Capítulo 9 — O Ataque Começa

440 Words
Ana chegou cedo à cafeteria, tentando manter a rotina como se nada tivesse mudado. Mas bastou abrir o celular para perceber que o dia não seria como qualquer outro. O nome dela estava em vários sites de fofoca. Fotos retiradas de suas redes sociais, algumas antigas, outras tiradas às escondidas nos últimos dias. A manchete era clara e c***l: > “Garçonete que conquistou Miguel Castro já trabalhou como modelo de eventos. Quem é Ana Clara Martins, a mulher que ameaça um noivado bilionário?” A matéria detalhava sua idade, onde estudava e até mencionava dívidas no cartão de crédito — informações que ela sabia que só alguém com influência poderia ter obtido. Ana sentiu o chão sumir sob seus pés. A respiração ficou curta. Não precisava pensar muito para saber quem estava por trás daquilo. Helena. Do outro lado da cidade, Miguel estava em seu escritório quando recebeu uma ligação de um amigo da imprensa. — Cara, sua mãe está mexendo os pauzinhos. O dossiê sobre a Ana não veio de graça… está vindo de dentro. A confirmação foi suficiente para o sangue ferver. Ele fechou a pasta que tinha à frente, pegou o celular e saiu, ignorando o chamado do assistente. — Onde vai? — o homem perguntou. — Corrigir um erro. A campainha da cafeteria tocou e Ana levantou os olhos, ainda abalada. Miguel entrou com passos decididos, a expressão carregada. — Eu vi a matéria — disse, aproximando-se do balcão. — Não vai ficar assim. — Não precisa — ela tentou dizer, mas a voz falhou. — Se você reagir, vai só piorar. Ela vai encontrar outro jeito. — Então que encontre. — Ele segurou firme a mão dela, ignorando os olhares curiosos. — Mas não vai fazer isso sozinha. — Miguel… — Ana hesitou, olhando ao redor. — Não quero que você destrua tudo por minha causa. Ele aproximou o rosto, falando baixo, mas com firmeza. — Não é “por sua causa”. É porque não vou deixar ninguém te humilhar impunemente. Nem minha mãe. Mais tarde, naquele mesmo dia, a imprensa foi pega de surpresa com um anúncio inusitado. Na saída de um evento empresarial, Miguel parou diante dos microfones e, sem hesitar, disse: — Para que fique claro: Ana Clara é uma pessoa que eu respeito, admiro e… — fez uma breve pausa — que faz parte da minha vida. Quem tentar atacá-la, está atacando a mim. O vídeo viralizou em minutos. E, no escritório de Helena, a matriarca apertou o braço da poltrona com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. A guerra acabava de mudar de escala.
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