"Não há lugar mais seguro que Hogwarts"

4165 Palavras
"Repara bem no que não digo." -Paulo Leminski  ❤Draco Pov❤ - Oras, voar seu bobinho.  Luna completou com naturalidade, todavia eu não me sentia nada calmo. Como assim voar p***a? O Potter é humano, tenho certeza disso. Seres mágicos, principalmente anjos e demônios possuem uma assinatura mágica, como se fosse uma marca do seu poder entalhada em sua alma e que pode ter várias formas diferentes. E mesmo que fraca, essa marca possibilita que qualquer outro sobrenatural identifique um semelhante. E por mais que Harry tenha uma alma incrivelmente pura, ele certamente não possui uma marca. - Como assim voar? - Perguntei para ninguém em específico, mas vi a resposta no olhar do Potter.  Ele também não fazia ideia do que Luna estava falando. Só bastava essa, pelo jeito vamos ter que descobri toda essa bagaça juntos. - Falaram para que eu e Vinnie estar exatamente naquele prédio em construção no sábado a noite, pois se o garoto não voasse, tínhamos que trazer a alma dele pro céu. Harry engoliu em seco, e sem perceber aproximou as costas da mão na minha sem entrelaçar os dedos, apenas provocando um toque suave. E novamente aquela sensação de pura eletricidade fez todos os meus pelos do braço arrepiarem. - Quem falou? - Harry perguntou, tentando soar gentil mesmo eu sabendo que ele provavelmente está tendo um ataque interno nesse exato minuto.  - Meu chefe. - E por acaso anjos tem chefes? Pensei que todos eram meio que irmãos ou algo assim - A respiração dele tinha começado a ficar descompassada e muito rápida e o moreno agia como se tudo fosse engraçado. - Harry, respira - Falei pra ele, vendo-o levantando a cabeça e tentando respirar enquanto uma lágrima escorria. Depois que vi que ele estava melhor, me dirigi a anjo entre nós - Desculpe pelo Potter Luna, esse mundo sobrenatural ainda é novidade para ele. Mas para qual dos arcanjos você trabalha? - Perguntei - Arcanjo Rafael. Vinnie até tinha ficado bem curioso sobre o porquê um humano iria voar, mas Rafael foi bem firme ao falar que na hora certa todos saberiam a verdade. Sabe, eu acho que algumas nuvens devem ter feito m*l para as asas do Rafa... ou devem ter sido os zonzobulos. Acredita que o céu está cheio deles esses dias?! Como se em vez de auréolas, todos estivessem com eles girando em cima das cabeças, devido a tanta preocupação... Luna começou a devagar um pouco, mas era fofo ouvi-la falar de coisas que sei que são mentiras, mas não me arriscaria a conta-lhe a verdade. Além disso, essa novidade sobre os anjos estarem preocupados atualmente me chamou a atenção, então tentei organizar tudo isso na minha mente.  Parece que estou em um jogo ou uma caçada com pistas desconectas onde nada faz sentido, mas tudo parece ser importante... Odeio quebra cabeças, e odeio pistas.  - Draco... eu não estou entendendo nada - Harry chamou por mim meio desesperado e com certeza confuso. Isso que da não saber nem da metade do mundo sobrenatural e do nada se ver no meio dele.  - Ok, Luna, depois a gente vai querer saber mais sobre os zonzobulos e sobre o Potter ter voado, mas por mais que seja difícil, precisamos que fale do seu irmão. Achamos que isso pode não ter acontecido por acaso, pode nos ajudar a desvendar o mistério? - Perguntei gentil.  - Eu acho que sim. Antes do Vinnie morrer eu consegui engarrafar a última lágrima dele no meu pingente... posso compartilhar os dizeres dela com o técnico de vocês se isso ajudar. Eu sei que Vinnie iria querer isso - Luna disse antes de começar a chorar baixinho e Pans a abraçar forte contra o peito.  - Muito obrigada Luna, isso vai ajudar de mais. Se você puder ir com a Pans pra preparar a poção. Depois se você quiser podemos conversar mais sobre zonzobolos, eu realmente fiquei curioso - Dei um sorriso incomum e puro no meu rosto vendo ela assenti e se jogar nos meus braços me abraçando, algo que me pegou de surpresa mas logo retribuí.  - Com certeza Draco.  E com isso a loirinha saiu da boate em companhia da Pansy. Na verdade, a maioria das pessoas já estavam sendo liberadas, e os policiais desmontando os seus equipamentos para liberarem a cena do crime e essas coisas.  - Malfoy, eu não entendi. Última lágrima? O que isso vai ajudar?  - Bem, que tal eu explicar isso enquanto formos para Hogwarts? - Sugeri já pegando os meus pertences. - Eu não sei, tenho aula na faculdade em poucas horas...  - Olha, eu real preciso te fazer umas perguntas e sei que você tem dúvidas. Tudo aconteceu muito rápido e eu só peço que me de a chance de explicar essa merda toda antes que a gente acabe se matando sem querer ou por falta de comunicação, ou você acabe fazendo merda com esses poderes que ainda nem entendemos.  Potter concordou minimamente parecendo animado em talvez descobri as verdades em totalidade, e não pedaços soutos como o que eu falei pra ele lá no meu apartamento.  - Além disso, faculdade não foi feita pra ficar chapado e fazer orgias? Não vai fazer diferença faltar um dia, ou você vai ficar com abstinência?  Potter revirou os olhos e bateu forte no meu braço, quer dizer, o mais forte que ele conseguiu mesmo eu não tendo sentido nada. Mas no fim, me seguiu para o exterior da Hades. Quando estávamos quase saindo Wolfstar nos alcançou. - Harry, você nos dar um minuto para explicarmos tudo? - Sirius pediu com aquela carinha de cachorro pidão dele que faz todos se derreterem. - Não. Não estou com cabeça pra lidar com vocês agora, já esperaram cinco anos, não irão morrer se esperar mais um dia - Potter respondeu com uma feição dura e firme, acrescentando mais uma nuance a lista de complexidades do garoto que ainda não faziam sentido para mim. Ele consegue ser várias coisas ao mesmo tempo, e as vezes me perco nisso. Uma hora ele é fofo, na outra safado. Do inocente e ingênuo vai para o experto e perspicaz. Do gentil, ao sarcasmo em pessoa. Do humano fraco vai para algo poderoso que acaba com um tiroteio sem nem tocar em uma arma... Olha que eu sou bom em ler as pessoas. As pequenas manias, as máscaras e disfarces... Todo mundo é um livro aberto, mas é como se o garoto fosse um livro em uma língua completamente diferente, olha que eu falo mais de 300 línguas e dialetos.  Saímos da boate e foi ai que eu vi o meu carro, meu bebê que esse maníaco sequestrou e fez sabe se lá o que. - Oi meu bebê, que saudade que o papai estava de ti. O que o Potter fez com você em? Como passou a noite fora da garagem? - Perguntei para o veículo conferindo cada milímetro dele para ter certeza que não tem nenhum arranhado ou rachadura.  - Sério que você está falando com um carro Malfoy? - Harry perguntou incrédulo enquanto pegava a chave na bolsa e se sentava no banco do motorista.  Do MEU carro.  - Obvio que estou, de qual outro jeito eu saberia se ela esta bem?  - Ela? - Ele perguntou me olhando pela janela com as sobrancelhas levantadas.  - Charloty. Todos os meus carros tem nome Potter, só assim pra identificar - Falei obviamente.  - Ok, e era eu que me achava doido. Mas anda, entra no carro para a gente ir, ou você vai no que você veio e eu vou atrás com a Charloty? - Perguntou zombando de mim, e quase que taquei uma bola de fogo na fuça dele pra pagar pela flechada. Pelo menos estaríamos quites. - Obvio que eu não vou deixar você ir sozinho com a Charloty, e acho que Tonks já foi levando a Penélopy.  - O seu outro carro chama Penélopy? Cara, você precisa de mais criatividade - Harry teve a audácia de rir. - Cala a boca Potter, e sai do motorista, nem fodendo eu vou deixar você dirigir de novo a Charloty.  - Estranho que a Tonks você deixa dirigir a Penélopy - Ele fez uma voz de ciúmes chata me fazendo questionar se pegar ele no colo e jogar no porta malas não seria mais fácil de lidar. - Tonks é como se fosse uma prima para mim, e é um dos membros que mais confio na Slytherin. Além disso você está de ressaca, nunca ouviu: "Se beber não dirija"? Ele bufou reclamando mas saiu do carro e foi para o banco do carona. Entrei na Charloty já pisando fundo e fazendo zigue zague pelas ruas da cidade, que apesar de ainda ser 5h da manhã, já estavam um pouco lotadas.  - Isso está me parecendo um sequestro, e eu não estou vestido para tal ocasião - Potter cantarolou enquanto passava gloss nos lábios se olhando pelo retrovisor, sem medo algum de estar sem cinto, mesmo eu estando a mais de 100 km/h.  - Enfim, você me perguntou sobre as últimas lágrimas de uma pessoa. Ainda quer saber ou prefere ficar ai insinuando que eu estou te sequestrando quando você obviamente me deu permissão pra te sequestrar?  Agora já estávamos saindo do centro da cidade rumando para o oeste, onde quase no limite entre NY e o interior ficava a sede oficial da máfia, isso é Hogwarts. O vento estrava pelos vidros abertos em uma velocidade avassaladora que fazia os cabelos de Potter bagunçarem ainda mais, se isso é possível. Isso devido velocidade do própria carro, que ia com maestria trilhando o caminho.  - Ok, pode me contar, mas antes quero saber exatamente para onde estamos indo- Potter declarou por fim com uma voz que demonstrava um certo Q de medo, se virando um pouco para o meu lado ficando de pernas cruzadas no banco, encostado na porta lateral.  - Eu já te falei, estamos indo para Hogwarts, que é o nome da mansão/ castelo de onde é comandada as operações de Slytherin. Lá treinamos recrutas, armazenamos armas, temos os computadores que vigiam a cidade, as reuniões do primeiro círculo, e é onde os gêmeos gostam de dar as festas de gala estranhas deles. Fica ainda em Nova York, mas um pouco afastada, e é literalmente o lugar mais seguro desse mundo.  - Entendi, é que nem os casarões das fanfics que são as centrais de operação das máfias. Onde fica os dinheiros, documentos secretos e armas... - Potter complementou um pouco animado de mais, me fazendo rir.  - Você tinha que ser fanfiqueiro, era só o que me bastava - Fingi drama. - Ah nem vem, se você sabe o que é fanfic já não tem moral pra me julgar - Ele falou com um sorriso contagiante como se tivesse me pego roubando docinhos da mesa do bolo.  O problema é que tínhamos entrado em um território perigoso, então cocei a garganta, adquirindo uma postura mais séria a fim de mudar de assunto.  - Sobre as lágrimas, basicamente todo ser sobrenatural possui uma marca singular e única que nem aquelas joças de carteiras de identidade que vocês humanos tiram e são obrigados a carregarem pra tudo conter lado. Quando morremos, por sermos sobrenaturais, não vamos nem para o céu nem para o inferno na maioria das vezes, pois não teria diferença entre morrer e estar vivo exatamente.  - Eu tenho uma marca?  - Não que eu possa ver pelo menos, algo que nunca aconteceu, então eu diria que não, você não tem. De algum modo você não é sobrenatural a mesma medida que é. - Certo - Ele parecia estar assimilando bem apesar da incerteza disso tudo, então continuei guiando o volante com apenas uma das mãos enquanto gesticulava com a outra pra tentar explicar melhor. - Alguns de nós temos sim permissão para voltar para o céu ou o inferno depois de morrer, todavia apenas os das classes mais altas como arcanjos e seus filhos, o que infelizmente não era o caso da Anna ou do Vinnie.  - Permissão de quem?  - Vocês podem chamar do que quiser, destino, Zeus, universo, deus, Alá, ciência, criador... Mas a questão é que alguém comanda tudo isso, e mantém a merda do equilíbrio dos três mundo intacto. Sendo literalmente a função dele manter a paz entre todos os seres sobrenaturais e mundanos.  - Então você acredita em Deus? - Harry perguntou me fazendo tirar o olhar da pista para mira-lo por um segundo antes de voltar a prestar atenção na estrada.  - É fácil acreditar em algo que eu sei que é verdade. Mas não, eu não tenho fé nele, mas admiro quem a tem mesmo sem ter provas como as que eu tenho. Eu cresci nesse mundo Harry, onde anjos, demônios, deus e o d***o existem, então para mim não faz sentido acreditar exatamente pois a fé vem da incerteza e mesmo assim confiar. Mas sei que ele tem um papel nisso tudo, só não acredito que isso irá interferir na minha vida, e certamente não confio nele... é confuso, mas eu tenho fé em mim mesmo e que eu posso fazer o que eu quiser, incluindo coisas boas, pois tenho escolha.  Era difícil confessar isso ao pequeno e até mesmo colocar em palavras, pois nunca tive que expor isso a ninguém. Pans, Blaise e as poucas pessoas que sabem a verdade, ou nasceram pensando como eu, ou são humanos que descobriram tudo mas já não tinham fé, ou ainda tem fé, e a mesma apenas se intensificou ao saber a verdade. Sendo o último o caso dos três Weasleys que trabalham comigo.  Não que eu não goste de pessoas que acreditam, na verdade eu acho lindo, mas não consigo.  - E as lágrimas...  - Seres menores que ao morrerem apenas desaparecem não indo nem para o céu nem para o inferno, eles deixam sua marca para trás em forma de lágrima. Sua energia vital, já que pelas leis da natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Como eles não vão para lugar nenhum, suas essências/energia se transformam em lágrimas que podem ser colhidas como Luna fez ao colocar naquele pingente de cordão.  - E no que essa essência vai ajudar sobre o ataque?  - Bem, se feito o feitiço correto, ou a poção correta como eu mandei Pansy fazer, essa lágrima pode dar um vislumbre de tudo o que a pessoa sabia durante vida, para os que ainda estão vivos. É como se fosse as lembranças do Vinnie a qual Pans e Luna terão acesso para tentar entender o que o fez ser o alvo, e se esses grinfinórios sabiam o que ele era ao atirar nele.  - E se a lágrima mostrar que eles sabiam, o que isso significa? - Estava impressionado. Harry tinha o raciocínio rápido e parecia entender o ponto em que eu queria chegar, fazendo exatamente as perguntas certas.  - Significa que mundanos não confiáveis estão sabendo de algum jeito do mundo sobrenatural, e não foi nada bem da última vez que isso aconteceu.  - O que aconteceu na ultima vez Draco? - Harry me olhou um pouco temeroso.  - Já ouviu falar da Idade Média?  Depois de uns vinte minutos finalmente Charloty parou diante da imensa mansão que é como se fosse a minha segunda casa. Cada mísero azulejo, cada passagem secreta, cada cômodo... tudo fui eu que conquistei junto com Pans e Blas quando chegamos aqui.  Ao decorrer do caminho Potter adormeceu no banco, todo encolhido ainda virado para mim, e acho que está virando uma mania observar ele dormir (se for considerado dormir o que ele faz quando desmaiou também...).  Só que olhando ele agora, me sinto confuso sobre o que falar e sobre o que omitir.  Nunca fui uma pessoa que confia muito nas outras. E vocês podem me julgar, mas só faz poucos dias que conheci essa garoto, na verdade eu o achei na madrugada de sábado pra domingo, e agora é segunda de manhã, então só faz um dia e poucas horas.  E eu ainda me sinto tão perdido quanto quando acordei sem saber o porquê dele estava apontando uma flecha para mim.  E é isso que torna ele um mistério tão grande. Em apenas esse tempo Potter conseguiu penetrar todas as barreiras que vivi a vida toda montando para proteger o meu legado, minha identidade, minha verdade... Conseguiu desequilibrar todo um sistema que eu confiava que estava certo, mas e se não estiver? Remus e Sirius são pessoas que confio, mas se eles foram capazes de abandonar o Harry, o que mais eles fizeram que eu não sei?  