Ana estava no caixa de uma farmácia, comprando vitaminas e um hidratante para a pele, quando ouviu o som inconfundível de salto alto ecoando pelo piso. Quando se virou, seu coração parou por um segundo. Helena Castro. Vestida com um tailleur impecável, bolsa estruturada e aquele olhar que sempre parecia ver mais do que devia. — Ora, Ana Clara… que coincidência — disse, como se fosse realmente uma surpresa encontrá-la ali. — Helena… — Ana forçou um sorriso educado. — Estou de saída. — Vejo que está se cuidando — comentou Helena, com um olhar rápido para a cesta de compras. — Vitaminas, hidratantes… rotinas importantes. Ana passou o cartão sem responder, desejando que a conversa terminasse ali. Mas Helena não era do tipo que deixava escapar uma presa. — Já que estamos aqui, aceita um

