eu escapei — consegui fugir do armário, fugir do ódio e da aversão de mim mesma. Assim que ele me segurou, tudo desmoronou e eu fiquei presa. — Não — eu engasguei, me afastando. Eu o empurrei para trás, colocando distância entre nós, mas ele agarrou meu tornozelo e me puxou para trás. — Nikolay. Ele me segurou ali, com força, e prendeu meu pulso direito acima da cabeça. Seus lábios contra minha garganta. — Diga-me para parar. Antes de abrir seus lindos lábios, pense na última vez que você me deixou te tocar. — Pare — eu sussurrei. Ele se inclinou para baixo, lábios no meu ouvido. — Só dessa vez, princesa. Eu vou ouvir só dessa vez. Mas da próxima vez que você olhar para mim com a boca aberta e aqueles olhos me implorando para deslizar meu p*u entre suas pernas e te destruir, eu vou enfiar com gosto e sentir sua bocetinha molhada e excitada. Você consegue entender, Alina? Você só irá escapar dessa vez. Então ele se afastou e me soltou. Fiquei ali, respirando com dificuldade, o corpo ansiando por ele. Você só írá escapar dessa vez. Ele ficou ofegante acima de mim por vários segundos antes de desaparecer no meu banheiro. Inclinei a cabeça para trás e gemi, minha pele formigando de necessidade por ele, e me odiando por isso, me odiando por querer aquele monstro, me odiando por deixar mais pessoas morrerem por mim — me odiando por pensar apenas em como seria bom deixá-lo deslizar entre minhas pernas. Ouvi a água correr e, quando ele voltou, o sangramento havia parado. — Temos que ir — ele disse, olhando por cima do ombro. — Pobre Putin. Ele venceu a competição do Homem Mais Forte de Moscou duas vezes seguidas. Ele estava tão orgulhoso disso. Eu corri em direção a ele — Eu peço desculpas pelo seu amigo. Ele balançou a cabeça. — Eu disse ao Pakhan para não mandá-lo. Eu implorei a ele. — Suas mãos cerram em punhos. — Você não pode voltar aqui de novo. Você sabe disso, certo? — Eu sei. — Tudo o que eu conseguia pensar era em continuar me desculpando, mas isso não resolveria o que tinha acontecido. — Então vamos. Vamos voltar pra a minha casa. — Eles não vão vim procurar por ele? Não saberão que você o matou? Ele não respondeu. Apenas voltou para o corredor em silêncio. Eu apenas o segui sem dizer nada.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD