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NORA - Série: Meninas malvadas.

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Blurb

Sinopse

Meu padrasto, José Luiz Maldonado é aquele para quem corro quando as coisas ficam difíceis, meu protetor, meu melhor amigo, o herdeiro de uma grande fortuna e o único homem que não posso ter.

Porém, nem mesmo ele conseguirá salvar-me dessa vez. Ninguém pode.

O primeiro motivo é simples, eu o amo, o desejo como homem e esse sentimento é perigoso demais para manter perto. O segundo é o passado, o segredo que não posso partilhar, mas que levou minha melhor amiga ao suicido e invade meus sonhos durante a madrugada e os transforma em pesadelos. Eles estão atrás de mim e das minhas amigas agora, preciso encontrar uma forma de escapar sem colocar ninguém em risco.

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PRÓLOGO
                                                                                          Prólogo O caixão de madeira nobre e ar aristocrata é o limite de onde meus olhos conseguem ir, me sinto errada só de estar sentada no banco da frente enquanto sua família ocupa assentos na penúltima fileira, mas essa era a vontade de Ari e ninguém tem coragem para descumprir. No entanto, nada me fará erguer minha b***a do acolchoado macio e me fazer ir checar seu rosto pálido. Ela era única que compreendia meu silêncio e ouvia minhas lamúrias sem lamentar. Não, ficarei com sua imagem viva e alegre para o resto dos meus dias. Ninguém vai tirar isso de mim. Abaixo os olhos quando o padre começa a falar e tento focar em qualquer outra coisa, mas a voz já afetada pela idade alcança meus ouvidos com facilidade e gruda cada uma de suas palavras no meu cérebro, assim, como a velha canção do caranguejo que aprendemos ainda pequenas. Droga. — Ei, você está bem? — Talia questiona com um sussurro que só consigo distinguir devido nossa proximidade. Não respondo e ela me cutuca na costela com o cotovelo, mordo meu lábio inferior para abafar o grito de dor e a encaro irritada. — Preste atenção no padre. — Murmuro pra ela, apertando meus lábios um no outro. A morena resmunga algo sobre precisar de um cigarro e meu olhos caem para sua boca pintada de roxo berinjela. Ela volta a olhar pra frente, ereta e me ignora pelo resto da pregação. O velho de batina branca encerra seu sermão e todos começam a se retirar aos poucos, tomando cuidado ao deixarem uma rosa branca sobre o corpo de Ariel. Isadora, Talia e eu somos as últimas pessoas além da família Bragantino presentes na pequena capela. — f**a-se. — Isadora fala ao passar pela Senhora e Sr. Bragantino e depositar um buquê de rosas vermelhas antes do caixão ser fechado. Eu não me surpreendo com sua atitude e tão pouco questiono a escolha das flores, eram as preferidas da nossa garota e Isa só estava lhe dando um último agrado. — Vamos. — Ela diz quando volta a se encaixar entre mim e Talia, destacando que agora somos um trio, ao invés, de um quarteto. Algo dentro de mim se parte com essa constatação óbvia e me culpo mais uma vez por não ter ido ao show i****a junto delas naquela noite, se eu estivesse lá talvez pudesse ter impedido Ariel de dirigir bêbada, eu provavelmente teria escondido as chaves. Agora é tarde. Todas nós deixamos a capela e acompanhamos o caixão até o local do enterro em silêncio e mesmo tentando não ser neurótica, procuro por José Luiz, o marido da minha mãe, meu padrasto e amigo até encontrá-lo sorrindo para Cecília Vitorino a poucos passos de distância. Meu corpo tensiona e minhas pisadas se tornam mais pesadas, precisas e desejosas por outro caminho. Talia circula sua mão pelo meu braço e me impede de cometer uma loucura no enterro da nossa amiga. Certo, cuidarei dessa mulherzinha depois. Quando chegamos ao local, um buraco enorme na terra faz a realidade desabar sobre as nossas cabeças. As lágrimas passam a cair na mesma velocidade que sinto os braços do meu padrasto me segurarem. — Shiii...Estou aqui, bonequinha. Estou aqui. — É tudo que ele precisa falar para que minhas lágrimas dupliquem e eu desabe sobre seu peito. Inspiro seu aroma amadeirado, mergulhando meu rosto na curvatura do seu pescoço. — Estou com medo de perdê-la, Zé. — O chamo pelo apelido íntimo que só é permitido em casa e ele sabe que estou falando de mamãe. Seu abraço se torna mais protetivo e beijos são distribuídos pelo meu cabelo e testa. Meus braços o apertam com mais força. — Não vai, minha boneca. Sua mãe logo ficará bem e nós três vamos fazer aquela viagem em família. Eu prometo. — Ele não deveria prometer algo que não pode cumprir, mas por algum motivo me pego querendo acreditar nele. Longos minutos se passam até o caixão sumir por completo, José Luiz ainda está próximo e se mantém disponível para me amparar caso seja necessário. Talia sumiu e Isadora mantém um semblante impassível enquanto encara a pá que joga o primeiro punhado