A delegacia estava mergulhada no burburinho de jornalistas e curiosos. Câmeras piscavam, repórteres gritavam perguntas, mas Miguel passou direto, ignorando o alvoroço. Tinha um propósito: olhar nos olhos de Lobo e ouvir a verdade. Duarte o acompanhava até a sala reservada, onde o sequestrador aguardava algemado, o rosto ainda marcado pelo mesmo sorriso cínico da noite anterior. — Que honra — ironizou Lobo quando Miguel entrou. — O poderoso Miguel Castro, em carne e osso. Miguel aproximou-se da mesa, as mãos apoiadas com firmeza. — Chega de jogos. Quem está por trás disso? Quem te contratou? Lobo inclinou a cabeça, fingindo pensar. — Ah, direto ao ponto. Gosto disso. Mas sabe, informações assim… custam caro. Miguel estreitou os olhos. — Já tem dinheiro suficiente para se afogar em c

