Capítulo 06: Meu coração pertence a um b****a gostoso

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Acordei com o quarto completamente escuro. Levantei meio desorientada e fui em direção ao interruptor. No caminho, esbarrei no canto da cômoda, tropecei no puff e quase derrubei a cadeira da escrivaninha. — AI, CACETE... — murmurei, esfregando a canela. Não demorou para ouvir batidas na porta. — Tá tudo bem? — a voz da minha mãe veio carregada de preocupação. — Tá sim! — respondi, ainda atordoada. — Que barulho foi esse, Roxie? — ela insistiu, agora com um tom mais severo. Finalmente encontrei o interruptor e acendi a luz, revelando o puff caído e o abajur desmontado no chão. Suspirei. — Eu só esbarrei na m***a do puff. Do outro lado da porta, minha mãe não pareceu muito satisfeita com a resposta. — Olha a boca, Roxie. — Foi mal... me desculpa. Ela ficou em silêncio por um segundo antes de dizer: — Melhor você descer. O jantar já está pronto. — Já desço. Vou tomar um banho rapidinho. Ouvi seus passos se afastando pelo corredor e me encaminhei para o banheiro, que ficava anexado ao meu quarto. O banho foi rápido, só o suficiente para me livrar daquele resquício de sonolência. Me troquei com pressa, vesti uma calça de moletom e uma camiseta básica. Ainda com o cabelo molhado, desci as escadas e fui até a sala de jantar. A mesa estava posta e todo mundo já sentado: minha irmã mais velha, Sidney que, embora fosse uma i****a na maior parte do tempo, às vezes também era legal; minha mãe, Amelia, ainda com o uniforme da cafeteria onde trabalhava como garçonete; e meu pai, James, de camisa social dobrada até os cotovelos, como sempre estava quando chegava do trabalho. Ele era engenheiro de energia renovável e vivia entre reuniões e projetos, mas sempre fazia questão de estar presente no jantar. — Oi, família. — cumprimentei, puxando minha cadeira. Meu pai ergueu os olhos do prato e me encarou. — Pensei que você não estivesse em casa. Antes que eu pudesse responder, Sidney se adiantou com um sorrisinho irritante. — Ela chegou faz horas. Virei para ela, franzindo a testa. — Não precisa responder por mim, Sidney. Ela fez uma careta debochada, aquele típico "tanto faz". Meu pai ignorou nossa troca de olhares e, cortando um pedaço de bife, perguntou: — Como foi o dia de vocês? Sidney foi a primeira a responder, quase saltando da cadeira de empolgação. — Eu tirei A+ na prova de Cálculo! — disse com orgulho. Minha mãe sorriu largo. — Que demais, filha! Você estudou tanto, estou tão orgulhosa. Meu pai assentiu, satisfeito. — Excelente, Sid. Esse é o caminho. Depois, os olhos dele se voltaram para mim. — E você, Roxie? Como foi seu dia? NADA DEMAIS. SÓ TIVE UM MOMENTO PRA LÁ DE QUENTE COM O MEU CRUSH NO VESTIÁRIO DA ESCOLA. Mas, claro, eu não ia dizer isso. — Foi um dia normal. — encolhi os ombros, espetando um pedaço de batata com o garfo. Meu pai apenas assentiu com um leve "hmm". Ainda bem que ele não insistiu. Se eu contasse ao meu pai o que realmente aconteceu, ele teria um ataque cardíaco. E assim, todos voltamos a comer em silêncio. Meus pais viviam acreditando que eu era uma santa. Achavam que amava ir para o colégio só porque gostava de estudar, como se fosse a filha perfeita, dedicada aos livros e às notas altas. m*l sabiam eles que só suportava aquele inferno chamado Westbrook High School por causa de um único motivo: um garoto. Alto, moreno, dono de um sorriso que me desmontava inteira. Liam Miller. O barulho dos talheres preencheu o ambiente, enquanto minha mente ainda estava presa na cena do vestiário... Lembrei da forma como ele me encostou nos armários, do calor que me percorreu inteira, seus olhos encontrando os meus... a forma como ele agiu quando eu peguei no seu pa... — Roxie? — a voz do meu pai me tirou do transe. — Hã? — Você tá com a cabeça onde, garota? Sidney riu, boca cheia. — Aposto que em algum garoto. Olha a cara de boba! — É só sono, Sidney. Vai cuidar da sua vida. Ela me lançou um olhar debochado. Sidney também não sabia. Minha irmã não sabia que eu gostava dele. Ainda não havia criado coragem pra contar. Quando o jantar terminou, voltei para o meu quarto e me joguei na cama, pegando o celular. Ao desbloquear vi uma notificação: Abri o aplicativo de mensagens e lá estava a mensagem dele: "Não conta nada pra ninguém sobre o que aconteceu no vestiário." Fiquei paralisada, os dedos pairando sobre a tela. Pensei em responder. Algo do tipo "relaxa, não sou i****a" ou "você acha que eu sairia espalhando?"… mas deixei quieto. Tranquei o celular e o larguei na cama. Nesse momento, a porta do meu quarto se abriu. — Sidney, você não sabe bater? Podia tá pelada! Ela riu, sentando-se ao meu lado. — E daí? Não seria a primeira vez que te veria pelada. — Eu era uma pirralha! — falei, rindo de leve, ainda irritada. — Pra mim, continua sendo — disse, enquanto bagunçava meu cabelo com uma das mãos. — Para com isso! — empurrei sua mão, mas não consegui evitar um sorriso. Ficamos em silêncio por um momento, até ela quebrá-lo com um tom mais sério: — Tá tudo bem? Hesitei. Meu coração acelerou, como se só a pergunta já fosse perigosa. — É complicado — soltei, olhando pro chão. — Então tem alguma coisa acontecendo… me conta, Roxie. Suspirei. Parte de mim queria soltar tudo: "Sidney, meu coração pertence a um b****a gostoso" Mas a outra parte ainda não estava pronta. — Não tem nada acontecendo. Eu tô bem. — menti, ou tentei. Minha irmã me encarou, os olhos estreitados. — Tem certeza? Você sabe que pode contar comigo, né? — Posso? — arqueei a sobrancelha. Ela sorriu. — Claro que pode, sua chata. Um calor estranho subiu pelo peito. Uma vontade de chorar e sorrir ao mesmo tempo. — Eu sei — murmurei, sorrindo de leve. Ela se levantou e caminhou até a porta, parando por um segundo antes de sair. — Eu te amo, sua chata dramática. — Também te amo, sua insuportável metida. Sidney riu, e o som me fez bem. A porta se fechou com um clique suave.
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