Graziella
Juntei meus travesseiros na cama e esmurrei um por um de tanto ódi0 que eu estava. Já não bastasse a coragem que eu tive que ter para fazer o que fiz, ainda tem a vergonha de ser rejeitada.
Eu queria morrer de chorar. Como ele pôde me rejeitar? Eu não sou bonita ou gostosa o suficiente?
Eu não estava o pedindo em casamento, era só sex0. Queria isso e não era mais criança. Eu era responsável pelos meus atos.
Deixei meu corpo relaxar na cama e senti meus olhos encherem de lágrimas. Eu chorei pela vergonha e rejeição que aquele homem me fez passar.
*****
Acordei cedo e fui para o café da manhã, mas nenhum sinal do Nikolai. Torci para que o meu pai dissesse algo a respeito, mas ele não mencionou nada.
— Você está procurando alguma coisa, filha? — Minha mãe apertou minha perna embaixo da mesa.
— Não. Só achei estranho que meu pai mandou montar a mesa no jardim, mas não temos convidados.
— Eu esperei que o russo viesse, mas parece que ainda não acordou. — meu pai deu uma mordida na sua torrada. — Olha ele aí! — ele sorriu, olhando para trás de mim. Meu corpo gelou ao senti a presença do Nikolai.
— Bom dia! — ele falou curto e grosso.
— Bom dia! Sente-se para tomar o café da manhã.
— Não, Giovanni. Eu não quero. E agradeço muito pela hospitalidade, mas eu preciso ir agora.
— Para onde? — me virei e falei de repente, olhando para o Nikolai e deixando todos espantados. O Nikolai me olhou e apertou os olhos. — Quero dizer, para onde você vai sem tomar o café da manhã? Isso é falta de educação, não é papai? — Olhei para o meu pai, que me olhava irritado.
— Vá para o seu quarto, Graziella. — ele falou entre os dentes.
— Mas papai...
— Agora! — Meu pai bateu na mesa e inclinou a mão em minha direção.
— Senhor Greco! — Nikolai colocou a mão na minha frente, para parar o meu pai. — Não precisa se exaltar. A garota fez só uma pergunta. E sim, eu posso tomar o café da manhã. Aliais, todos podemos. — Ele sentou ao meu lado e me olhou. Ele se importava! Ele se importava comigo o suficiente para parar o meu pai.
— Nikolai, eu sinto pela cena da minha filha. Ela não deveria sequer falar.
— Por quê, papai? Por que eu sou uma mulher? — Senti o aperto na coxa por debaixo da mesa, que logo notei que era do Nikolai. Parei surpresa.
— Senhor Greco, está tudo bem. Como eu estava dizendo, estou voltando para Rússia, porque tenho algumas questões para resolver.
— Mas e nossos assuntos?
— Voltaremos a falar sobre isso.
— Bom, pelo menos participe do jantar de hoje.
— Que jantar?
— Na casa dos Ferrari. São ricaços influentes aqui no país. Tenho uma boa amizade com eles, se é que me entende. — o que meu pai chama de amizade, são negócios ilícitos da máfia.
— Tudo bem. Eu posso ficar até hoje e partirei amanhã.
Nós terminamos o jantar e o Nikolai sequer olhou para mim. Sem contar as caras feias do meu pai, que me dizia que eu estava muito encrencada. Minha mãe também não falou nada, o que não era do feitio dela, então eu sabia que estava duplamente encrencada.
Terminei o jantar e subi para o meu quarto, ouvido minha mãe entrar atrás de mim. Procurei algo no meu closet, um vestido adequado para a festa de hoje a noite.
Olhei para minha mãe, parada diante da porta do closet.
— A senhora vai dizer alguma coisa, mamãe?
— Eu não preciso dizer nada, Graziella. O seu pai vai falar tudo por mim, quando entrar por aquela porta. Mas uma vez, vou ter que arrumar um jeito para te livrar do seu pai. O que você tinha na cabeça, para desafiar seu pai assim?
— Eu apenas falei, mamãe. O que eu posso fazer se até minha voz irrita o papai?
— Você sabe muito bem, que seu pai não quer você de papo com aquele russo.
— O homem está hospedado na nossa casa, e eu tenho que tratá-lo como um estranho?
— Você só precisa ficar calada, Graziella.
— Está bem, mamãe. Mas agora, será que a senhora por me ajudar a escolher um vestido para hoje a noite?
