Ana passou a noite em claro. As palavras de Helena ecoavam na cabeça como um veneno, cada ameaça ganhando peso à medida que as horas passavam. Quando o sol nasceu, ela já sabia que não podia continuar naquela cidade. Não podia arriscar que a promessa mortal da matriarca fosse cumprida. Vestiu-se com calma, mas por dentro seu corpo estava em chamas de ansiedade. Pegou o celular e digitou a mensagem mais difícil da vida: “Precisamos conversar. Só nós duas.” --- Helena a recebeu em seu escritório particular, um ambiente amplo, silencioso, com cheiro de couro e madeira polida. Ao vê-la entrar, sorriu de forma quase vitoriosa. — Pensei que demoraria mais para entender. Ana manteve-se de pé. — Eu vim ouvir sua proposta. Helena não perdeu tempo. Pegou uma pasta fina sobre a mesa, abriu e

