CAPÍTULO 03

1957 คำ
CAPÍTULO 03 CLAUS ASGER Observo o doutor examinar minuciosamente a Charlotte, ele avalia o raio X tirado do pé dela e depois olha cuidadosamente o prontuário médico dela. A mesma não tira os olhos dele, está apreensiva e provavelmente assustada. — Vossa Majestade, quero ressaltar que é uma honra tê-lo aqui.— reviro os olhos cansando dessa bajulação toda. — Tudo bem, mas pode nos dar o prognóstico?— ele fica sem graça ao perceber que não liguei muito para a sua bajulação. — Então, a Srta Becker vai precisar ficar alguns dias de repouso, e vai precisar da bota ortopédica para não piorar a questão da deficiência. Pelo que vi no raio X, ela só deu uma torcida mesmo, mas para ela isso pode ser prejudicial diante de suas condições. — Posso ir para casa?— pergunta nervosa. Porque ela está assim? — Claro, só tente não forçar o pé no chão por alguns dias, depois tente caminhar aos poucos. — Doutor, pode nos deixar sozinhos, por favor? — Claro Vossa Majestade.— assim que ele sai do quarto, encaro a Charlotte. — Parece que quer se livrar de mim.— tento descontrair. — Eu só não quero causar mais incómodos.— me aproximo e me sento na cama. — Eu já disse que isso não é incomodo algum, e eu me sinto na obrigação de preservar sua saúde já que foram os meus funcionários que lhe causaram isso. — Mas eles já se desculparam.— a olho abismado. — Você é sempre passiva desse jeito? — Como assim? — Acho lindo a inocência que você tem, mas ao mesmo tempo isso me preocupa, isso pode ser r**m quando encontrar pessoas que podem lhe fazer um m*l pior.— ela me lembra a minha mãe. — Acho que viver com ódio, raiva ou magoas não é bom, isso só coroe nossa alma e nos faz a sucumbir a dor e tristeza. Meu pai sempre ensinou isso a nossa família e acho que eu fui a única que levou isso a sério.— o sorriso dela, mesmo sendo de tristeza, é lindo. — Pela carinha que você fez, aconteceu algo com seu pai?— seus grandes olhos azuis se enchem de emoção. — Ele morreu a alguns anos, com um cancêr no figado, ele era o melhor pai do mundo. — Eu entendo você, quando meu pai morreu, foi duro demais pra mim, e m*l pude chorar a morte dele pois tive que assumir a coroa bem rápido. — Mas Vossa Majestade parece fazer isso com maestria, ouço maravilhas na rua sobre seu reinado.— ouvir isso me enche de alegria e orgulho. — Fico feliz em ouvir isso, mas devo confessar que se não fosse minha família, eu não seria capaz de tais feitos.— o silêncio que predomina no ambiente é reconfortante, meus olhos em nenhum momento se quer se desvia dela, mas acho que eu a intimido já que são raras as vezes que ela me olha nos olhos. Para quebrar esse clima, volto a falar.— Tem algo que me chamou a atenção. Mais cedo, você falou sobre o cara que atropelou o seu irmão, com uma certa raiva, porém, ainda pouco disse que não sabe guardar esses sentimentos. — Em relação ao meu irmão ainda estou tentando mudar isso, mas fica difícil toda vez que olho ele deitado naquela cama ou na cadeira de rodas. Armin só tem quinze anos e tem muito o que viver, ele está perdendo o melhor da vida naquele estado e o fato de não conseguir a maldita cirurgia e os tratamentos para que ele volte a andar, me deixa pior ainda. — O caso dele é reversível? — Sim, mas tudo custa uma fortuna e o emprego no Pálacio era a minha esperança de juntar o dinheiro para ao menos começar tudo. — Sabe que posso ajudar em relação a isso.— ela ri. — Olha, Vossa Majestade, eu não sei que tipo de mulher pensa que sou mas eu não... — Ei, me insulta pensar que sou esse tipo de pessoa, mas se estou oferecendo ajuda é porque eu posso mesmo ajudar, afinal eu sou o rei deste país e é meu dever cuidar do bem estar do meu povo. — Olhando por este lado sim, mas não vou me sentir bem em aceitar isso. — Tudo bem, não vou insistir, entretanto, deveria pensar no seu irmão e saber o que ele acha disso, já que é benéfico para ele. — Sabe, isso é jogar baixo.— abro um sorriso. — Sim, mas é a verdade. — Vou falar com ele sobre isso ao chegar em casa.— ela ameaça se levantar, mas para ao provavelmente sentir uma dor no pé. — Ei, sabe que não pode força o pé, né? Eu vou te levar em casa. — Eu só vou aceitar porque quero ficar boa logo para poder trabalhar, mas não acho que é uma boa ideia toda aquela guarda real chegar em frente a minha casa, vizinhos são curiosos e isso pode gerar reboliçõs. — Bom, eu sinceramente não ligo para nada disso, mas se for para te deixar mais tranquila, vou pedir para ir dois guardas no carro connosco e o restante ficar a uma certa distância.— ela balança a cabeça em concordância. Me levanto da cama e a pego em meus braços. — Olha, acho que você tem algum problema em me deixar no chão.— Charlotte ri com o próprio comentário o que me faz ri também. — Só deixe seu rei cuidar de você.— murmuro. — Claro Vossa Majestade, porém, me surpreendo com o fato de consegui me carregar no colo com facilidade.