— Você acha bem que seu pai vai deixar você ir?
— Ele tem que deixar, mamãe. Eu planejei isso há semanas. E a Pietra vai estar lá. Você sabe o quanto nós planejamos isso.
— Pensasse nisso antes de desafiar o seu pai. — minha mãe saiu do quarto com raiva.
*****
Escolhi um vestido azul-turquesa solto e com uma f***a que ia até a altura da coxa. Sexy demais, em comparação com os que eu costumava usar, mas que me fazia sentir como uma mulher.
Desci as escadas e encontrei o meu pai e o Nikolai sorrindo e tomando uísque. Meu pai estava de costas para mim e o Nikolai foi o primeiro a me ver.
Ele não tirou os olhos de mim, até que eu chegasse ao pé da escada. Meu coração acelerou com o seu olhar, e eu me senti despida diante dele. Ele apertou os olhos, quando eu me aproximei e engoliu a saliva. Eu deixava ele nervosa, isso ele não poderia negar. Meu pai se virou, me olhando.
— O que você está fazendo, Graziella? — ele segurou o meu braço. — Suba e troque de roupa, você não vai para essa festa.
— Mas papai, eu e a Pietra, nos preparamos para isso há semanas. Se eu não for, ela vai ficar muito chateada. — fiz uma cara de choro. — Por favor, papai. Eu vou me comportar e ficarei perto da Pietra. Eu prometo.
— Está bem. — ele me soltou. — mas quando chegar vamos ter uma conversa.
— Que conversa, Giovanni? — minha mãe falou, se aproximando de nós. — O russo já vai embora, não vai? Então, deixe sua filha em paz. — ela falou e ele bufou irritado. Minha mãe segurou no braço do meu pai, que diminuiu sua carranca, conforme fomos andando.
Nikolai caminhou ao meu lado, bem-vestido com um smoking preto. Seu perfume superava o meu e era extremamente inebriante. Até senti minhas pernas bambearem conforme eu andava. Tropecei na barra do meu vestido e quase caí no degrau de entrada da casa. Nikolai estendeu a mão para mim, eu aceitei de bom grado.
— O que você está fazendo, porr@? — ele falou entre os dentes. — Você quer nos matar, sua garota idiiota? — ele puxou seu braço com raiva e foi para o outro carro.
Ele poderia fingir o quanto quisesse, mas eu sabia que ele se importava comigo.
Chegamos ao baile, que estava lotado. Eu fiquei ao lado da minha mãe, enquanto meu pai cumprimentava as pessoas pelo caminho, e apresentava o Nikolai. Chegamos a Antônio Ferrari, o anfitrião da festa e pai da minha melhor amiga, Pietra.
— Olá, querida Graziella. Você já está uma mulher. — Antônio Ferrari, me abraçou.
— Olá, tio Antônio. Obrigada. Talvez o senhor queira dizer ao meu pai, que eu não sou mais uma menina.
— Mas é claro. Pode deixar comigo. — ele piscou.
— Grazi. — a Pietra me abraçou. — Eu posso sequestrar a Grazi, tia Ana?
— Mas é claro. Minha mãe assentiu. — Eu dei uma última olhada no Nikolai, enquanto a Pietra me puxava escada acima.
— Calma, meu vestido. — puxei a barra do meu vestido para cima. Ela me puxou para biblioteca e trancou a porta.
— Olha o que eu tenho para você. — ela balançou um box de livros na minha frente.
— O que é isso?
— Livros. Sobre b**m.
— O quê? Você está louca? Guarda isso!
— Eu comprei para você.
— E como você quer que eu saia daqui com isso? Dentro da minha calcinh@? E se meus pais me pegarem com isso? Eles vão me matar!
— Por isso que você vai vim ler aqui. Já é uma boa desculpa para nos vermos. Sem contar, que eu tenho um novo professor de inglês, que é uma delícia. Pedi para o meu pai falar com o seu pai, para termos aulas aqui.
— Você acha que o meu pai vai aceitar?
— Mas é claro que vai. Agora me conta, quem é loirão que estava ao seu lado na festa?
— Amigo do meu pai. Mas vou logo avisando, ele não é para o seu bico. É arr0gante e perigos0.
— Perigos0? A que nível? — ela me olhou curiosa. Eu não sei se poderia falar sobre os negócios do meu pai, nem sabia se ela sabia que éramos de uma família de mafiosos.
