Capítulo 05: Eu toquei nele

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Ele se afastou só o bastante pra tirar a camisa, puxando-a por sobre a cabeça com um movimento rápido. O cheiro leve do suor misturado ao perfume dele invadiu o pequeno espaço entre nós. Encarei seu peito definido, o abdômen marcado, os ombros largos, tudo exposto e próximo demais. — Tu me acha gostoso, odd girl? — provocou, encarando meus olhos sem piscar. Fechei os olhos por reflexo, mas não consegui ignorar quando ele segurou minha mão. Sem hesitar, levou meus dedos até a barriga dele. Sua respiração acelerou ao meu toque. Meu coração disparou. Minha garganta secou. — Sente isso... — murmurou, a voz rouca. Minha mão desceu por impulso, movendo-se devagar. Meus dedos roçaram a linha definida abaixo da barriga dele, sentindo os músculos contraírem. Liam prendeu a respiração. Seu abdômen subia e descia de forma irregular, cada respiração mais ofegante que a anterior. Meu toque deslizou mais um pouco, explorando o caminho até encontrar o volume que deixava claro o quanto ele estava afetado. Quando finalmente enchi minha mão com ele, Liam soltou um gemido baixo, como se tivesse perdido o controle por um segundo. Seus olhos escuros, sempre tão confiantes, agora estavam frágeis e cheios de desejo. A vontade que me dominou foi avassaladora. Queria sentir a boca dele contra a minha, as mãos dele me puxando mais perto até não sobrar espaço entre nós. Mas antes que pudesse ceder ao impulso, Liam agarrou meu pulso, segurando firme. Ele deu um passo para trás. Rápido. Como se tivesse sido queimado. Fiquei ali, paralisada, com a respiração presa na garganta e a mão tremendo ao lado do corpo. Ele passou a mão pelo rosto, desviando o olhar, pegou a camisa do chão, e saiu sem olhar pra trás. A porta do vestiário se fechou com força, deixando só o som da minha respiração pesada. Fiquei parada ali, os olhos fixos no nada. Me afastei do armário devagar, como se meus músculos estivessem duros, congelados. Me sentei no banco, apoiei os cotovelos nos joelhos e enterrei o rosto nas mãos. O QUE ACONTECEU AQUI? LIAM… LIAM ME PROVOCANDO. EU TOQUEI... EU TOQUEI NELE. E O PIOR, ELE DEIXOU. Não! Talvez isso tenha sido uma brincadeira i****a, só mais uma das provocações dele. Mas não era. Eu senti. Eu vi nos olhos dele. Aquilo não foi só pra me zoar. Levantei de novo e encarei meu reflexo no espelho acima da pia. Passei a mão no rosto, respirei fundo, joguei água, e fiquei ali encarando meu reflexo, enquanto a imagem dele tirando a camisa, e os olhos me desafiando, surgiam na minha mente. Enfiei os dedos pelos cabelos com um suspiro, peguei minha mochila jogada num canto, tranquei a porta e saí. Caminhei até o bicicletário, no canto oposto do pátio. Estava prestes a pegar o guidão quando um movimento chamou minha atenção. Liam e Milla estavam ao lado do Jeep vermelho dele. Ela estava furiosa, gesticulando com as mãos enquanto falava algo. Ele, como sempre, parecia estar se divertindo com a situação. Ela empurrava o peito dele com força, os braços se movendo em gestos rápidos e nervosos. Ele falava algo, talvez tentando se explicar. Milla balançava a cabeça, os cabelos loiros voando. — Você é insuportável, sabia disso? — gritou, empurrando-o com força. — Milla, escuta, por favor... — ele implorava, tentando segurar os braços dela. — Eu não quero saber! — Ela o empurrou com força, fazendo-o recuar um passo. — Ah, para de frescura, Milla. Ele riu, despretensioso, tentando puxá-la para perto. Um braço envolveu sua cintura enquanto a outra mão se enterrou nos cabelos dela, puxando sua cabeça para trás. — Me solta, Liam! O protesto morreu em seus lábios quando ele a beijou. Não foi um beijo rápido foi um daqueles beijões de filme. Milla hesitou por um segundo antes de se render. Tive que passar por eles. Era o meu caminho. Não tinha como evitar. Apertei os punhos e baixei a cabeça, acelerando o passo. Não olhe. Só continua andando, mas meu corpo não obedeceu, antes mesmo que eu percebesse estava parada. Liam percebeu minha presença, e me atravessou com o olhar, mas desviou logo depois. — Mmh... para... — Milla gemeu entre um beijo e outro. — Você não quer que eu pare. — ele murmurou contra seus lábios. Liam mordeu o lábio inferior dela, fazendo-a soltar um pequeno grito que se transformou em gemido quando a beijou novamente. Pressionou ela contra o Jeep com todo o corpo, uma perna se encaixando entre as dela. Foi quando vi sua mão descer, agarrando a b***a dela com força. Milla arqueou seu corpo contra ele com um gemido abafado, os dedos se enterrando nos cabelos dele. Liam olhou para mim novamente sobre o ombro dela. Cada movimento, cada toque era calculado, uma exibição destinada a mim. Finalmente consegui me mover, forçando meus pés a continuarem. Pedalei com força, sentindo o vento bater no rosto. A cada metro que eu me afastava, a cena do beijo surgia na minha mente. A maneira como ele a segurou, a intensidade, a vontade e a paixão era como se estivesse me dizendo "isso é o que você nunca vai ter de mim". Cheguei em casa com os olhos marejados e as mãos tremendo. Larguei a bicicleta no quintal, entrei, passei pela sala, minha irmã estava no sofá, com a televisão ligada, mas nem vi qual era o programa. Senti o olhar dela em mim, mas continuei andando, fui direto pro quarto. Tranquei a porta, joguei a mochila no chão e deslizei devagar até sentar com as costas na porta. As mãos ainda tremiam, meu coração parecia ter corrido uma maratona. Fechei os olhos, tentando empurrar pra longe aquela cena. Mas a imagem estava gravada na minha mente, a forma como os corpos deles se encaixavam, a intensidade daquele beijo, a mensagem clara nos olhos de Liam. Ouvi leves batidas na porta. — Ei... — era minha irmã, a voz dela era baixa. — Você tá bem? — Tô. — menti, fungando e tentando parecer normal. — Posso entrar? — Não. Eu só... quero ficar sozinha, tá? Silêncio do outro lado. E então: — Tá... Mas se quiser conversar, eu tô aqui, tá bom? Levantei devagar, deitei na cama com a mão sobre o peito e a imagem do sorriso dele invadiu a minha mente. O jeito como ele me olhou. Como falou comigo. Por que ele tinha que ser tão lindo, tão sedutor. Tão gostoso. Tão... tudo.
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