Tríplice sanguínea

4183 Palavras
"Superar é preciso. Seguir em frente é essencial. Olhar para trás é perda de tempo. Passado se fosse bom era presente." Clarisse Lispector ❤Continuação Pov Draco❤ Acho que um certo leão anêmico tem fetiche em desmaiar do nada e me fazer carrega-lo. Mesmo ele estando no andar de cima, vulgo camarote, em poucos segundos eu o alcancei segurando- o firme em meus braços. Harry parecia um querubim de tão lindo e sereno que estava. Nem parece que acabou de enfeitiçar uma boate inteira com vários seres sobrenaturais, fazendo que um tiroteio de Máfias acabasse. Peguei o pequeno estilo noiva ( sentindo um p**a dejà vú) e trouxe ele pra baixo junto comigo, pois preciso botar ordem em tudo mas não quero perde-lo de vista. Pansy e Blaise se mobilizavam pra checar tudo, recolocar os sistemas de defesa da boate para não sermos atacados de novo, olhar como as pessoas estavam, quem havia morrido...  Deixei Potter em um dos sofás da boate e comecei a andar de um lado para o outro a dando ordens para os sonserinos presentes, voltando a pose de comando e com uma expressão nada agradável. - Theo, cheque as câmeras de segurança da noite toda, quero um relatório em uma hora nas mãos da Pans informando como eles passaram pelas nossas medidas de segurança. Tonks, entre em contato com os seus informantes da polícia e peça para eles virem, apenas o pessoal que confiamos ou temos na lista de pagamentos, depois de um jeito de acessar os relatórios policiais deles e envie cópias a Pans. Alguém mande os gêmeos conferirem as nossas outras propriedades para vermos se isso não foi apenas uma distração para algo maior. Aristória, cuide dos feridos e dos primeiros socorros e pare de ficar me olhando se não vou vomitar em você. ALGUÉM POR FAVOR SEJA A p***a DO IMPATA f**a DO WOLFSTAR E CHAME ELES PRA CA AGORA! A cada ordem eu ia me irritando ainda mais. O que aconteceu é inadmissível...  Pans soltou um risinho estranho, mas completamente sem humor antes de me pegar pelo braço me levando até onde jazia 3 corpos mortos. - Relatório - exigi, mas dessa vez em voz baixa. - Temos 3 mortos apenas, tiro direto no peito, nosso pessoal já está fazendo a balística das balas. O resto só estão um pouco feridos por causa da correria pra se esconder, ou em trauma por causa do medo, nada sério. - Fala isso pra terapeuta deles... mas os mortos, quem são? Me abaixei perto dos cadáveres tendo Blas e Pans em pé logo atrás de mim. O mais velho consolava os conhecidos das vítimas enquanto dava ordens pelo aparelho de escuta que todos os seguranças usavam. Já a menina tinha em mãos um tablet, que eu sei que deve haver todos os relatórios que os sonserinos devem estar mandando pra ela nesse exato momento. - Aquela menina ali era Agatha, humana de 20 anos. Nascida e criada no Brasil no estado de Minas Gerais para ser mais exato, fazia intercâmbio aqui para estudar na faculdade de Nova York. Veio com a namorada hoje pra boate. Olhei para o corpo da morena a minha esquerda com cabelo cacheado, pele chocolate e um rosto jovial. Senti meu peito apertar, ela era penas uma jovem, ainda tinha uma vida pela frente... Mesmo a alma dela não estando mais aqui para mim ler, sei que ela era inocente e não merecia isso. - Contate a família pessoalmente e explique tudo o que puder, e que tomaremos as devidas precauções para achar quem fez isso com a filinha deles. Fale que iremos bancar todas as despesas de deportar o corpo para ser enterrado em casa. E sobre a namorada, dê assistência e se precisar pague as despesas para ela ter terapia com a Ginny. Pans apenas concordou com a cabeça voltando a anotar coisas no aparelho antes de mudar para a outra aba. A outra vítima. - A outra era Anna, uma infernal de 2000 anos que veio comemorar o aniversário aqui na