3 - Quem tem medo do malvadão?

1280 Palavras
Graziella Nem aquela fonte estava tão molhada quanto o meio das minhas pernas. O lance do "f***r até ficar torta em cima da cama", era o que eu chamava de frase de efeito. Só me assustava a ideia de ser verdade. Será que era possível, você ficar torta de tanto trans@r? Tipo, ficar sem andar ou descadeirada? Só espero que seja normal o fato de eu realmente querer testar essa teoria. Eu queria, sim, dar até ficar com as pernas bambas. E se tinha alguém com quem eu queria fazer isso, era com aquele animal feroz e irritado. Toda vez que ele me olhava com raiva, refletia diretamente dentro da minha calcinh@. E eu juro, que se eu apertasse bem as pernas, eu quase conseguiria g0zar só pensando nele. Eu estava na fase de aflorar todos os meus desejos e, desde os doze anos, que eu sentia desejo por homens aleatórios. Até tive uma paixão secreta pelo segurança do meu pai. Mas ninguém me despertou algo de tamanha intensidade quanto o Nikolai. Eu queria trans@r com aquele homem, só não sabia como o convenceria. Voltei para o meu quarto e troquei a calcinh@, limpando a lubrificaçã0 da minha vagin@. Daquela vez tinha saído muito, diferente das outras vezes. Era meu corpo dizendo "estou pronto", em diversos idiomas diferentes. E se estava pronto, quem sou eu para questionar. Naquela noite, planejei como eu faria para conseguir ter o Nikolai. Principalmente como eu faria para burlar a segurança que me rodeava. Talvez se nós tivéssemos transad0 naquela noite, ninguém saberia, pois era tarde e não havia ninguém no jardim. Eu só precisava de outra oportunidade. ***** Acordei na manhã seguinte, com uma a calcinh@ encharcada, depois de sonhar com o Nikolai pela primeira vez. Minha mente estava começando a transformar tudo em uma obsessão e meu corpo que lute para combater. — Com o que você estava sonhando? — Pulei na cama, ao ouvir minha mãe sentada aos meus pés. — Porr@, mãe! Que susto! — Ei, que palavras são essas? E... — Ela levantou o livro na minha frente. — O que você anda lendo, Graziella? — Você mexeu nas minhas coisas? — Coloquei a mão embaixo do travesseiro, para me certificar que ela havia tirado o livro de lá. — Isso é meu! — Tirei o livro da mão dela. — Isso é bem proibido, Graziella. — É só um romance, mamãe. Não é como se eu tivesse trepad0 por aí. — Ela arregalou os olhos com as minhas palavras. — Olha só como você está falando, por causa desses livros idiiotas. Sem contar que você estava... — Ela fez uma pausa. — Filha, esses desejos que despertaram em você... — Eu a olhei, tentando entender exatamente onde ela queria chegar. Ela tentava encontrar palavras, nervosa. — Mãe, eu sei o que é sex0. Eu estou bem crescidinha. — Filha, você vai se casar uma hora ou outra e tudo vai acontecer. — Mas até lá, eu preciso saber o que vai acontecer, não é? — Mas isso é tão depravad0. — Por um momento, eu me questionei se meu pai já havia deixando minha mãe torta em cima da cama de tanto trans@r, alguma vez. Ela sempre parecia ter medo de falar abertamente sobre sex0. — Sex0 em si é depravad0, não é mamãe? Quero dizer, um homem consumindo e dominando uma mulher até ela perder o fôlego. — Meu Deus, de onde você tirou isso? — Não é assim que funciona? Ou pelo mesmo tem que ser. — Isso é algo privado de um casal. E nem sempre é assim. — Meu pai nunca te tirou o fôlego, mamãe? — Suas bochechas coraram e ela deu um meio sorriso, então obtive a minha resposta. — Como é a sensação? — Incrível. Mas isso você só vai saber quando casar. Então pare de pensar nessas coisas. — Como dizer para ela que era muito tarde para parar? Um fogaréu já havia sido acesso bem no meio das minhas pernas. — Filha, você precisa saber que nem todos os homens são iguais, nem todos se importam de verdade com uma mulher, para dar prazer para ela. Alguns são bem individualistas. — Meu pai é assim? — Seu pai é um homem maravilhoso e me faz muito feliz, em todas as áreas da minha vida. Isso é tudo o que precisa saber. Agora vá tomar um banho e desça para me fazer companhia no café da manhã. Seu pai montou um banquete e está fazendo sala para aquele russo idiiota. — Nikolai está lá em baixo? Quero dizer, o russo idiiota. — Tentei parecer não tão animada quanto eu estava. — Está. Parece que ele é o novo amiguinho do seu pai. — Minha mãe bufou e saiu do quarto. Eu me arrumei em tempo recorde, coloquei um vestido verde, com um leve decote. Eu me sentia bem gostosa naquele vestido e espero que o Nikolai me notasse. Desci direto para o jardim, avistando meu pai e o Nikolai sorrindo. Meu Deus, ele tinha um sorriso maravilhoso. E era Incrível saber que ele sabia sorrir e não só fazer cara de mau. Sua expressão mudou para o sério e irritado Nikolai, assim que entrei no ambiente. O rosto sorridente deu lugar a uma enorme carranca e ele me olhou dos pés a cabeça. Seus olhos apertaram e ele se remexeu na cadeira, quando parou em meus s***s. Eu me aproximei, tendo um vislumbre dos seus olhos azuis, que pela manhã pareciam mais com a cor do céu. Assim como notei que tinha algumas tatuagens no peito, pela camiseta desabotoada na altura do peito. Ele tencionou o maxilar, assim que parei ao lado do meu pai, beijando sua mão. — Deus te abençoe, querida. — meu pai falou. — Bom dia. — falei o olhando e ele apenas assentiu. Me acomodei bem em frente a ele, não conseguindo parar de olhá-lo. Sua expressão ficou tensa e fechada a todo momento, mesmo meu pai fazendo piadinhas idiiotas. Seus olhos encontravam os meus por vezes, mas ele logo tratava de olhar para o lado. Ele olhou para mesa, parando na manteiga, que estava na minha frente. Peguei e estendi para que ele pegasse. Ele olhou feio, mas segurou. Nossos dedos se encontram no processo, me causando um arrepio na espinha. Ele puxou a manteiga com raiva, quase levando minha mão junto. — Eu acho que melhor nós irmos logo para o armazém, Giovanni. Já estou satisfeito. — Nikolai anunciou se levantando da mesa. — Certo, pode ir à frente. — O russo obedeceu, não deixando de me olhar com raiva uma última vez. — Até mais, querida. — Meu pai beijou a minha mãe, acariciou o meu queixo, depois seguiu Nikolai pelo jardim. Eu não pude me conter de dá uma bela conferida nele de costas. Até a bund@ dele era gostosa. Seu corpo inteiro era grande e malhado e tudo ficava marcado na sua roupa. Olhei para minha mãe, ela segurou meu queixo e soltou o lábio que eu mordia. Ela respirou fundo, parecendo meio irritada. — O que foi? — questionei. — Aquele homem é um alerta de perigo ambulante, Graziella. Ele é gostoso? É sim! Mas é um mafioso russo e eles são assassin0s frios e sanguinári0s. — Ela arregalou os olhos para dá ênfase as suas palavras. — Então, pense duas vezes antes de olhar para ele. — Eu não olhei para ele, mamãe. — Filha, até eu olhei. Você já viu para aquele homem? Ele é um gostoso. — Ela sorriu. — Mas não é para o nosso bico. — Nós rimos e terminamos o nosso café da manhã.
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