Peter Roux's POV
Lilian caminha gloriosamente em minha direção, há um sorriso intenso e nunca visto em seus lábios finos. Sua pele n***a parece brilhar sobre a lua, o vento bate nos fios louros e cacheados do seu cabelo fazendo-o voar. O vestido preto realça a sua pele e deixa amostra boa parte dos seus s***s fartos. Ela é maravilhosa.
– Peter. - ela sussurra. Eu sorrio abobado, pronto para qualquer coisa que ela vá me dizer. – Acorda! - ela diz sorrindo de maneira sensual e lança para mim um beijo no ar.
O QUÊ?
– ACORDA! - ouço a voz fina de Amélia gritar. Levanto meu rosto rapidamente da cadeira e me assusto ao abrir meus olhos e vislumbrar a loira com o cabelo desalinhado e olhar de deboche.
– Santa mãe de Deus! - murmuro. Coloco a mão no meu peito e respiro bem fundo tentando puxar o ar para os meus pulmões. – Você vai continuar de birra com o pente? Olha, as pessoas já estão comentando. - sou irônico, mas ela não se importa, apenas me mostra o dedo do meio.
– Você estava sonhando com a professora, não é mesmo? - arregalo meus olhos, penso em negar, mas ela é rápida. – Estava sim, qual é Peter, você não pode ver um par de s***s e uma b***a grande que fica todo ouriçado. - sorrio sacana.
– Eu nunca vou pegar ela, então sonhar não tira pedaço. - Parkinson revira seus olhos e sorri.
Estamos apenas ela e eu na sala e eu tirei uma sorte grande por ela ter me acordado, em menos de cinco minutos começaria a aula de Artes e levando em consideração a primeira, era notável o quanto a professora não tolerava alunos desordeiros e sem dúvidas, dormir na sala é uma delas.
– Como foi os ensaios com a Lauren? - Amélia questiona com desdém.
– Ah, interessante, mas nada comparado ao chilique da Louie e da cara do Eric para ela. - eu acabo rindo e ela me acompanha.
– Você é uma péssima pessoa. - acusa-me.
– Eu sou a melhor, você quis dizer.
O apito indicando o final do intervalo soou, aos poucos, um a um, os alunos foram entrando a sala e tomando os seus assentos.
David entra na sala puxando a mão de Lauren, que por sua vez parece ter toda a sua atenção desviada as duas morenas atrás de si, Kiara e Vanessa. Elas riem e em momento algum o olhar de qualquer uma delas é desviado até a mim. Tom entra logo em seguida sentando-se ao lado de Amélia, bem a minha frente.
– O ensaio hoje é na sua casa. - Tom diz, direcionando-se a Amélia. – Acho que meus pais vão ter um tipo de jantar a dois. - sua voz soa vergonha e constrangimento.
– Ah, qual é? - questiono-o. – Seus pais transam, Tom. Você acha que veio ao mundo como? - gargalho em seguida.
Ele me olha como se fosse me fuzilar, mas apenas opta por me dar o dedo do meio, o que me causa ainda mais gargalhadas.
– Ficaria honrada caso o sr. resolvesse compartilhar conosco o motivo de tantas risadas, Roux. - a voz de Lilian é protestada, pela primeira vez humorada.
Ergo meu olhar e encaro a loira de cabelos tingidos e esta manhã alisados, olhando-me curiosa.
– Não há nada. - digo alto. – Apenas um bom deboche adolescente.
Lilian apenas concorda com a cabeça e em seguida dá continuidade a sua aula. Fala sobre a história do teatro e por sua vez, sobre Romeu e Julieta, não faz parte do meu fetiche, eu nunca fui aluno de humanas, eu sempre fui das exatas, mas a aula dela me interessava ao máximo. Talvez não pelo conteúdo extenso, mas talvez pelo belo par de pernas, os s***s fartos e a b***a grande e no seu devido lugar, que a professora possuí.
O sinal toca após uma hora de aula, a maioria dos vinte e sete alunos saem na frente, já haviam arrumado seus materiais em suas mochilas. Lilian fecha o seu computador, enquanto insiste em tentar também colocar seus livros na sua bolsa.
David, Kiara e Vanessa são os últimos a sair, quase os últimos. Desvio meu olhar na direção em que a turma antes se encontrava, Lauren está sentada em sua carteira guardando as suas coisas. Estamos apenas eu, ela e Lilian.
– Professora. - eu a chamo. Lauren olha para trás, assustando-se pelo fato de notar agora que eu ainda permaneço ali. – Podemos falar com você? - questiono, retirando o boné da minha cabeça e virando-o para retornar ao seu devido lugar.
Lilian para todas as suas atividades. Ela sorri e eu noto que isso é algo constante quando está de bom humor.
– É que nós estamos perdidos no texto. - Lauren é breve. – Há muito a ser estudado e nós de fato, não temos a mínima noção do que seria adequado para apresentarmos.
– Estou impressionada. - Lilian diz com sua grossa e inconfundível. – Vocês são os únicos que tiveram o interesse de vim perguntar isso a mim. - ela anuí com a cabeça.