Hades. Trabalhava na administração do quarto círculo do inferno. Tem um grupo de amigos que vieram junto com ela, estão esperando as ordens do príncipe para saber se voltam lá pra baixo ou não. Agora era a garota do meio um pouco baixinha, pele branca e formosa, com bochechas gorduchas. Não a reconheço de casa, mas se trabalhava no quarto círculo era porquê tinha potencial. Sinto pela perda de alguém parte do meu povo... - Pegue o depoimento deles e peça para o mais civilizado ficar para conversar com a polícia. Os outros podem descer para casa. O que tiver a maior patente dentre eles mande avisar ao meu pai o que houve, e que eu trarei justiça a Anna. Pansy concordou um pouco mais abatida. Afinal, sonos do mesmo sangue e doí saber que um de nós morreu no nosso território. No lugar que deveríamos proteger e tornar seguro para qualquer ser dentre os três mundos. - E o ultimo era Vítor, mas me disseram que ele preferia Vinnie. Um anjo da classe dos coletores, que junto com a irmã trabalhava colhendo almas em Nova York dos inocentes e crianças que morriam e iriam para o céu. Também tinha 2000 anos e estava aqui pois estava de folga e queria passar um tempo conversando de livros com a irmã. Agora Pans falava sobre o menino de óculos e cabelo ondulado quase que crespo a do lado da Anna. Mesmo estando parecido com um humano ao vestir um sweater verde, calça jeans e um all estar branco (agora sujo de sangue), era perceptível que ele era um anjo apenas pela áurea que ele exala mesmo morto. Um anjo, uma demônio e uma humano... todos com idade humana de 20 anos se convertermos a idade dos anos celestiais e infernais. Os três com tiro a queima roupa enquanto nenhuma outra pessoa foi atingida nem por bala perdida... - Isso tem um padrão - Uma voz meio falha e mais fina, mas conhecida disse atrás de Pans fazendo nós dois nos virarmos. E eu nem havia percebido que Blaise já havia se afastado. - A bela adormecida finalmente acordou. Sou Pansy, demônio, melhor amiga desse seu príncipe de estimação aí - A morena disse oferecendo a mão para Harry e apontando com a cabeça em minha direção no final. - Ele não é o meu príncipe - Eu não sou o príncipe dele - Dissemos em uníssono fazendo eu revirar os olhos e Potter ficar corado. - Mas sim, tem um padrão. Tudo isso está me cheirando m*l. Os grifinórios são tolos mas não ao ponto de entrar no território inimigo em plena a madrugada aleatoriamente, matar 3 jovens e irem em bora - disse. - É Dray, mas você está esquecendo que eles não foram em bora porquê queriam e sim por causa desse baixinho fofo aqui. Eles podem muito bem não ter conseguido terminar o trabalho - Pansy sugeriu fazendo Potter corar ainda mais e parecer se lembrar de tudo o que aconteceu. - Mesmo assim Pans, isso é estranho. É como se eles fossem os alvos... Você disse que o anjo tinha uma irmã, chame- a por favor. Minha amiga se retirou indo para a outra ponta da boate. Todo o tumulto já havia se dissipado. Alguns policiais interrogavam os presentes ignorando os corpos ao meu pé até eu disser para que eles façam o contrário. - Você está bem? - Perguntei para Potter que parecia perdido no seu próprio mundo enquanto olhava para o chão, onde o sangue preto de Anna se misturava com o dourado do Vinnie e o vermelho de Agatha. - Acho que sim... sangue preto, dourado e vermelho, isso que diferencia um demônio de um anjo de um humano? - Ele me perguntou baixinho como se quisesse muito saber mas tivesse medo das respostas. Me aproximei antes de responder. - Biologicamente eu diria que sim. O sangue preto é lotado de substâncias que faz pessoas como eu poderem sobreviver ao inferno e passagem de tempo por lá, nos tornando quase que imortais, o mesmo com o sangue dourado e os anjos mas com substâncias que são contrárias as nossas. Eles