O sol entrava pelas janelas da mansão de Miguel, inundando a sala com uma claridade suave. Era a primeira manhã em meses em que não havia clima de tensão ou seguranças apressados vigiando cada passo. Ana preparava o café, cantarolando uma canção baixa, enquanto Gabriel corria pela sala segurando um carrinho de brinquedo. Miguel o observava de longe, quase incrédulo. Aquela cena simples — tão comum para tantas famílias — para ele era um presente. — Parece um sonho, não é? — comentou Ana, percebendo o olhar dele. Miguel sorriu, aproximando-se. — Um sonho que eu quero viver todos os dias. Ele ergueu Gabriel nos braços, fazendo o menino rir. O som daquela risada enchia a casa de vida, afastando os fantasmas que ainda rondavam. --- Mas nem todos estavam em paz. Na prisão, Helena havia rec

