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Casada com o CEO que me odeia

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intro-logo
Blurb

Ele era um CEO bilionário frio e implacável.Ela era a órfã que ele sempre desprezou.Quando o testamento de seu avô exige que Adrian Blackwood se case com Emily Carter para receber sua herança, ele deixa claro que será apenas um contrato.Sem amor. Sem sentimentos.Mas viver com o homem que a odeia pode ser mais perigoso do que Emily imaginava.Porque, por trás do desprezo, existe um desejo que nenhum dos dois pode controlar.E, em um casamento onde o amor não era uma opção…se apaixonar pode custar tudo.

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O Garoto que odiava aquele lugar
Boston, Massachusetts Anos atrás Adrian Blackwood odiava aquele lugar. Ele odiava o cheiro de sopa barata que impregnava o ar. Odiava as paredes claras demais, como se tentassem esconder a tristeza que vivia ali dentro. Odiava os risos das crianças. Odiava tudo. Ele saiu do carro antes mesmo que o motorista tivesse tempo de abrir a porta, passando a mão pelo cabelo escuro em um gesto irritado. — Eu não quero estar aqui. — disse, a voz dura, olhando para o homem que saía logo atrás dele. William Blackwood. Seu avô. O único homem no mundo que ele não podia simplesmente ignorar. O velho fechou a porta do carro com calma, como se não tivesse ouvido nada. — Você precisa aprender a ver além de si mesmo, Adrian. Adrian soltou uma risada sem humor. — Não há nada aqui que eu precise ver. Seus olhos percorreram o prédio antigo diante dele. O letreiro dizia: St. Margaret’s Home for Children. Ele sentiu o estômago embrulhar. Aquele lugar era uma lembrança constante de tudo que ele havia perdido. Seus pais. Sua casa. Sua vida. Ele não pertencia àquele lugar. Nunca pertenceu. — Vamos entrar. — disse o avô, caminhando em direção à porta. Adrian ficou parado por um segundo, os punhos cerrados. Ele odiava quando o avô fazia isso. Quando agia como se aquele lugar fosse importante. Como se aquelas crianças fossem importantes. Como se fossem… mais importantes do que ele. Ele entrou logo atrás, já sentindo o mau humor crescer dentro dele. Assim que passaram pela porta, uma onda de calor os envolveu. E então, as crianças. Elas estavam por toda parte. Correndo. Rindo. Vivendo. Adrian desviou o olhar, o maxilar travado. — Sr. Blackwood! — uma voz feminina chamou. Uma mulher mais velha se aproximou, sorrindo calorosamente. — Que bom vê-lo novamente. O avô sorriu de volta. Um sorriso verdadeiro. Coisa que Adrian raramente via. — Sempre é bom estar aqui, Margaret. Adrian revirou os olhos. Claro que era. Seu avô amava aquele lugar. Amava aquelas crianças. Mais do que amava qualquer outra coisa. Mais do que amava ele. Foi então que ele a viu. Ela estava sentada no chão, cercada por duas crianças menores, ajudando uma delas a montar um quebra-cabeça. Seus cabelos castanhos caíam sobre os ombros, e seu rosto estava concentrado, mas havia algo suave em sua expressão. Ela parecia… feliz. Ali. Naquele lugar. Como se pertencesse. Como se aquele lugar fosse dela. Uma das crianças disse algo, e ela riu. Um som leve. Natural. Adrian sentiu uma irritação inexplicável crescer dentro dele. Como alguém podia gostar daquele lugar? Ela levantou os olhos. E o viu. Por um momento, eles apenas se encararam. Ela não desviou o olhar. Não pareceu intimidada. Isso o irritou ainda mais. Ela se levantou, ajudando a criança a ficar de pé, e então caminhou até eles. Mas não olhou para Adrian. Olhou para o avô dele. Seu rosto se iluminou. — Sr. Blackwood! — ela disse, sorrindo. Adrian sentiu algo apertar dentro dele. Ele nunca sorria assim para ele. — Emily. — o avô respondeu, com carinho evidente na voz. Carinho. Algo que Adrian raramente recebia. — Você cresceu. Ela sorriu timidamente. — Estou tentando. O avô colocou a mão no ombro dela. — Você está se tornando uma jovem incrível. Adrian cerrou o maxilar. Ela não merecia aquele olhar. Aquela atenção. Aquele afeto. Ela finalmente olhou para ele. Seus olhos eram calmos. Observadores. — Olá, Adrian. Ele não respondeu. Apenas a encarou, frio. Ela franziu levemente o cenho. — Você não vai dizer olá? Ele deu de ombros. — Não tenho nada para dizer. O sorriso dela desapareceu. O avô lançou um olhar de reprovação para ele. Mas Adrian não se importava. Ele nunca se importava. — Você ainda odeia este lugar? — ela perguntou, sua voz calma demais. Isso o irritou. Ela não tinha o direito de perguntar aquilo. Não tinha o direito de agir como se soubesse qualquer coisa sobre ele. — Este lugar é uma prisão. — ele disse. Ela ficou em silêncio por um momento. Então respondeu: — Este lugar é o meu lar. As palavras dela pairaram entre eles. Firmes. Inabaláveis. Ele riu, c***l. — Então você não tem padrões muito altos. O avô falou imediatamente: — Adrian. Mas Emily não desviou o olhar. Ela não chorou. Não fugiu. Ela apenas o encarou. — Um dia, você vai entender. Ele sentiu a raiva subir. — Entender o quê? Ela hesitou. Então disse: — Que nem todo mundo teve a chance de ter algo melhor. O silêncio caiu entre eles. Por um momento, Adrian não soube o que dizer. O que ele sentiu não foi culpa. Foi algo pior. Foi fraqueza. E ele odiava se sentir fraco. Então ele fez o que sempre fazia. Ele se fechou. — Eu nunca vou voltar aqui depois que sair. Ela o encarou. Como se duvidasse. Como se soubesse algo que ele não sabia. Ele sustentou o olhar. Desafiador. Frio. Definitivo. Ele realmente acreditava naquelas palavras. Ele realmente acreditava que nunca voltaria. Ele não sabia… Que um dia… Ele voltaria. E que ela seria sua esposa. Boston, Massachusetts - Dias atuais O quarto estava silencioso demais. O som do monitor cardíaco era constante. Lento. Frágil. Emily apertou suavemente o pano úmido entre os dedos antes de colocá-lo sobre a testa de William Blackwood. Sua pele estava fria, mais pálida do que ela jamais havia visto. Ele parecia menor. Mais frágil. Mais humano. Não o homem forte que caminhava pelos corredores do orfanato com firmeza, como se pudesse proteger todos ali apenas com sua presença. Agora, ele parecia alguém que o mundo estava prestes a levar embora. — Você deveria descansar, Sr. Blackwood. — ela disse suavemente. Ele abriu os olhos devagar. Mesmo fraco, havia algo ali. Algo forte. Algo que ainda comandava respeito. — Eu já descansei demais nesta vida, minha querida. Emily tentou sorrir. Mas seu peito doía. Ela não estava pronta. Não para perdê-lo. Nunca para ele. Ele observou o rosto dela com atenção, como se estivesse guardando cada detalhe. — Você ficou. Ela engoliu em seco. — Sempre fiquei. Ele assentiu levemente. — Diferente dele. Ela sabia de quem ele falava. Adrian. O nome nunca era dito, mas sempre estava ali. Entre eles. Como uma sombra. Como uma ferida aberta. — Ele é jovem. — ela respondeu com cuidado. William soltou um suspiro cansado. — Ele é perdido. As palavras ficaram suspensas no ar. Emily não respondeu. Porque ela sabia que era verdade. Adrian sempre parecia… distante. Mesmo quando estava ali. Como se nunca pertencesse. Como se nunca tivesse ficado. — Você o odeia? — William perguntou de repente. A pergunta a pegou de surpresa. Ela demorou um segundo para responder. — Não. William observou seus olhos. Como se procurasse uma mentira. Mas não havia nenhuma. Ela não o odiava. Mesmo quando ele era c***l. Mesmo quando ele olhava para ela como se ela não fosse nada. Mesmo quando ele dizia que aquele lugar era uma prisão. Ela nunca o odiou. Porque ela entendia algo que ele não entendia. A dor dele. — Ele vai voltar um dia. — William disse, sua voz baixa. Emily não tinha tanta certeza. Adrian sempre deixou claro que nunca queria aquele lugar. Nunca queria nada dali. — Quando ele voltar… — William continuou — ele vai precisar de alguém que o lembre de quem ele é. Emily franziu levemente a testa. — Ele é forte. William sorriu fracamente. — Não. Ele é quebrado. O silêncio voltou. Pesado. Cheio de coisas não ditas. Então, o som de passos ecoou no corredor. Firmes. Controlados. Familiares. Emily sentiu seu coração acelerar. Ela soube antes mesmo de vê-lo. A porta se abriu. E ele entrou. Adrian Blackwood. Mais velho. Mais alto. Mais frio. O terno escuro parecia moldado ao corpo dele, perfeito demais, caro demais para aquele lugar. Seus olhos cinza imediatamente encontraram o avô. Por um segundo… Apenas um segundo… Algo humano apareceu ali. Mas desapareceu rápido. Substituído por controle. Sempre controle. — Vovô. — ele disse. Sua voz era firme. Mas não tão firme quanto ele queria que parecesse. William sorriu. Um sorriso verdadeiro. — Adrian. Emily ficou em silêncio, observando os dois. Eles eram iguais. E completamente diferentes. Adrian finalmente olhou para ela. Seus olhos passaram por seu rosto. Sem calor. Sem carinho. Sem nada. — Emily. Ele disse seu nome como se fosse apenas uma palavra. Nada mais. Ela assentiu levemente. — Adrian. O silêncio entre eles era estranho. Desconfortável. Carregado de passado. William observava os dois. Como se visse algo que eles não viam. — Você cresceu. — William disse a Adrian. Adrian deu um pequeno sorriso sem humor. — Era inevitável. Mas seus olhos voltaram para Emily. Por um momento longo demais. Como se tentasse encontrar algo nela. Ou confirmar que nada havia mudado. — Você ainda está aqui. — ele disse. Não era uma pergunta. Era um julgamento. Emily sustentou o olhar. — Este é o meu lar. As mesmas palavras de anos atrás. Algo escuro passou pelos olhos dele. Algo que ela não conseguiu decifrar. William fechou os olhos lentamente, cansado. — Eu quero ficar sozinho com meu neto por alguns minutos. Emily assentiu. — Claro. Ela saiu do quarto em silêncio, fechando a porta atrás de si. Mas antes que a porta fechasse completamente, ela ouviu a voz fraca de William: — Não fuja desta vez, Adrian. O silêncio respondeu. Emily ficou parada no corredor. Seu coração batia forte. Ela não sabia por quê. Mas algo dentro dela dizia… Que tudo estava prestes a mudar. Para sempre.

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