Miguel não dormiu naquela noite. Sentado na sala da cobertura, os papéis do império espalhados sobre a mesa, o celular vibrando em intervalos regulares com mensagens de apoio de acionistas e aliados. Mas nada daquilo importava. O único número que ele queria ver era o de Lobo, e o único rosto que ele queria abraçar era o de Gabriel. Ana caminhava de um lado para o outro, inquieta. As lágrimas já haviam secado, mas o desespero permanecia nos olhos. — Não podemos esperar, Miguel. Se ele pediu o dinheiro, temos que pagar. — Vamos pagar. — respondeu Miguel, frio. — Pelo menos é o que ele vai pensar. Ela parou, confusa. — O que quer dizer com isso? Miguel se levantou, pegando um copo de água. — Se eu entregar o dinheiro, Lobo pode levar Gabriel para outro lugar, desaparecer sem deixar ras

