A mansão de Helena estava silenciosa demais. O som dos noticiários que ecoavam seu nome em tom acusatório chegava de todos os cômodos, como uma sentença impossível de ignorar. As cortinas fechadas não conseguiam esconder a realidade lá fora: repórteres acampavam na porta, drones sobrevoavam os jardins, vizinhos cochichavam ao passar. Helena atendeu o telefone com pressa, discando para um dos conselheiros mais antigos, um aliado fiel por décadas. — Você precisa me ouvir. — começou, a voz carregada de desespero. — Tudo isso é um m*l-entendido. Miguel manipulou aquelas gravações. Você me conhece, sabe que eu nunca faria algo assim… Do outro lado, um silêncio constrangedor. Depois, a resposta seca: — Lamento, Helena. Mas, neste momento, associar meu nome ao seu seria suicídio. A ligação c

