— A doença está progredindo muito rápido. O tempo é pouco. Aidarov disse imediatamente que fariam um transplante, mas ainda não foi encontrado um doador adequado. Damião fala em tom calmo e uniforme, e todos os pesadelos ganham vida diante dos meus olhos. Penso no meu bebê, deitado numa cama de hospital com os olhos fechados, emaranhado em tubos e fios. Esfrego os olhos com as palmas das mãos, afastando a visão, mas ela não desaparece. Sugeri que Damião fosse para a cozinha, sob o pretexto de que ainda poderia tomar café e, ao mesmo tempo, não incomodaríamos Sofia com a nossa conversa. Na verdade, eu precisava me ocupar com alguma coisa com urgência. Mesmo que fosse na preparação do chá. O que de certa maneira foi bom. Porque Damião, também admitiu que não aguentava mais café. Ele imedi

