Capítulo 77 — Máscaras e Prisões

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O silêncio da cobertura era quase sufocante. Gabriel dormia no quarto, exausto pelo trauma, agarrado ao carrinho vermelho como se fosse escudo. Ana permanecia ao lado dele, os olhos fixos no filho, jurando a si mesma que jamais o deixaria sair de sua vista de novo. Na sala, Miguel aguardava. A garrafa de uísque aberta, mas intocada. Ele não precisava de álcool. Precisava de respostas. O elevador soou e Helena entrou. Usava um vestido escuro, os saltos ecoando pelo piso de mármore. Trazia no rosto a habitual expressão de superioridade, como se nada pudesse atingi-la. — O que significa essa convocação à noite? — perguntou, irritada. — Estou cansada de ser tratada como suspeita dentro da minha própria família. Miguel a encarou, os olhos frios. — Lobo. — disse, cada sílaba um soco. — Ante

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