Gabriel acordou num quarto m*l iluminado. As paredes eram de concreto cru, e uma lâmpada fraca pendia no teto. Ao lado da cama improvisada, havia uma garrafa d’água e uma sacola com biscoitos. Ele piscou, confuso, chamando pela mãe. — Mamãe? Lobo entrou, a sombra imponente enchendo a porta. — Sua mãe está bem, campeão. — disse, fingindo gentileza. — Mas você vai ficar um tempinho comigo. Gabriel se encolheu, abraçando o carrinho vermelho que conseguira manter nas mãos. — Quero ir pra casa. — E vai. — Lobo respondeu, frio. — Mas primeiro, seu pai precisa entender quanto você vale. No apartamento da cobertura, Miguel estava de pé, os olhos fixos no celular. Ana chorava no sofá, tremendo, enquanto Duarte e Álvaro vasculhavam mapas e rotas. O telefone vibrou. Mensagem de número descon