pureza e nós trevas. Vi uma lágrima silenciosa escorrer pela face dele enquanto ainda fitava os 3 corpos no chão. Depois de tanto tempo eu me acostumei a ver a face da morte e cadáveres, mesmo que nada mude a sensação r**m de ver um corpo de um inocente no chão. Mas a questão é que as vezes eu esqueço que nem todo mundo tem tanto contato com a morte como eu, e como isso pode abar até as pessoas mais fortes. - Ei Harry, não fica assim. Eu prometo te explicar tudo isso de sobrenatural, ou pelo menos o que eu posso, pra você quando essa crise acabar. E me desculpa por te envolver nisso... - Falei secando a lágrima dele vendo aqueles olhos tão verdes me olharem de volta. Amanhã a gente volta a se odiar, mas por hoje temos que nos unir por empatia. Não importa o quanto você desgoste de alguém, se você der as costas para ela em momentos de crises sem se imaginar como você se sentiria no lugar dela, ainda mais se for um inocente, você é um filho da p**a. E minha mãe pode ser Lilith, mas não é uma p**a. - Malfoy, não foi você que me obrigou a vir aqui na Hades hoje, você não me disse que o sobrenatural existia por livre e espontânea vontade. A verdade é que eu já estou nesse mundo a muito tempo e não sabia. Eu só preciso de um tempo pra me habituar a isso tudo... mas não é por sua culpa. Potter disse sincero e eu apenas concordei com a cabeça, enquanto a mesma girava de tantos pensamentos.  - Ok, vamos fazer o seguinte: vamos conversar com a anjo e descobrir por que esse padrão de corpos. Depois vamos para Hogwarts - Ele me olhou confuso - Você vai entender quando chegar lá. E longe dessa confusão você vai me devolver o meu carro, e em troca vou te contar os detalhes desse mundo para descobrirmos como você me hipnotizou e a todos aqui hoje. O que acha? - É um bom plano, mas quem garante que você não vai me matar e me jogar em uma vala no caminho?  - Vai ter que confiar em mim baby. E você me deve depois de ter vomitado em mim.  - Eu não te devo nada Malfoy, e se eu não lembro eu não fiz - Potter respondeu afrontoso me fazendo revirar os olhos tentando segurar as risadas.  Era obvio que ele estava assustado pela demonstração de poder que havia acabado de fazer, mas ver Pottah se defender através do sarcasmo era encantador. Eu já ia perguntar qual era a teoria do moreno em relação as mortes quando ouvimos uma confusão na entrada da Hades. Nada de tiroteio ou coisa parecida, na verdade eu conhecia e muito bem a voz da pessoa que estava fazendo aquele barraco. Fui até lá a passos apreçados, segundo seguido de perto pelo menor. Lá estava um policial e duas das pessoas que eu mandei chamar, mas um deles estava gritando por causa do bloqueio policial para isolar a área que não o permitia entrar. - Podem deixa-los passar - disse em voz alta vendo o oficial se afastar. - Obrigada Malfoy - Padrinho Sirius, Padrinho Remus? - Harry perguntou abismando saindo de trás de mim e encarando o casal a nossa frente.  Ele estremecia, mas não sei se era de frio ou de nervoso.  - Harry! o que você está fazendo aqui? - Remus perguntou já que Sirius desmaiou ao ver o garoto ao meu lado. E nessa hora apenas três pensamentos se passavam na minha mente. 1- Eles se conhecem. 2- Bem que o jeito de desmaiar toda hora do Potter estava me lembrando alguém. 3- Tô fodido e bem no meio de uma briga de família.  ❤?❤?Pov Harry❤?❤? Não lembro de muita coisa dessa noite, só sei que deu muita merda. Só assim para eu dar de cara com os meus padrinhos Sirius e Remus.  Mas voltando um pouco até a alguns minutos atrás.  