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Draco - Amor Bandido

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ðŸ”Ĩ NOVA FASE VIP LIBERADA!ðŸ”Ĩ

No alto do morro, onde a lei ÃĐ feita na ponta da arma e a lealdade ÃĐ comprada com sangue, Draco ÃĐ rei absoluto. Frio, implacÃĄvel e temido por todos, ele governa sua comunidade com punho de ferro, sem jamais se permitir fraquezas — atÃĐ cruzar o caminho de Luna, uma jovem que nunca aprendeu a se curvar diante do medo.Luna sempre sonhou em escapar da violÊncia que a cercava, mas seus planos desmoronam quando Draco a escolhe para ser sua. Contra sua vontade, ela ÃĐ arrastada para o mundo sombrio que sempre tentou evitar, descobrindo que, por trÃĄs do criminoso temido, existe um homem marcado por feridas profundas e segredos inconfessÃĄveis.Dividida entre o Ãģdio e a atraçÃĢo proibida, Luna se vÊ prisioneira de um amor que pode destruí-la — ou salvÃĄ-la. No morro, onde amar ÃĐ perigoso e confiar ÃĐ uma sentença de morte, Luna terÃĄ que decidir se desafia Draco... ou se se rende de vez ao seu amor bandido.

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Capítulo 1 – Onde a lei nÃĢo chega
Luna Subir aquele morro era como entrar num campo de guerra sem armadura. Os becos eram estreitos, as casas espremidas umas sobre as outras, e a tensÃĢo pairava no ar como fumaça de pÃģlvora. Ainda era cedo, o sol nem tinha alcançado o topo do cÃĐu, mas o calor jÃĄ grudava na pele como se o inferno morasse ali. Eu caminhava rÃĄpido, desviando de latas de lixo abertas, crianças descalças e olhares desconfiados. Meu tÊnis jÃĄ estava furado nas pontas, a mochila pesava nos ombros, e o cansaço era constante, mas eu nÃĢo parava. NÃĢo podia. Porque se eu nÃĢo estivesse lÃĄ por eles, ninguÃĐm mais estaria. Meu nome ÃĐ Luna. Tenho 23 anos, sou formada em Serviço Social, e trabalho numa ONG dentro do Complexo do Alto da Fumaça, uma das comunidades mais perigosas do Rio. A gente atende crianças e adolescentes em situaçÃĢo de risco, dando reforço escolar, alimentaçÃĢo e, principalmente, afeto. Coisa rara por aqui. Dizem que sou louca por me enfiar nesse lugar todos os dias, sozinha, com cara de “moça certinha da Zona Sul”, mas eu sempre respondo o mesmo: louco ÃĐ quem vira as costas. Eu cresci vendo minha mÃĢe se virar pra criar trÊs filhos sozinha, cozinhando com ÃĄgua da chuva e luz de gato. EntÃĢo eu sei o que ÃĐ ser invisível. — Ei, Luna! — gritou JoÃĢozinho, correndo em minha direçÃĢo com os pÃĐs sujos e um sorriso maior que o rosto. Me abaixei pra abraÃ§ÃĄ-lo. — Vai devagar, menino, vai cair! — TÃī treinando pra ser jogador! — ele disse, mostrando as canelas finas e os olhos cheios de brilho. — E vai ser. Mas sÃģ se passar de ano, hein? Ele assentiu com energia e correu morro acima. A ONG era uma casa improvisada, pintada com cores vivas pra disfarçar o mofo. LÃĄ dentro, tudo era doado: cadernos rabiscados, lÃĄpis sem ponta, mesas de plÃĄstico. Mas tambÃĐm era o Único lugar onde muitas crianças se sentiam seguras. Eu, CÃĐlia (a cozinheira de mÃĢo cheia) e Pedro (o educador) ÃĐramos os Únicos funcionÃĄrios fixos. O resto vinha quando dava, quando podia. Porque ajudar pobre no Brasil ÃĐ luxo. Naquela manhÃĢ, organizei as apostilas enquanto esperava os meninos chegarem. Mas a movimentaçÃĢo lÃĄ fora estava diferente. O som do funk subiu alto demais, e os passos acelerados nas vielas eram um sinal claro: algo estava prestes a acontecer. Foi entÃĢo que ValÃĐria entrou esbaforida. — Luna, fica esperta. Os cara tÃĢo descendo. Diz que Draco tÃĄ vindo com os homens dele. Meu estÃīmago virou . Draco. Mesmo sem nunca tÊ-lo visto, todo mundo no morro sabia quem ele era. O dono do pedaço. Frio. Calculista. Letal. Ele nÃĢo gritava, nÃĢo precisava. Bastava olhar, e os