Me levanto da cadeira e aproximo-me da mesma. Ela ri fraco, eu não a entendo. Lauren permanece no mesmo lugar, mas ouço o barulho da sola do seu tênis bater sobre o piso liso da sala de aula.
– Vocês não tem noção do por quê escolhi vocês para fazerem esse teste, não é mesmo? - ela gesticula para as carteiras a sua frente. Eu me sento e em seguida, Lauren senta-se na carteira vazia ao meu lado.
– Não. - Lauren diz. – Eric e Louie foram incríveis, eu entendo sua obsessão pela arte e que para você eles agiram com desrespeito, mas não é...
– Plausível? - após questionar, a mais velha gargalha. – Não, não é. Assim como não é o papel ter sido dado a eles, eles não foram brilhantes. Foi completamente imparcial. Deb sempre teve um favoritismo por Louise, o outro foi só uma ponte. - diz, sem vacilar em sua voz. – Peter fez claramente o seu teste sem a mínima vontade, mas eu já vi seus testes de anos atrás e foi incrível, um talento nato! - entreabro meus lábios surpreso. Mordo meu lábio inferior, ela senta-se sobre a mesa, bem a nossa frente. – Você também tem um talento nato, Lauren. Eu acredito que vocês dois podem elevar o nível do teatro nessa escola. Amélia e Tom são cômicos, eu acho que ambos sabem o quanto são péssimos atores, mas junta-los foi a coisa mais engraçada que eu sei que vou ter feito na minha vida. - penso em rir, mas acabo por segurar. – Kiara e David são bons, mas nem tanto, eu quero testa-los, quero ver do que eles são capazes, mas vocês? Vocês são aquilo que eu quero. Eu sinto como se vocês fossem a melhor escolha que eu já fiz.
– Ou talvez a pior. - debocho.
– Implicâncias a parte. - Lilian rebate. – A proposito, respondendo o que vocês realmente vieram perguntar, eu quero isso. - ela vira-se, abre a sua bolsa e retira duas folhas de papel com letras gravadas e entrega uma para cada um. – Boa sorte. - após dizer, ela rapidamente recolhe as suas coisas e sai da sala.
Lauren fica em silêncio e eu também. Eu me sinto confuso pelas coisas que ela falou e penso até mesmo em desistir, como ela mesma disse, o meu teste para esse ano foi sem vontade, eu queria que minha vontade fosse respeitada.
– Eu vou indo. - Lauren é quem quebra o silêncio. Ela recolhe a bolsa de suas pernas e coloca-a em suas costas. – Nos vemos mais tarde, na sua casa. - avisa. Balanço a cabeça positivamente, não me preocupando em olhar para a morena em questão.
Lauren Fernández's POV
Assim que meus pés tocam o solo de cimento batido, já tenho em vista David encostado em seu carro. Ele sorri ao me ver, claramente estivera esperando por mim durante todos os minutos em que estive na sala junto com Peter e Lilian na, um pouco, esclarecedora conversa que meteu todos nós nessa grande bola de neve.
– Você demorou. - diz assim que a nossa distância torna-se nula.
– Eu sei. - selos seus lábios rosados. Alinho as minhas mãos no seu rosto e sorrio, olhando fixamente nos seus olhos castanho claro.
David agarra-me em seus braços e desce suas mãos pelas minhas costas cobertas pelo tecido da blusa branca e leve que visto essa manhã. Seus lábios tocam de maneira capciosa o meu pescoço descoberto, me causando sutis arrepios.
– Vamos lá para casa? Meus pais saíram, a casa é somente nossa... - ele sussurra, deixando no ar. – Você sabe. - mordo meu lábio inferior, rindo então.
Sinto a respiração de David chocar-se abafada contra o meu colo. Ele está agitado e me penetra como se a sua vida dependesse disso, dói, não é nem um pouco prazeroso. Mesmo assim gemidos saltam dos meus lábios, são de dor, mas faço com que aparentem ser de prazer.
– David... - sussurro, é algo manhoso, quero pedir para que ele pare.
– Calma, estou quase lá. - murmura ofegante.
Suas mãos tocam as minhas pernas e as erguem, abrindo-as também. David entoca cada vez mais forte, e eu engulo os gritos entalados na garganta, mordo meu lábio com uma força abrupta, sentindo meu sangue escorrer pela a minha boca, podendo degustar do ferro em grande quantidade no mesmo.
David goza, no segundo seguinte sai de cima de mim e se atira do lado direito da cama, bem ao meu lado. Ouço sua respiração ofegante. Sinto meus olhos lacrimejarem, mas faço uma força absurda para não deixar que elas derramem.
Quase sempre foi assim, eu nunca senti que pudesse ser levada ao limite do meu prazer com ele. Eu digo sobre gozar, nunca com o David. Por algum tempo, eu até cheguei a acreditar que a culpada fosse eu, mas na verdade não é. Gosto do David, é um bom namorado, uma boa companhia, mas no sexo? No sexo ele é um fracasso.
– Isso foi ótimo. - ele murmura glorioso.
Deito-me de lado sobre a cama macia do garoto, observo a janela entreaberta do seu quarto. O clima de Nova Iorque nunca estivera tão bom quanto nos últimos dias.
– É, David, maravilhoso. - tento fingir um animo, mas não há nada animador em mim.