Mesmo sentindo minha cabeça latejando pela ressaca e a ânsia de vômito se fazendo presente, levantei daquele sofazinho bem duro no escritório do Malfoy. Incrível como o cara é milionário e não é capaz de comprar uma merda de sofá de qualidade, sinceramente em. Se bem que eu nem lembro como cheguei aqui... acordar em lugares aleatórios está virando rotina por andar com o Malfoy. Pelo menos agora eu o conheço minimamente, e não estou tão assustado sobre a possibilidade de ter sido abusado etc. Sou bom em ler as pessoas, e tenho a impressão que por mais que ele seja o filho do d***o, não seria capaz de tocar um dedo em mim sem minha permissão.  Pelo menos isso. Mas enfim, por que tudo que é bom nos faz m*l depois? Juro que nunca mais vou beber... se bem que depois de t*****r eu sempre falo que nunca mais vou fazer de novo de tanto que minha b***a doí, mas sempre acabo na cama de novo, com as pernas bambas pelo orgasmos... Fazer o que né.  Mas focando. Acordei e fui para a área da boate, vendo a merda de um tiroteio acontecendo. E eu posso dizer que foi glamoroso e que eu me senti em um filme de ação... mas seria uma p**a mentira. A verdade era que eu estava me cagando de medo. Mas aí eu vi as veias do meu braço mudando de coloração e um azul quase que cristalino misturado com roxo começou a irradiar dos meus dedos.  A sensação era estranha. Quente e acolhedora, mas ao mesmo tempo fria e fluida. Sabe quando você está com sono e entra em um banho de água fria para acordar direito? Você se sente vivo e elétrico, ao mesmo tempo que bem e fresco...  A mesma coisa que senti quando obriguei o senhor Malfoy a me falar as verdades. Uma mistura de medo, poder e paz. Essa sensação nos meus dedos eram viciantes e pareciam esclarecer os meus pensamentos. Não confunda, eu ainda estava apavorado, mas era como se eu conseguisse canalizar isso para a luz azul estranha fazendo-a aumentar gradualmente.  E foi isso que fiz. E era divertido. Quando vi toda a boate estava envolta em um certo véu azul, e o caos foi embora dando lugar a uma paz estranha e boa.  Foi quando olhei para o Malfoy. Ela parecia estar com os pensamentos em outro lugar, como se estivesse devaneando com algo. E ele me olhou de volta sem medo ou pena, apenas reconhecimento. Era como se ele me olhasse pela primeira vez desde que nos conhecemos. Ele me olhava quase que como um igual... foi apenas por alguns segundos, mas aquele brilho no seu olhar me fez sorrir satisfeito.  Não era a mesma sensação que eu sentia ao fazer algo que eu odiava, mas que meu pai achava que era certo só pra deixa-lo orgulhoso... essa era uma sensação boa de saber que você está feliz pelo que fez, e por isso ter agrado alguém.  Por que eu estaria rindo depois de usar um poder que desconheço em uma boate de um mafioso onde a apenas alguns segundos estava ocorrendo um tiroteio? Não sei, sou doido.  E pela primeira vez, não ligo pra isso. E no segundo seguinte tudo ficou preto e toda aquela sensação boa de poder foi embora tão rápido quanto surgiu.  Acordei em outro sofá, dessa vez em um daqueles que eram espalhados pelo andar de baixo da Hades. Exatamente onde teoricamente as pessoas usam para descansar, mas que na real, todos sabemos que transam ali. Tratei de me levantar o mais rápido possível apesar da tonteira, fazendo uma nota mental de comprar álcool em gel pra passar no meu corpo inteiro. Primeiro eu desmaio na rua sendo exposto a um monte de germes, depois a casa e o escritório do capetinha loiro, e agora um sofá de uma boate?  Eu realmente preciso de vários banhos. Sorrateiramente consegui escutar a conversa do Draco com uma menina estranha vestida de couro sobre os 3 mortos. Mas isso não estava me cheirando bem (ou talvez eu que esteja cheirando a bebida... quem liga). Ok, os 3 são de mundos diferentes, mas e se esse for o padrão. Sei lá se existe purgatório ou outros mundos, mas a questão que a morte de um anjo, um demônio e uma humana com tiros tão certeiros e idades que se tirarmos os zeros temos o número 20... não parece coincidência. Uma perda pra cada mundo. Draco concordava comigo, e ele parecia se importar em como eu estava. Mas sinceramente nem eu sei como estou. É confuso e trágico, pois essa é a vida real onde pessoas ou até mesmo sobrenaturais morrem... mas só deles existirem e eu saber disso, já torna tudo brilhante. Complicado, mas brilhante.  