Toda história tem no mínimo dois lados, e agora percebo que o Harry veio para me mostrar uma outra face dessa vida louca que tenho, e das pessoas que fazem parte dela.  Só talvez as coisas sejam mais complicadas que eu imagine.  O mundo era tão mais fácil quando eu me achava a pessoa que sabe tudo, e que retêm todas as verdades... não que eu não seja o melhor ser do universo, pois eu tenho certeza que eu sou, mas talvez a verdade e a paz seja subjetiva.  Bons tempos quando meu único problema era reclamar da monotonia do universo e o equilíbrio cósmico... nem parece que foi a três dias a trás.  Potter é a epifania que chegou sem avisar, virou minha vida de cabeça pra baixo, e parece que tudo remete a ele.  E tenho a sensação que tudo isso está longe de acabar, só tenho medo onde isso vai levar... - Anda, acorda bela adormecida - Falei cutucando o menor, que em resposta me deu dedo do meio e resmungos desconexos de sono.  - Ok, se você quer ficar no carro em vez de entrar em Hogwarts, fica a vontade. - Nossa Malfoy, você não sabe ser mais delicado não? Não tem sentimentos nesse seu coração não? - Ele resmungou mas finalmente acordou, se espreguiçando e coçando os olhos.  - Me diga qual aula de anatomia infernal eu perdi, porquê pelo que eu saiba coração serve pra bombear sangue, e não pra estar empregando se sentimentos e emoções inúteis - Respondi saindo do carro e me arrependendo de estar sem blusa em pleno início da manhã de outono. Que frio da p***a! Comecei a me auto aquecer, uma das vantagens de controlar o fogo do inferno dentro de si. - Grosso - Potter também saiu mas fez questão de bater a porta do carro com bastante força.  Senti meu peito apertar por causa da Charloty, portanto olhei feio para o menor, mas desisti da minha raiva quando vi uma das cenas mais fofas do mundo.  Harry olhava com a boca aberta e os olhos arregalados a mansão que se se erguia na nossa frente. Os primeiros raios de sol da manhã batiam suave em sua pele, e apesar de estar com o cabelo todo bagunçado, roupas amarrotadas, e olheiras de sono... ele parecia um mini anjo. Tinha um certo brilho nos olhos dele que, sempre que ele não usava antes de tentar me matar, me fazia ficar impressionado. Suavizei a expressão me lembrando que temos muitas coisas para descobrir juntos, o que não vamos fazer se ficarmos de briguinhas.  - Meu p*u - Falei caminhando até as escadarias da porta principal.  - O que tem o seu p*u? - Me questionou confuso antes de correr pra tentar me acompanhar.  Parei bem em frente as grandes portas, destrancando-as antes de me virar pra ele e dar um sorriso ladino.  - Eu não sou grosso, meu p*u é que é.  Pottah revirou os olhos e vi uma sombra de sorriso em seu rosto, e era só isso que eu queria. Eu e ele precisamos ter uma conversa séria agora, e para ele não surtar mais do que já deve estar surtando internamente devido a sua demonstração de poder na boate, é melhor deixarmos o clima leve.  E esse é outro dos motivos que eu o trouxe para Hogwarts. Se estamos falando de quebrar o clima pesado com coisas impróprias ou infantis, nada melhor do que os gêmeos Weasleys. - Bem vindo a Hogwarts Harry Potter! - Disse finalmente abrindo as portas e adentrando no salão de entrada da mansão.  Entrei no recinto já procurando por aqueles idiotas, enquanto nada passava despercebido pelo meu acompanhante, que olhava tudo a nossa volta.  As escadarias de madeira que levam aos andares superiores onde ficam alguns quartos pra pessoas da máfia que foram expulsos de casa e são vagabundos de mais pra comprar seus próprios apartamentos (que nem os gêmeos e metade da família Black). A decoração sofisticada e meio rústica escolhida pessoalmente por Pansy e por mim. As diversas portas que levavam desde o arsenal, o cofre, até o estande de tiro... Tudo o garoto olhava com atenção enquanto me seguia. Até que entrei em uma das salas de estar onde Cabe e Goyle estavam deitados no sofá com gelo na cabeça.  - Oi, pensei que vocês iriam para o hospital - Falei me lembrando que quando os grifinórios invadiram a Hades, acabaram derrubando eles.  - Que isso chefe, não foi nada de mais - Goyle me explicou, recolocando o gelo e soltando um muxoxo de dor.  - Além disso a Astória disse que só precisamos descansar - Cabe completou olhando com um olhar questionador para Potter que agora dava voltas pela sala olhando as pinturas e obras de artes.  - Ok então. E Potter, nem ouse encostar nisso - Falei para os garotos antes de me virar e ver Harry quase tocando uma escultura renascentista que Blaise me deu de presente a alguns séculos atrás. Ele revirou os olhos e eu juro que tentei impedir o impulso de pedir aos céus que aquele olho dele caia de tanto que ele revira aquele troço.  - Mas e ai, vocês sabem onde estão os gêmeos? Quero apresenta-los ao Potter antes de conversarmos. E por falar nisso, já ficaram sabendo da reunião de hoje as 10h né? Estejam lá.  - Acho que eles estão na sala de jogos, como sempre. E sim chefe, Blaise ameaçou a todos do primeiro círculo para que ninguém falte a reunião.   Assenti com a cabeça pegando um corredor alternativo que leva a sala de jogos. Potter novamente me seguiu, mas ficou me olhando de cinco e cinco segundos ao ponto de me estressar. - Fala logo o que você quer perguntar o d***o.  - O que é exatamente o primeiro círculo? E a reunião vai ser sobre o que aconteceu na boate? Não é melhor a gente descobrir o que eu sou antes de tudo? Porque, tipo assim, eu to surtando sem entender aquele c*****o que aconteceu.  - Imitando o sistema de organização do inferno, decidi dividi a máfia em 9 círculos. Os do primeiro são as pessoas que sabem da verdade e são as cabeças da máfia me ajudando a comandar as operações. E cada vez mais próximo do nono círculo, menos eu confio na pessoa, mas cada círculo tem sua função na máfia, seja perante segurança, a sociedade, a política, ou sendo os protegidos e família dos membros.  - Parece um bom sistema, mas acho que é falho já que invadiram sua boate - Harry fala como se eu já não soubesse disso.  - Por que você acha que marquei essa reunião onde até mesmo quem está viajando está retornando pra participar?! Não ache que sabe mais sobre o comando de máfia do que eu só porquê leu na droga de uma fanfic ok. Agora você vai continuar a me fazer perguntas ou posso de apresentar a duas pessoas que vão "cuidar" de você enquanto eu tomo um banho rápido e visto uma roupa antes de tentarmos saber que tipo de ser é você?  Provavelmente eu fui mais ignorante do que o necessário, mas esse final de semana foi cansativo e tudo o que eu quero é tomar um banho antes de iniciar um assunto onde eu vou ter que ser sincero com uma pessoa que eu m*l conheço.  Ele concordou ainda me olhando feio, como quem não aceita que gritem assim com ele, e eu abri a porta da sala de jogos adentrando no lugar onde tem literalmente todos os tipos de jogos, desde os tecnológicos até uma pista de boliche humano.  Logo os dois ruivos que estavam com armas na cintura, camisa no rosto imitando uma máscara, e peitoral nu, gravando um t****k i****a nos viram.  - Harry! - Exclamaram juntos.  - Fred, Jorge?! - O moreno ao meu lado perguntou com uma cara de surpresa mas com um sorriso.  - Ai c*****o menino! Como assim você conhece todo mundo da minha máfia?! Quer saber, f**a-se. Cuidem dele que já volto e não botem fogo na casa de novo - Falei abismado, saindo da sala e indo para o quanto que uso quando estou aqui em Hogwarts, enquanto ouvia os três garotos rindo em resposta. 
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