de areia no buraco, ela está tão vidrada na ação que não percebe que suas unhas afundarem na pele alva de seu punho direito e preciso intervir, grudando sua mão na minha até o último grão de areia ser jogado. Do outro lado do terreno, Samantha, a mãe de Ari acaba desmaiando sobre uma senhorinha que estava ao seu lado e causa um grande alarido, Guto, o noivo viúvo de Ariel é o primeiro a correr e socorrer a sogra, erguendo o corpo da mulher como se não pesasse nada. A gritaria aumenta e por um milésimo de segundo meus lábios se atrevem a se erguem num sorriso presunçoso. " O meu enterro precisa ser lendário" Foi o que ela disse em uma das nossas conversas mórbidas e sem sentido, aquela bruxa terrorista deve está se dobrando de rir no céu com essa cena. — Você acredita no inferno? — Isadora fala como se lesse meus pensamentos. Torço meu rosto em desgosto. Inferno? — Que tipo de pergunta é essa, Isadora? Estamos em um enterro. — Sim, o enterro da Ariel e nós duas sabemos que ela não pode ter sido aceita no céu. Nenhuma de nós vai, você sabe, não depois do que fizemos. Uma bola dura e seca se forma no meio da minha garganta e impede a passagem da saliva. Inclino a cabeça na direção da sua e a estudo. — Não é hora e nem lugar para lembrar do passado, onde está Talia? — Falo, passando os olhos entre as pessoas próximas. — Eu sou pior que ela, erro e não me arrependo. Provavelmente vou descer direto. — Que droga, Isadora! A morte de Ariel não tem ligação com o que fizemos. Pare com esse papo de céu e inferno, as pessoas podem ouvir e entender errado. — Ela cometeu suicídio. — Sibila, apertando os lábios um no outro, me encarando sobre o ombro. — Foi o que disseram, mas não acredito. — Ela tomou vários comprimidos, Nora. — Ariel nunca faria isso, Isadora. Você a conhecia tão bem quanto eu, sabe que estou certa. Algo está errado. — Aquela noite a mudou, embora tentasse fingir que não. — Isa diz. — Não, estamos deixando passar algo. Ari não se matou. — Desculpe se prefiro encarar a realidade, ao invés, de fingir ser algo que não sou. Você pode até atuar bem, mas não fique tão convencida, nenhuma de nós é uma boa garota ao cair da noite. — Diz, desviando o olhar para o local onde José Luiz se encontra. Meus punhos se fecham, mas sou rápida em disfarçar. — Pra onde você vai? — Indago quando ela me dar as costas e começa a andar. — Prestar minhas condolências. — Pontua, mirando a garota franzina e de aparência jovem perto do aglomerado de pessoas que circulam Samantha, a mãe de Ari. Tilly Bragantino não parece em nada com sua irmã mais velha fisicamente falando, ela também é quieta, gosta de se vestir com roupas largas, evita maquiagem e sempre tem um mangá cobrindo o rosto, mas seus olhos astutos dizem tudo o que preciso saber. Eu a peguei no colo quando ela tinha dois anos e esse foi o máximo de contato que tivemos desde então. — Não acho que seja uma boa ideia. — Me apresso em dizer. Isadora bufa, me olhando sobre o ombro. — Talia e eu já votamos, são dois contra um. Você perdeu. Aperto meus olhos, dando um passo em sua direção, tendo a certeza de que não estamos chamando atenção indevida. — Isadora. — Aquele diário contém todos os nossos segredos, meus, seus e os de Talia. Ari não tinha o direito de o deixar para a bastardinha, ele deveria ficar conosco como sempre esteve e é assim que vai ser. — Ela me ignora e avança, forjando o rosto com um sorriso ao se aproximar da garota de cabelos loiros e olhos amedrontados. Droga. Tenho que ficar de olho na interação dessas duas. Minha cabeça lateja e eu já estou pronta para ir até elas quando escuto o som irritante e extremamente desengonçado da voz de Cecília, meu corpo gira com agilidade e em passos largos, alcanço o casal, dando a mulher uma expressão mortal. Ela não se enxerga? Estamos em um enterro e este homem é comprometido. — Nora. — A mulher fala com o nariz torcido, vasculhando meu corpo com o olhar aguçado. — Você cresceu. — Acrescenta. Sua observação me irrita e vai todo meu autocontrole para não demonstrar rispidez. — Bom, o tempo passa e certamente não sou mais uma menina, mas isto não é hora e nem lugar para falar sobre mudanças hormonais. — Ela sorrir sem jeito, colocando uma mecha de seu cabelo platinado pra trás. — Luiz estava me contando o quão esforçada você é na faculdade, acredito que sua mãe esteja muito orgulhosa. — Ela fala enquanto dou um olhar para o homem ao seu lado. Luiz, sério? Meu maxilar fica rígido. — Ela ficará. Vamos, José Luiz. — Enfatizo seu nome por dois motivos, primeiro para avisá-la que não existe outra forma de chamá-lo se não por seu nome completo e segundo, para deixar claro ao meu padrasto que estou irritada. — Não vai se despedir dos Bragantino e das suas amigas? — Ele questiona quando começo a andar. — Não, preciso ir até o hospital e checar mamãe antes do horário de visita encerrar.

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