Eu não quero voltar para como a minha vida era antes dessa bagunça toda que o Malfoy trouxe, pois como disse uma escritora que amo muito: "Superar é preciso. Seguir em frente e essencial. Olhar para trás é perda de tempo. Passado se fosse bom era presente." Mas acontece que as vezes o presente é um filho da p**a que traz os seus padrinhos que você não vê a 5 anos de volta para a sua vida, bem quando você começa a descobrir que as coisas são mais complicadas do que parecem.  - O que eu estou fazendo aqui? O que vocês estão fazendo aqui?! - Respondi a pergunta de Remus com outra pergunta.  Melhor tática de fugir do assunto que você não quer é deixar a outra pessoa falar. Responder uma pergunta com outra, é quase que o meu lema, e me ajuda a esconder muita coisa. - Draco chamou a gente... - O mais velho respondeu enquanto ainda ignorávamos o meu outro padrinho estatelado no chão da entrada da Hades.  - Pera ai, vocês trabalham para o Malfoy? - perguntei sem saber o que pensar. Eles me abandonaram sozinhos com o meu pai... sumiram e eu nunca mais vi eles. Sempre pensei que eu era o culpado por eles irem em bora, e que talvez eles estivessem do outro lado do mundo e por isso não entraram mais em contato.  Mas se eles estavam em Nova York esse tempo todo fazendo parte da máfia do Draco...  - Não, quer dizer, sim, não podemos contar, é que... - Remus começou a se enrolar olhando para o Malfoy procurando desesperadamente por alguma ajuda. Ele parecia m*l em tentar me enrolar, mas não tanto quanto eu estava destruído ao ouvir aquilo.  Ele estava tentando mentir para mim na minha cara... e isso doía pra c*****o. Malfoy percebeu o quanto isso estava me deixando m*l, e não gostou nem um pouco pela feição que ele fez. - Conta a verdade para ele. Potter não merece mentiras - Sua voz era firme e até um pouco sobrenatural.  Vi meu padrinho engolindo em seco e concordando antes de falar:  - Eu e Sirius somos da slytherin e trabalhamos sim para o Draco.  - E por que foram embora? - Perguntei sentindo um nó se formar na minha garganta ao tentar segurar as lágrimas. Afinal foram 5 anos que eu precisava deles e eles não estavam... - É complicado pequeno. Brigamos com o James por discordarmos algumas coisas, e foi na época em que entramos na máfia... não podíamos arriscar dessa vida perigosa chegar a você... - E então vocês resolveram sumir sem dar noticias e me deixar com o meu pai, mesmo sabendo como ele é? Mas adivinha só! Eu estou mais nesse nessa "vida perigosa" do que vocês possam imaginar. E entrei nisso completamente sozinho e sem instrução, pois vocês resolveram me deixar de lado. Que ótimos padrinhos vocês são! Mas me dão licença que temos que ver se a Pansy já achou a irmã do morto. Falei pe da vida, antes de entrar de novo na boate puxando o Malfoy comigo.  - Calma baixinho - Draco parou de andar, e como ele é bem mais forte que eu, não consegui mais puxar ele. - CALMA É O c*****o! Eles eram como pais para mim, e agora querem que eu aja normal e aceite eles de volta? Se eu não estivesse aqui será que eles me procurariam ou me deixariam pensar que fui abandonado? - Falei sem fôlego enquanto algumas pessoas da boate olhavam para mim vendo qual seria a reação de Malfoy por eu ter gritado com ele. Mas fui surpreendido por um abraço do mais alto, o que só fez as lágrimas indesejadas saírem ainda mais dos meus olhos.  