outros abaixavam a cabeça. Dizem que ele matou o prÃģprio tio com treze anos, que botou fogo em um desafeto com quinze e que com vinte e seis jÃĄ controlava todo o Alto da Fumaça. Ele era o rei do morro, e o morro o temia com razÃĢo. — Eles tÃĢo vindo pra cÃĄ? — perguntei, tentando manter a calma. — Disseram que sim. Viu Darlan? Aquela peste pegou uma pipa no lugar errado ontem. No meio do terreno deles. Puta merda. Darlan. Onze anos, elÃĐtrico, arteiro, mas puro de coraçÃĢo. Eu tinha avisado que ele parasse com essas pipas nos terrenos proibidos. Aquilo era territÃģrio da boca. Mas criança ÃĐ criança, nÃĐ? Saí correndo da ONG, subindo os degraus rachados da viela, desviando de fios soltos e olhos curiosos. O coraçÃĢo batia forte, mas as pernas nÃĢo hesitavam. Eu sabia que era perigoso, que nÃĢo deveria me meter, mas a ideia de Darlan ser punido por uma brincadeira me tirava o ar. Quando dobrei a esquina, vi a cena. Dois homens armados arrastavam o menino pelo colarinho da camiseta. Um deles tinha tatuagens no pescoço, o outro mascava chiclete com raiva. Darlan chorava em silÊncio, com o rosto sujo e os olhos arregalados. — Larga ele! — gritei, sem pensar. Os dois pararam. Os olhares se voltaram pra mim como facas. Mas foi o silÊncio que me fez gelar. Um silÊncio tenso, perigoso. E entÃĢo ele apareceu. Draco. Caminhava no meio dos becos como se fosse dono de tudo. E era. Camiseta preta colada no corpo musculoso, corrente grossa no pescoço, braço tatuado atÃĐ o punho. O rosto era bonito, mas de um jeito bruto. Mandíbula firme, olhos castanhos escuros como poço sem fundo, e uma cicatriz fina que cortava sua sobrancelha esquerda. Ele nÃĢo sorria. NÃĢo precisava. Os homens se afastaram instintivamente, como se a presença dele queimasse. — Quem ÃĐ essa? — ele perguntou, a voz grave e firme como pedra. — É a moça da ONG — respondeu um dos capangas. Draco se aproximou devagar, sem pressa. Seus olhos cravados em mim. Eu nÃĢo me movi. NÃĢo queria mostrar medo, mesmo que cada fibra do meu corpo gritasse para correr. — VocÊ sempre mete o nariz onde nÃĢo foi chamada? — Eu defendo as crianças. SÃģ isso. — Esse moleque invadiu meu territÃģrio. — Ele tem onze anos — rebati, firme. — Foi pegar uma pipa. Draco ficou em silÊncio. Me observando. Um olhar demorado, como se estivesse me estudando. Como se decidisse ali, naquele instante, se eu viveria ou nÃĢo. — Como ÃĐ seu nome? — Luna. — Luna — ele repetiu, devagar, provando o som da palavra. Eu senti um arrepio estranho. NÃĢo de medo. Algo... mais profundo. Quase sujo. — VocÊ tem coragem — ele disse, e entÃĢo virou-se para os homens. — Solta o moleque. — Mas, chefeâ€Ķ — Eu falei pra soltar. Eles obedeceram na hora. Darlan correu pra mim e eu o abracei forte, sentindo o corpinho dele tremer. — Pode ir pra casa, pequeno — falei, e ele disparou morro abaixo. Draco voltou a me encarar. — VocÊ se importa demais. Isso ÃĐ um defeito aqui. — Eu nÃĢo vim pra agradar. Ele sorriu de lado. Um sorriso curto, perigoso. — Ainda vou descobrir o que fazer com vocÊ, Luna da ONG. E foi embora. Eu fiquei parada, ofegante. A multidÃĢo ao redor começou a se dispersar, como se o feitiço tivesse acabado. Mas algo dentro de mim... nÃĢo se acalmou. Aquele olhar. A forma como ele disse meu nome. Aquilo nÃĢo era o fim. Era o começo. Voltei pra ONG tentando agir normalmente, mas CÃĐlia logo percebeu. — Tu viu ele, nÃĐ? — Vi. — E? — E ele me olhou como se jÃĄ tivesse me escolhido. CÃĐlia largou a colher de p*u na panela. — Ai, Luna... cuidado com esse tipo de homem. Draco nÃĢo sabe amar. Ele sÃģ sabe possuir. Eu sorri, mas nÃĢo disse nada. Por dentro, algo jÃĄ se quebrava. Eu tinha olhado o perigo nos olhos... e o perigo tinha gostado de mim.

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