Queria que fosse ele

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A imagem dele empurrando os cabelos para trás invadiu minha mente, o pescoço inclinado, sua risada solta, os dedos longos segurando o celular com aquela firmeza que antes me fazia imaginar como seria tê-los em volta do meu pescoço. Passei o sabonete pelo peito, a espuma deslizou sobre a curva dos meus s***s, fazendo os b***s endurecerem de imediato sob o toque dos meus dedos. Um arrepio percorreu minha espinha, já não conseguia resistir à pulsação que tomava conta do meu corpo. Deixei a mão descer, devagar, abaixo do umbigo, fingindo que eram os dedos dele, não os meus, a traçar esse caminho. Minha mão se perdeu no meio das pernas, tocando, pressionando justamente onde mais ardía de desejo, na bucetä, que já latejava de vontade. A água quente escorria pelas minhas costas, misturando-se com o calor que se espalhava por dentro de mim. Meus quadris começaram a se mover quase sozinhos, num ritmo suave e circular, enquanto me apoiava na parede fria do banheiro, tentando me manter de pé. Fechei os olhos e mordi o lábio com força, tentando conter os gemidos que insistiam em escapar. Queria que fosse ele. Queria que fosse Liam me pressionando contra a parede. Suas mãos em meus sëios, sua boca no meu pescoço, seu corpo pressionando o meu contra a parede. Imaginei seus joelhos abrindo minhas pernas, sua voz sussurrando coisas na minha orelha… A respiração ficou mais forte, ofegante. Os movimentos da minha mão se aceleraram, seguindo o ritmo da fantasia que tomava conta de mim. — Ah, m***a! Arqueei as costas, o prazer tomando conta do meu corpo. A água escorria pelos meus m*****s endurecidos, mordi o lábio com força para não gemer alto demais. O clímax veio intenso, me deixando ofegante, escorada na parede, as pernas tremendo. Quando abri os olhos, o vapor havia embaçado o espelho. Desliguei o chuveiro e saí, o coração ainda acelerado. Enrolei a toalha no corpo e olhei no espelho, meu rosto estava vermelho, os olhos vidrados, a marca dos meus dentes no lábio inferior. — Você exagerou, Roxie... Vestir-me foi automático: moletom, camiseta, meias. Desci as escadas devagar, tentando ignorar a pulsação dolorida no meu lábio. Minha irmã, Sidney, estava sentada no sofá, os olhos grudados na tela da TV. Ela assistia àquela série daquele maluco obcecado por mulheres. Sentei ao lado dela sem dizer nada. O sofá afundou levemente com meu peso, mas ela não se virou. Nem eu. Ficamos ali por alguns segundos, apenas o som da televisão preenchendo o espaço entre nós. O coração ainda batia acelerado no meu peito, mas eu tentava manter a expressão neutra. — Tá tudo bem? — perguntou, desviando os olhos da tela para me encarar. — Tudo — respondi de forma automática, sem muita convicção. Ela franziu o cenho e virou-se para mim. Antes que eu pudesse me afastar, segurou meu rosto. — O que aconteceu com sua boca? Virei o rosto, tirando a mão dela, e murmurei: — Não aconteceu nada. — Como assim, "nada"? — ela insistiu, agora mais séria. — Então explica. Por que seu lábio tá sangrando, Roxie? Alguém te bateu? — Claro que não. Por que alguém bateria em mim? Ela parou, estudando meu rosto, os olhos se estreitaram. — Você tá mentindo — murmurou. — É só um arranhão, Sid. Para com isso. Ela continuou me olhando por um tempo que pareceu longo demais. Depois suspirou, recostando-se no sofá com um movimento brusco. Quis mudar o rumo da conversa. Não podia falar o que realmente tinha acontecido. — Em que parte da série você tá? — perguntei, forçando uma leveza na voz. Sidney hesitou por um segundo, mas então seus olhos se iluminaram. Ela era assim, tinha essa habilidade de se jogar em histórias fictícias com tanta intensidade que até conseguia fugir das coisas reais por um tempo. — Tô na última temporada! — disse animada. — E você não vai acreditar no que o Joe fez dessa vez... Ela pegou o controle e deu pause, deixando a sala em semi-silêncio. Começou a contar os eventos mais recentes da trama com entusiasmo, gesticulando com as mãos, trocando nomes e situações. Sidney riu, mas logo seu olhar voltou a escorregar até meu rosto. — Roxie, sério. Se alguém fez isso com você... — Ninguém fez nada, Sid. Eu juro. Ela me olhou por alguns segundos, mas não insistiu. Apenas assentiu com a cabeça, voltou a olhar para a tela e apertou "play" de novo. Eu me encostei no sofá, os olhos fixos na TV, mas não via p***a nenhuma. — Você sabe que pode me contar qualquer coisa, né? — disse, os olhos ainda na tela. — Eu sei — respondi, deixando minha cabeça cair suavemente no encosto do sofá. Um novo silêncio se instalou, mas dessa vez, menos tenso. Mais... compreensivo. O tipo de silêncio que só existe entre irmãs que se conhecem bem demais. Ficamos ali por mais alguns minutos, assistindo à série juntas. O episódio terminou, e ela perguntou se eu queria ver outro. Assenti. Qualquer coisa era melhor do que subir pro quarto e ficar sozinha com meus pensamentos. Principalmente os pensamentos no Liam. Sidney colocou o próximo episódio. A tela brilhou com o início da nova cena, e por um tempo, as vozes dos personagens ocuparam nossas mentes, abafando as vozes dentro da minha. Acabei cochilando ali mesmo no sofá, com a cabeça apoiada no braço do estofado. Fui despertada pela voz familiar da minha irmã vindo da cozinha: — Janta pronta, Roxie! — ela gritou, como sempre fazia quando queria chamar a atenção. Pisquei algumas vezes, atordoada, tentando entender onde estava. A TV ainda permanecia ligada, a série pausada. O cheiro de comida preenchia o ar. Virei a cabeça devagar e vi Sidney na sala de jantar, sorrindo enquanto arrumava os copos na mesa. Minha mãe estava no fogão, pegando uma panela com a ajuda de um pano de prato dobrado. Levantei do sofá e fui até a mesa. Assim que me aproximei, minha mãe se virou, me deu um beijo na bochecha e segurou meu rosto. — O que aconteceu com seu lábio, minha filha? Sidney respondeu antes que eu abrisse a boca, sem nem olhar pra nós: — Ela se machucou. Minha mãe franziu o cenho, mas não insistiu. — Senta, vai. A comida tá quentinha. — E o papai? — perguntei, puxando a cadeira e me acomodando. — Vai chegar tarde hoje — respondeu, voltando ao fogão para pegar outra panela. — Disse que tinha reunião com o pessoal da obra. Nos sentamos e começamos a comer. Mastiguei devagar, ouvindo minha mãe rir de alguma bobagem que a Sidney contou.
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