CAPÍTULO 11 AUGUSTO NARRANDO No outro dia eu acordei antes do sol, como sempre. O corpo já sabia a hora. Não precisei de g**o nem de relógio. Levantei devagar, passei a mão no rosto e fiquei alguns segundos sentado na beirada da cama, olhando o chão de terra batida. A casa de peão era pequena. Simples. Do jeito que sempre foi. E eu ainda tava ali. Peguei a toalha e fui pro banheiro improvisado do lado de fora. Abri o tambor e joguei o primeiro balde de água gelada sobre o corpo. O choque me fez puxar o ar com força. Bom. Eu precisava sentir alguma coisa que fosse clara. A água escorria pelas costas, levando o resto do sono… mas não levava o peso do que eu tinha ouvido no escritório. Dono. Herdeiro. Valença. Passei a mão pelo cabelo molhado, respirei fundo e terminei o banho ráp