Era estranho pensar em quanta coisa mudou em tão pouco tempo. Em apenas um final de semana Malfoy foi de um completo estranho, para alguém que eu atirei uma flecha, para a pessoa que me apresentou o sobrenatural, e agora para um amigo disfuncional que foi bom abraçar.  Com certeza ainda não confio nele, pois confiança se constrói com o tempo e com ações. Mas sentir o calor do principezinho do inferno me envolver e me acalmar foi bom naquele momento.  E ele é bonito pra p***a. Agora que estamos tão perto, consigo ver certas nuances que não havia percebido antes. Isso também se deve ao fato de agora ele estar sem camisa, e seus pircings nos m*****s estarem a vista, além dos gominhos definidos no abdome e as diversas tatuagens que antes o terno tampava. - Hum Hum - Sirius, que pelo jeito não fazia mais parte da decoração do chão da boate, tentou fazer um barulho estranho com a garganta para nos chamar a atenção, mas ignorei com sucesso, me desvencilhando do Malfoy de vagar.  - Vamos seguir o plano. Eu juro que to bem - Falei baixo secando as lágrimas e ele concordou com a cabeça, tudo sobre o olhar atento de meus padrinhos que pareciam boquiabertos com a situação.  - Lupin, preciso que intermedeie com a polícia junto com a Tonks para liberarmos a área antes do amanhecer. Sirius, lidere a segurança junto com o Blaise e veja como estão os outros slytherins. Quero todos bens, e em seus postos ao amanhecer, sendo que o primeiro círculo eu quero que me encontrem em Hogwarts as 10h para uma reunião urgente. Chame até a Bella, acho que se ela pegar um jatinho em algumas horas ainda dá tempo pra ela chegar.  Draco falou com calma, já que os dois mais velhos pareciam mais focados em me olhar do que ouvir as suas instruções.  Mas eles não tinham direito algum de fazer as perguntas que sei que devem estar girando na cabeça deles. Não é da conta dos meus padrinhos o que eu estou fazendo na Hades, qual o meu envolvimento com Malfoy e a máfia, nem nada do tipo.  - Harry, vem comigo Pans está bem ali  Seguimos para o balcão onde a morena e um cara alto, de pele escura e musculoso estavam. Além de uma garota um pouco mais baixa que eu. Ela estava chorando, dando a aquela visão uma áurea ainda mais angelical. Seus olhos eram azuis, mas em um tom diferente dos de Malfoy, que nem a semelhança de cabelo. O anjo na minha frente tinha cabelos loiros mais vivos que o capetinha, além de um caimento bem maior. Suas roupas eram no mínimo excêntricas, mas que tornavam aquele rostinho ainda mais singelo.  - Draco, Harry, essa é Luna, irmã do falecido Vinnie.  - Sinto muito pela sua perda - Malfoy disse, mas a menina quando levantou o rosto nem lhe olhou. Ela simplesmente cravou os olhos nos meus e deu uma sombra de sorriso apesar das lágrimas, o que me fez retribuir com um sorriso em empatia.  - Olá Harry Potter  Engoli em seco sem desviar o olhar. Como ela me conhecia?... Malfoy travou o queixo, olhando de mim para ela me fazendo uma pergunta muda se eu a conhecia... só que não.  - Co-co-como me conhece?  - Eu e meu irmão somos, quer dizer, éramos - ela soltou mais uma lágrima olhando para o lugar onde Vinnie morrer antes de continuar - anjos coletores de almas puras de pessoas inocentes que morrem em NY. Estávamos lá sábado a noite.  Meu suicídio.  - Foram vocês que me salvaram? - perguntei com uma voz quase inexistente. - Infelizmente não. Não é função nossa decidir quem vive quem morre, apenas levamos as almas daqueles que já se foram, não salvamos os que ficam. Mas estávamos lá a espera caso você não conseguisse.  Todos olhavam para mim como se eu soubesse a resposta, até mesmo Luna. Mas eu estava mais perdido que agulha no palheiro. Quer dizer que eu poderia viver ou não a queda? Então por que sobrevivi?  - Se eu não conseguisse o que Luna?  - Oras, voar seu bobinho. 
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