A sala do Ministério Público estava em silêncio absoluto. Isabela mantinha os olhos fixos nos papéis sobre a mesa. O promotor empurrava para perto dela o documento que mudaria o rumo de tudo: o acordo de colaboração premiada. — Senhora Azevedo, — disse o promotor, ajustando os óculos — ao assinar este termo, você se compromete a entregar informações verdadeiras, provas concretas e testemunhos consistentes sobre o envolvimento de Helena Castro. Em troca, terá redução significativa de pena. Isabela respirou fundo. O coração acelerava. Olhou em volta, como se buscasse uma saída invisível. Mas não havia. — Se eu assinar, estarei me condenando como cúmplice. — disse, a voz quase um sussurro. — Se não assinar, — rebateu o promotor, firme — responderá como autora. Na cela temporária, Helena

