Pouco mais de uma semana depois, às três da manhã, o telefone de Luna começou a tocar de forma insistente. Ela estendeu a mão às cegas e desligou sem sequer olhar o visor. Segundos depois, o toque voltou. E, logo em seguida, outra vez. — Atende isso logo, Luna… — Liam resmungou, virando de lado e enfiando um travesseiro sobre a cabeça. — Ou desliga de vez. São três e dez da madrugada. — Calma… — murmurou, ainda sonolenta. — Já vou ver. Levantou devagar, saiu da cama e caminhou até a sala. Sentou-se no sofá, esfregando os olhos, e franziu a testa ao ler o nome que piscava na tela. — Oi, mãe… — atendeu, a voz ainda preguiçosa. — Você tem noção de que aqui são três da manhã, né? Do outro lado da linha, só ouviu o choro. — Luna… — Aline soluçava, a voz embargada, quase irreconhecível. —