— a olho confusa. — Porque diz isso? — Dizem que eu não sigo os padrões da sociedade, extremamente magra, com p****s médios e b***a pequena. — Nunca mais repita isso, você é uma mulher linda e com um corpo maravilhoso, não sei porque as mulheres tem essa questão de gorda ou magras, todas são lindas da mesma forma, independente do peso ou não. — Diga isso a maioria dos homens, porque isso os influencia muito, não só eles mas as mulheres também. As pessoas nos olha com um certo preconceito por não vestir trinta e seis ou trinta e oito, no meu caso isso só piora pela minha deficiência.— começo a caminhar com ela para fora do quarto, a guarda real nos escolta, mas para evitar paparazzis e repórteres, resolvi ir pela saída dos fundos. — Todos são uns tolos, não sabem a oportunidade que estão perdendo ao deixar uma mulher bela como você escapar, porque além de linda, é uma mulher gentil e inteligente.— posso ver claramente ela corar, o que de uma forma estranha, me faz ficar feliz. Porque essa mulher me fascina tanto? Eu a vi no máximo duas vezes e é como se o mundo a minha volta parasse e ela se tornasse o centro de tudo, talvez possa ser pena pela situação ou porque me simpatizo bastante com a moça e a sua história, porém, ainda sinto que á muito mais do que imagino e isso, me assusta muito. **** O chegarmos em frente a sua casa, a ajudo sair do carro, e antes que ela ponha seus pés no chão, a pego no colo novamente, faço um sinal para que os guardas no carro esperem ali dentro mesmo para não chamar a atenção, caminho com elas em meus braços e m*l chegamos na porta e a mesma é aberta revelando uma senhora que aparenta ter a idade de minha tia nos encarando em estado de choque. — Mamãe, desculpe não ter avisado nada, mas é que...o Claus, quer dizer, Vossa Majestade me levou ao hospital e... — Antes de começar as perguntas e respostas, acho melhor entramos, está esfriando e esse carro na entrada pode chamar mais atenção do que já chama.— murmuro a interrompendo, a moça na porta nos da passagem e rapidamente entramos. Ao que vejo, é uma casa simples, mas bem bonita e arrumada, vejo logo um sofá na sala e aproveito para por Charlotte sentada ali, com todo cuidado do mundo. — Vossa Majestade...quer dizer...Sua Majestade real deseja alguma coisa? — Não, senhora, estou bem, aliviado por ter trazido Charlotte em segurança.— digo. — Se me permite perguntar, o que aconteceu com minha filha?— ela vai até sua filha e parece procurar mais curativos ou machucados. — Charlotte foi até o Palácio como eu havia dito, mas os meus guardas foram rudes com ela e a machucaram, rapidamente eu intervir e a levei ao hospital quando vi que seu pé havia sido danificado. — Meu Deus! Porque existem pessoas assim? Poderiam te-la machucado mais.— diz a mãe dela preocupada. — Eu iria puni-los, mas sua filha insistiu para que eu não os demitissem.— a mãe dela ri. — Lotte tem um senso de bondade grande demais, já disse que existem pessoas ruins no mundo e podem usar isso contra ela.— balanço a cabeça em concordância. — Como foram meus funcionários a causar isso, eu mesmo vou cuidar dos gastos médicos que podem vir a seguir para que ela se recupere e vá trabalhar no Palácio, me ofereci em pagar o salário que ela iria receber, mas ela não aceitou. — Se não trabalhei, não é justo receber.— murmura. Quanta teimosia. — Ela me contou sobre o acidente de seu filho, onde ele está?— Charlotte me olha com curiosidade. — Está dormindo, chegamos quase agora da consulta. — Bom, não sei se sabem, mas eu sou fundador de uma ONG onde todo ano arrecadamos fundos para ajudar pessoas de baixa renda, e temos uma ala em especial para cuidar dos fisicamente incapacitados. O que eu estou fazendo?! Essa ala nem existe, eu acabei de inventar! — Vossa Majestade já fez muito por mim, não vou aceitar que... — Charlotte, é um programa social, se ele for contemplado, pode ter a cirurgia e todo o suporte para a recuperação.— vejo os olhos da mãe de Charlotte encher de lágrimas, ela leva as mãos a boca descrente do que eu acabei de dizer. — Eu nem sei o que dizer... isso seria um sonho para todos nós.— Charlotte me olha desconfiada. — Porque sinto que você acabou de inventar isso? — ela é esperta. — Não teria porque inventar isso, amanhã mesmo vou marcar uma visita de uma agente da ONG para vir aqui e pegar todos os dados da família. Ficarei feliz em recomendar pessoalmente isso.— me surpreendo, quando a mãe de Charlotte abraça-me em prantos.— Senhora, está tudo bem?— ela levanta seu rosto para me olhar. — Depois que meu marido morreu, tudo em nossas vidas ficou difícil, e com o acidente do meu menino, tudo pirou, o único que se prontificou em nos ajudar foi um médico amigo meu marido, ele faz todas as consultas de Armin de forma gratuita. Eu...eu...nem sei como agradecer isso Vossa Majestade. Abro o mais amplo dos sorrisos e retribuo com gosto o abraço. — Poderia me dizer seu nome? — Ah...desculpe, é que eu fiquei tão surpresa em ver alguém como Sua Majestade em minha casa...me chamo Alma.— ela se afasta um pouco. — Alma, fique calma, acredito que tudo vai dar certo para os cuidados do seu filho e prometo que de Charlotte, cuido eu.— olho para ela que engole seco. Porque me sinto no dever de ajudar essa família? Talvez seja só o fato deles serem civis do país onde eu sou rei, entretanto, lá no fundo, eu sei que tem mais, só não sei o que é.
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