O sol ainda nem havia nascido quando os portões da mansão se abriram para receber uma viatura discreta. Dois oficiais desceram com pastas e envelopes selados. Tocaram a campainha, e uma empregada assustada os conduziu até a sala. Helena desceu as escadas lentamente, de robe de seda, os olhos vermelhos de noites sem dormir. Ao ver os homens de terno, seu coração acelerou. — Senhora Helena Castro? — perguntou o oficial. — Sim. — respondeu com voz trêmula. Ele retirou um envelope da pasta. — A senhora está sendo formalmente denunciada pelo Ministério Público pelos crimes de falsificação de documentos, fraude corporativa e tentativa de calúnia qualificada. Também está intimada a depor em juízo. O som daquelas palavras ecoou como um martelo em sua mente. Helena pegou o envelope com mãos t