— Ele é casado. — inventei.
— Ah! Que desperdício!
Voltamos para festa e não consegui tirar o olho do Nikolai. A Pietra até me apresentou alguns rapazes da nossa idade, mas eu não conseguia parar de pensar no Nikolai.
— Oi, Grazi. — o irmão da Pietra, Matteo, sorriu para mim.
— Oi, Matteo. — ele me deu um beijo rápido na bochecha, me pegando de surpresa. — Você está linda.
— Ah, obrigada. — olhei para o Nikolai, que estava me olhando com raiva. Ele estava com ciúmes. — Você quer dançar, Matteo?
— Sim, claro.
Ele me puxou até o salão e começamos a dançar. Meu coração batia acelerado, não pelo Matteo, mas pela forma que o Nikolai me olhava.
O Matteo apertou minha cintura, me fazendo olhar para ele. Sorri e ele retribuiu. Ele era um belo rapaz de uns 20 anos, herdeiro da fortuna do seu pai. A música parou e eu o olhei desajeitada.
— Eu vou ao banheiro. — ele sorriu e eu desapareci no meio das pessoas, em busca de um banheiro.
Andei pelo corredor escuro e entrei na primeira porta que encontrei, ficando feliz em ser realmente um banheiro. Antes que eu conseguisse fechar a porta, fui surpreendida com alguém entrando e me segurando. Gritei e ele colocou a mão na minha boca.
— Shhh. Não chame atenção. — abri os olhos, que não sabia que tinha fechado ao ouvir a voz do Nikolai. Ele me olhou nos olhos e eu me acalmei. Ele tirou a mão da minha boca, quando sabia que eu não ia gritar.
— O que você...
— Calada! Quem fala aqui sou eu. O que diabos você pensa que está fazendo, Graziella? Entrando no meu quarto semi-nua, me questionando na frente do seu pai e agora tentando me fazer ciúmes na frente de todos?
— Eu não estava tentando te fazer ciúmes.
— Estava, sim, sua garota idiiota. Se você quer nos matar, tem maneiras melhores de fazer isso.
— Quem quer nos matar é você. E se alguém te viu entrando aqui?
— Seria culpa sua.
— Culpa sua! Se você tivesse transand0 comigo, quando eu disse para você fazer, não estaria aí, cheio de desejo.
— É isso que você quer? Que eu te f0da embaixo do teto do seu pai?
— É sim! — ele me encarou, me encostando no balcão do banheiro.
— Você vai aguentar, Graziella? Vai aguentar ser fodiida sem chorar ou reclamar?
— Eu vou! — segurei seu quadril, o puxando para mim. — Eu quero! — tentei beijá-lo, mas ele se desviou. — Você acha que eu não sinto o quanto você está duro dentro dessa calça apertada? Vamos! Me f0de de uma vez! Se você fizer rápido, ninguém vai saber. — Esfreguei meu quadril contra o dele.
— Porr@! — ele me segurou pelo quadril, apertado seu corpo contra o meu, e beijou meu pescoço, me fazendo inclinar a cabeça para trás.
Suas mãos seguraram minha nuca e seu dedos se enfiaram nos meus cabelos, desfazendo meu penteado. Sua língua provou a minha pele, enquanto suas mãos apertavam as minhas nádeg@s. Eu me esfreguei contra ele, ao ouvir seu gemiido em meu pescoço.
Sua boca saiu do meu pescoço, encontrando a minha, logo em seguida. Seus lábios macios provaram os meus, enquanto sua língua se enfiou deprav@damente na minha boca. Abri a boca lentamente, enquanto ele sugava meus lábios e provava minha língua com a dele. Suas mãos apertavam minha bund@, ao mesmo nível que sua língua brincava com a minha.
Ele me ergueu no balcão, passando a mão pelo meu seiio por cima do vestido. Beijou minha clavícula e desceu até meu b***o, inalando meu cheiro. Subiu meu vestido até a altura da minha barriga, segurando a minha calcinh@ pelas laterais. Eu me inclinei para olhá-lo, enquanto ele tirava lentamente a minha calcinh@. Ele puxou devagar até sair pelas minhas pernas. Eu estava com a b0ceta completamente exposta, enquanto ele olhava atentamente para o meio das minhas pernas.
