Capítulo 10: Mäldito irresistível

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Eu também me recostei, sentindo o som da chuva no teto do Jeep. Por alguns segundos, só o barulho da chuva preenchia o espaço entre nós, até que ele virou o rosto na minha direção, com um sorriso descontraído brincando nos lábios, e perguntou, como se fosse a coisa mais natural do mundo: — Então, como você começou a gostar de mim? A pergunta me atingiu como um choque. Engasguei com a própria saliva, tossindo enquanto sentia o calor subir pelo meu pescoço. — O quê? Eu não… — comecei, mas a mentira morreu na minha garganta. Liam começou a rir e se inclinou um pouco mais para o meu lado, os olhos brilhando com aquela maldita confiança inabalável. — Você fica engraçada quando tá nervosa. — Eu? Nervosa? — respondi com uma risada forçada, desviando o olhar para a janela embaçada. — Aham. Você fecha os punhos e começa a piscar rápido. Sempre faz isso. — Ele murmurou, ainda sorrindo. Como ele sabia? Nem eu sabia que fazia isso, não conscientemente, pelo menos. E ele? Ele via. Reparava em mim? Fiquei em silêncio por um segundo, tentando fingir que aquilo não me afetava. Mas afetava. p***a, como afetava. — Por que eu estaria nervosa? — Não sei. Me diz você. PORQUE VOCÊ É LINDO. E PORQUE EU FICO QUERENDO TE BEIJAR O TEMPO TODO. — Tô tranquila — fingi rir de novo, tentando manter a pose. Ele fixou os olhos em mim, com um sorriso lento, não consegui desviar o olhar das covinhas perfeitas. Os lábios dele se moviam, dizendo algo que não consegui ouvir. Eu só conseguia pensar em como aquela boca era perfeita. Carnuda. Rosada. Os lábios pareciam macios… deviam ser uma delícia de beijar. Ou de morder. Meu corpo reagia só com a ideia. Queria sentir o gosto dele, arrancar um gemido daquela garganta, marcar ele com meus dentes. Mas aí, como um balde de água fria, a lembrança da maldita frase dita na cabana ecoou na minha cabeça: "Não quero que você pense algo errado. Ou que entenda mal." O barulho da chuva lá fora e a voz dele me arrancaram desse devaneio, mas não diminuíram a vontade. Queria esmagar aquela boca contra a minha, só pra calá-lo, só pra ter certeza se ele gostava mesmo de mulher. — Você sempre falou demais ou é só impressão minha? Ele sorriu com o canto da boca, aquele sorrisinho, filho da p**a, se inclinou um pouco e disse com a voz baixa, arrastada: — E você sempre olha assim pra todo mundo… ou é só comigo? Os olhos dele desceram devagar pelo meu rosto até pararem na minha boca, e minha vontade de beijá-lo foi tão absurda que quase me fez recuar. — Só com você — respondi, firme, antes que meu bom senso conseguisse me calar. — Por que isso te incomoda? Ele ficou quieto por um instante, e eu quase me arrependi da resposta. Quase. Mas a forma como ele mordeu o canto da boca… aquilo me fez esquecer qualquer arrependimento. — Achei que fosse desistir de mim depois daquela conversa na cabana. A lembrança veio nítida novamente. A gente naquela cabana, e ele soltando aquela bomba: "Não quero que você pense algo errado. Ou que entenda mal." Mentira ou verdade? Eu não sabia. Ou tinha lá as minhas dúvidas. — Sabe qual é o seu problema, Liam? — murmurei, cruzando os braços. — Não me diz, vai… — ele respondeu, rindo, a voz carregada de ironia. — Você se acha demais. Ele sorriu ainda mais, aquele sorriso de canto, preguiçoso, sensual. — E você acha que tô errado? Claro que não. Ele era gostoso de um jeito que deveria ser crime. Aquele corpo definido, os braços fortes com veias no antebraço saltadas, o pescoço exposto, com aquele cheiro absurdo que ele carregava, como se tivesse sido feito só pra me provocar. Ele sabia. Sabia exatamente o efeito que causava, seja nas garotas que o cercavam, seja em mim. Talvez ele não soubesse… mas especialmente em mim. — Você joga sujo, Liam. Ele soltou um riso baixo. — Não entendi. — Gosta de me deixar na dúvida. Ele lambeu os lábios devagar. FILHO DA p**a. — Me diz uma coisa — ele continuou, a voz rouca, lenta —, você tá tentando me provar o quê, exatamente? — Que você não me acha tão "odd girl" quanto diz. Um sorriso cínico surgiu em seus lábios. — Roxie, não sei de onde você tirou essa ideia — ele disse, recostando-se no banco com uma postura relaxada, como se estivesse contando uma piada. — A Milla é maravilhosa, ela me deixa maluco, sabia? — Não tô a fim de ouvir — falei, levantando a mão. Ele riu, mas os olhos ficaram mais afiados. — Me ouvir dizendo essas coisas te incomoda, Roxie? — Cala essa boca, Liam. — Adoro quando a gente transa. — ele continuou, com um tom de provocação. — Ela faz isso muito bem. — Chega, Liam. Me poupe dos detalhes. Ele ficou quieto por um segundo. Então soltou: — Então me diz, Roxie — finalizou com a voz baixa —, tu acha mesmo que trocaria tudo isso? — Vai pro inferno, Liam. Ele apenas sorriu. Virou-se calmamente para a janela do Jeep e abriu o vidro. A chuva havia passado, e o ar lá fora ainda carregava o cheiro úmido da terra molhada. O silêncio pesou entre nós. Eu podia mentir, fingir que aquilo não me atingiu. Queria odiar ele. Deus, como queria. Mas tudo que consegui foi ficar ali, muda, engolindo em seco, com o coração espremido no peito. Ele era um desgraçado. Um cretino, canalha, filho da p**a. Mas era também aquele desgraçado gostoso que me fazia perder o chão com um olhar. Ele era maldito irresistível. E eu? Eu estava completamente fodida. O vento que entrava pela janela do Jeep balançava o cabelo dele de um jeito quase cinematográfico. E eu, feita uma otária, fiquei ali, encarando. As mechas bagunçadas caíram sobre o rosto dele. Me peguei acompanhando o movimento lento do cabelo contra a pele dele, até parar nas sobrancelhas grossas, desenhadas como se tivessem sido esculpidas. Respirei fundo, e juro por Deus: até a sobrancelha desse filho da p**a era perfeita.
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