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Contos eróticos LGBT

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Blurb

O desejo não conhece fronteiras e o prazer não aceita rótulos. Esta coletânea de contos é uma celebração da sexualidade em todas as suas cores, focando na intensidade dos encontros sáficos e na beleza das identidades que compõem o universo LGBT+.

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Capítulo 01. Consolei minha melhor amiga
Meu nome é Amanda, e hoje fiz algo que sempre imaginei, mas nunca tive coragem de fazer. Tudo começou com uma ligação chorosa da Carol, minha amiga heterossexual, desesperada porque o o****o do namorado tinha terminado com ela por mensagem. — Preciso de uma amiga — soluçou no telefone. Pelo tom de voz, sabia que seria uma noite de vinho, chororô e, se Deus quisesse, algo a mais. Cheguei no apartamento dela e encontrei um cenário clássico, ela de pantalona e camiseta larga, olhos inchados, envolta em um cobertor no sofá. A garrafa de vinho já estava pela metade. — Ele é um idiøta, Carol — disse, me sentando ao seu lado e passando o braço em volta dos seus ombros. — Você merece coisa muito melhor. Ela se aninhou contra mim, o cheiro do seu xampu de coco invadindo meus sentidos. Era um cheiro que conhecia há anos, mas naquela noite, com a vulnerabilidade pairando no ar, parecia diferente. Mais doce. Mais… convidativo. A conversa foi fluindo, o vinho foi descendo, e as lembranças do ex foram perdendo força. Em algum momento, o cobertor escorregou e a camiseta dela subiu um pouco, revelando a curva suave da sua cintura. Não conseguia tirar os olhos dali. Ela notou. — O que foi? — perguntou, com um fio de voz rouca pelo choro e pelo álcool. — Nada — menti, minha voz mais baixa do que eu pretendia. — Só tô pensando como aquele babäca não merecia você. Ela me olhou profundamente, e algo mudou no ar. A tristeza nos seus olhos deu lugar a uma curiosidade pesada, carregada. O silêncio que se instalou não era mais desconfortável; era elétrico. — Amanda… — sussurrou, e o jeito que ela falou meu nome fez um calafrio percorrer minha espinha. — Você… você nunca me olhou assim antes. — Como? — desafiei, me inclinando para frente. Nossos rostos estavam a centímetros de distância. — Assim… como se não fosse só sua amiga. Não houve resposta. Em vez disso, fechei a distância e capturei seus lábios com os meus. Foi um beijo hesitante no início, um teste. Mas quando um gëmido baixo escapou da garganta dela e seus lábios se abriram sob os meus, qualquer hesitação evaporou. O sabor era vinho tinto e algo infinitamente mais intoxicante: a permissão. Meus dedos encontraram a barra da camiseta dela e, com um movimento lento, eu a levantei sobre sua cabeça. Ela não resistiu. Debaixo, ela não usava sutiã. Meu fôlego acabou. Seus sëios eram perfeitos, cheios, com mämilos cor de rosa já endurecidos pelo desëjo, ou pelo ar, ou pelo meu olhar. Não conseguia mais pensar. Baixei minha cabeça e prendi um deles com a boca, e o arquear dela foi a confirmação de que estava no caminho certo. Minha língua circulou a ponta düra enquanto minhas mãos desciam, deslizando pela pantalona de algodão até encontrar o calor úmido que já impregnava o tecido. — Ahhhh, Amanda… — ela gëmeu, levantando os quadris para me ajudar a puxar a calça para baixo. Quando a tirei completamente, fiquei de joelhos no chão, entre suas pernas abertas no sofá. A visão era de tirar o ar. Sua bucetä estava linda, molhäda, os lábios inchados e pedindo atenção. Eu não fiz cerimônia. Abaixei meu rosto e mergulhei minha língua nela, num movimento longo e profundo, do seu clitórïs até a entrada. O gosto era salgado, terroso, viciante. Ela gritou, seus dedos se enterrando no meu cabelo, puxando-me com força contra ela. — Isso… assim… não para! — suplicava, enquanto me dedicava a um ritmo firme, focando naquele pontozinho düro com a ponta da língua, sugändo delicadamente. Ela se contorcia, gëmendo meu nome como um mantra. Com a mão livre, deslizei meus dedos pela sua coxa interna até encontrar a entrada úmida e quente de seu cüzinho. Cuspi levemente nos meus dedos, lubrificando, antes de pressionar a ponta do dedo indicador contra o anel musculado. — Posso fodër seu cü? — sussurrei contra sua pele. A resposta dela foi um gëmido alto e um empurrão dos quadris, levando a ponta do meu dedo para dentro. Foi apertado, quente, uma sensação incrível. Continuei chüpando sua büceta com fervor enquanto, lentamente, enfiava o dedo no seu cüzinho, sentindo cada centímetro de rendição do seu corpo. — Vou gøzar … Amanda, eu vou… — ela gritou, e seu corpo entrou em espasmos violentos. Senti sua bucetä pulsando contra minha língua e seu cüzinho apertando meu dedo num ritmo frenético. O gosto dela inundou minha boca enquanto eu a bebia, deixando-a gëmer até o último tremor. Quando seus suspiros começaram a diminuir, ela me puxou para cima, seus olhos escuros e determinados. — Quero fazer em você também — respirou, virando nossas posições com uma força que não sabia que ela tinha. Em segundos, eu estava deitada de costas no sofá, com ela descendo pelo meu corpo, arrancando minha calça jeans e minha calcinha num movimento só. Seu olhar de predadora me deixou sem ar. E então, sua boca estava em mim. Ela não tinha técnica, era tudo instinto e vontade, e foi a coisa mais excitänte que já senti. Sua língua era incansável, explorando, penetrando, me levando à beira do orgäsmo em minutos. Mas ela parou. — Eu quero mais — disse, sua voz rouca e cheia de uma nova confiança. — Eu quero você. Nos beijamos novamente, um beijo selvagem onde podia sentir meu próprio gosto em sua boca. Nos arrastamos do sofá para o chão, para o tapete felpudo. Ela ficou por cima de mim, guiando minha coxa entre as suas, e então começamos a nos mover. Era uma dança antiga e nova ao mesmo tempo. Nossos corpos se esfregavam, se pressionavam, buscando o atrito perfeito. Segurava seus quadris, guiando o ritmo, enquanto ela cavalgava minha coxa, sua bucetä molhada esfregando contra minha pele. Nossos sëios se esmagavam, nossos gëmidos se misturavam no ar quente do apartamento. Olhei para cima e vi a Carol transformada. Nada da amiga chorosa. Aquela era uma mulher descobrindo um novo tipo de poder, um novo tipo de präzer. E eu estava ali, no centro dessa tempestade. — Gøza comigo — sussurrou, e foi tudo o que precisei. A pressão que vinha se construindo no meu baixo ventre explodiu em ondas cegas e ardentes. Eu gritava, meu corpo arquejava sem controle contra o dela. E ela, sentindo meus espasmos, encontrou seu próprio clímax novamente, um gëmido longo e rouco saindo de sua garganta enquanto desabava sobre mim, suada e ofegante.

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