Miguel estava na cobertura, revisando relatórios da empresa em queda, quando Duarte entrou de súbito. O rosto sério do segurança denunciava que não trazia boas notícias. — Senhor, conseguimos o que pediu. — disse, entregando um envelope. Miguel abriu. Dentro, fotos impressas: Helena entrando no condomínio de Isabela; horas depois, as duas no mesmo apartamento, em longa conversa que terminava já de madrugada. Ele sentiu o sangue gelar. — Então é verdade… — murmurou. — Elas se uniram. Ana entrou na sala, percebendo a tensão. — O que aconteceu? Miguel mostrou as fotos. — Helena e Isabela. Estão tramando juntas. Ana levou a mão à boca, incrédula. — Meu Deus… duas serpentes envenenadas no mesmo ninho. Miguel fechou o envelope com força. — Isso não pode avançar. Se eu permitir que se