— Por que você se depila? — Mas que dr0ga de pergunta era aquela, uma hora dessas? — Você se depilou para mim ou você sempre faz isso?
— Eu não sei. — falei ofegante. — Será que você pode me comer agora? — ele me olhou e sorriu com malíciia. Depois passou o dedo pelo meu cliitóris inchado, me fazendo arquear as costas e soltar um gemido.
— Geme em silêncio. — ele falou e nem sabia que isso era possível.
Ele voltou a esfregar meu cliitóris com o indicador, em movimentos circulares. Apertei meus lábios para não gritar de tanta excitaçã0.
Ele abriu bem as minhas pernas e puxou meu quadril em direção ao seu rosto. c*****o, ele ia me chupar!
Ele sorriu antes de colocar a boca na minha b0ceta, passando língua pelo meu cliitóris. Ele sugou uma vez, fazendo um barulho de estalo e depois se ergueu. Eu estava completamente desnorteada e confusa, quando ele se afastou de mim, me deixando exciitada e arreganhad@ em cima do mármore frio. Ele lambeu os lábios e colocou minha calciinha no bolso.
— Você é deliciosa, Graziella. Sua b0cetinha tem um gosto incrível.
— O que você está fazendo? Você não vai me comer? Eu estou aqui, aberta para você. — Ele arrumou a gravata e me olhou.
— Nem se eu quisesse, eu poderia fazer isso. Nem teríamos tempo suficiente para eu te comer adequadamente, nem você ia conseguir disfarçar as pernas bambas na frente dos seus pais. Veja a merd@ que você quase nos meteu, com essa sua língua afiada.
— Você é um c0varde de merd@! — Desci do balcão irritada
— E você é uma garota insolente, que acha que vai aguentar a merda que quer se meter. Agora se arrume antes de descer, porque você está com cara de f0da.
— ESPERA! — Gritei e me joguei contra ele, antes que ele abrisse a porta. Ouvi alguém girar a maçaneta da porta sem parar e bater. — Ficamos nos olhando, em silêncio. Digerindo a merd@ que havíamos nos metido.
— Graziella. Abre essa porta! — reconheci a voz da Pietra.
— Eu disse que você ia nos matar, porr@. — ele sussurrou. — me afastei dele e destranquei a porta. — O que você está fazendo? — sai do banheiro, o ignorando e fechando a porta. A Pietra me olhou espantada.
— Graziella, o que você... — sai puxando a minha amiga até estarmos seguras e longe dali. — O que você fez, Graziella? — Ela falou, me puxando para biblioteca. — Eu vi com quem você estava lá dentro. Com o loiro da festa. Eu fiquei sabe lá Deus quantos minutos aqui fora, enquanto você fazia sabe lá Deus o que com ele lá dentro. Você... Você trans0u com ele? — Ela me olhou horrorizada.
— Não!
— Você está com cara de quem trans0u.
— Eu sei, mas não transeii. Foi só um beijo. — e uma boa chupada na b0ceta. — Eu não transei, está bem? Eu juro! — juntei as mãos na frente dela. — Agora me ajude a arrumar essa bagunça do meu cabelo.
— Meu Deus! Ele não é casado? Você beijou um homem casado! E mais velho! — ela parecia desnorteada.
— Ele não é casado. É uma longa história. Depois eu conto tudo. Só me ajude aqui. — apontei para o meu cabelo.
— Graziella! — minha mãe entrou na biblioteca, nos fazendo gritar de susto. Apertei as pernas instantaneamente, ao lembrar da minha falta de calcinh@. — O que vocês estão fazendo? Olha, como está o seu cabelo, de tanto dançar e subir e descer escadas. Vamos, deixe como está. Vamos embora!
— Já vamos?
— Sim, vamos. — Ela saiu me puxando e só pude acenar para Pietra, que me olhava confusa. Eu sei que eram muitas informações para ela processar, mas ela ia ter que dá um jeito.
— Calma, mamãe. Você vai me derrubar escada abaixo.
— Coloque para cima o vestido. — Eu colocaria, se não estivesse com medo da f***a mostrar a minha falta de calcinh@. — Vamos, entre no carro.
— Cadê o papai?
— Já foi com o russo, no outro carro.
— O Nikolai?
— Sim, é o único russo que conhecemos, não é? Vamos, entre.
Entrei no carro e finalmente pude respirar e processar todas as informações na minha cabeça.