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3022 Palavras
"Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis" ~ Carlos Drumond de Andrade Leia com: "Come get her" Rae Sremmurd Draco Pov Harry ama provocar, mas vamos ver se ele vai aguentar quando for castigado por isso. E universo, nem vem de inventar de acabar antes disso ok?! Não é porque você do nada resolveu criar essa frescura de fim do mundo que eu não vou poder avançar aos poucos com a minha relação (ainda inexistente, ainda) com esse deus grego ok?! Será que eu estou ficando maluco por conversar mentalmente com o universo? f**a-se. A festa continuou animada. Sirius parecia determinado a fazer todos ficarem bêbados, o que foi até engraçado. Mas Harry, Luara, Luna, Dora e eu ficamos longes das bebidas em excesso (alguns por escolha, e Luara pois eu tirava a bebida da mão dela toda vez que a adolescente tentava beber algo com álcool), mas não quer dizer que não nos divertimos. - Por que ele me largou Dray? Por que? - Blaise perguntava pela décima vez deitado em cima do balcão de bebidas. - Como eu já disse, porque ele é um filho da p**a que não soube te dar valor. Quer que eu o mato? - Sim. Não, pera... não sei. Dói muito - Blaise resmungou. - Então bebe mais que passa - Dei dois tapinhas no ombro dele, dando uma garrava de tequila em sua mão e saindo em direção aos palcos. - Draco, o que tem duas letras, começa com C e tem um buraco no meio? - Fred perguntou se sustentando em mim. - O seu cu. Agora, se me dê licença - Respondi sorrindo e continuei a perambular pela Hades que estava lotada de mafiosos da Slytherin. Em um canto vi que pessoas aleatórias estavam fazendo fila para desafiar Pansy na bebida. Mas não importava quantos shots minha amiga virava, ela continuava ótima enquanto todos os outros perdiam vomitando, desmaiando ou coisas assim. Com certeza ela deve estar faturando mó grana nisso, e desde que ninguém atrapalhe a festa com um coma alcoólico, perfeito. Percebi que os gêmeos estavam fazendo o famoso twins light hands. Um jogo que ver quantas coisas aleatórias eles conseguem roubar sem que os donos percebam. Como são de pessoas da máfia eles sabem que vão ter que devolver todos os pertences aos devidos donos no final, mas sempre é interessante ver o jogo se desenrolar. Sirius e Bella travavam uma batalha de dança na pista principal. Pra falar a verdade, os paços de ambos eram horrendos, mas o pessoal parecia gostar de assistir esse desafio de coroas. E como Remus está filmando tudo, sei que amanhã mesmo esses vídeos hilários estarão rodando os nossos grupos. O clima da festa até que estava legal. Todos em clima de comemoração e tudo tranquilo... tranquilo até de mais quando se tem o batatinha no recinto. Estava indo tudo bem com ele e o pessoal fazendo jogos aleatórios de festas, até que eu o vi subir nos pódios de poli dance. Ele parecia ter sido desafiado a tal, mas sinceramente não acho que tenha sido um grande desafio. Harry ama que a Hades tem esses mini palcos com barras de stripper, e a meses que tenho que lutar pra lembra-lo que ele é uma figura pública e que não pode se dar ao luxo de subir lá e uma foto vasar para o jornal que nem aquela vez a alguns meses. Ele ainda vai fazer o papel de espião, algo assim não podia chegar em James. Mas hoje como é só a máfia, e seu aniversário, o cicatriz não hesitou em subir e começar a sua dança. Na verdade Luara, Theo e minha terapeuta também subiram para fazerem suas performances em companhia ao Harry, mas apenas ele estava no meu foco. Parecia que só havia ele e aquela dança de poli dance no mundo inteiro. Apocalipse o quê? Nem lembro mais. Não sei quanto tempo mais aguentaria em pé tendo uma vista tão deslumbrante como a que eu tinha, então fui até um dos sofás que ficava perto dos palcos, mas ao mesmo tempo era coberto por apenas uma meia luz, me tornando menos perceptível aos outros. Mas foi incrível como as esmeraldas conseguiram achar exatamente onde estava as minhas safira, como se fossem ímãs. E energia pura fluía pelos nossos olhares. Sentado meio despojado para trás, me deixei assistir o espetáculo que era o corpo de Harry Potter se movimentando com a música, se deixando levar e usando a barra de metal como se fosse sua dupla, sua cúmplice obscena. Hazz parecia ter nascido para ser dançarino de boate e stripper, pois mesmo sem tirar uma peça de roupa sequer, fiquei hipnotizado. Vocês não tem ideia de como é assistir Harry Potter assim... e nem nunca vão saber, pois ele será meu. Meu futuro submisso, meu futuro namorado... meu motivo de estar de p*u duro nesse exato momento. Aquela saia preta nunca pareceu tão longa como agora, e o moreno parecia gostar do meu atual estado lastimável. Ele ria enquanto levantava um pouco o tecido preto me dando um pouco mais da visão de suas pernas naquela meia fina acompanhando a batida da música. Mas logo voltou a apoiar na barra e se dedicar a dança. E ele parecia mestre nisso. Pelo meu olhar periférico eu via Luna completamente vermelha e influenciada pela dança da irmã do Harry, o que me deixou um pouco encucado pois sei que ela continua em contato com a minha irmã... Vai entender. Voltei a olhar para o Harry e ele parecia se divertir, livre e completamente espontâneo. E isso me deixa bem feliz. Sei que o batatinha não teve muitos aniversários felizes, e um dos motivos da festa foi esse. Queria mostrar pra ele que ele merece tudo isso. E que Harry está indo muito bem no processo de ficar bem, e isso é tão importante quanto o apocalipse. Que ele é uma pessoa incrível e que eu quero oferecer todo o cuidado e momentos como esse que ele perdeu por ter o pai que tem. Deixei minha cabeça tombar para trás vagando com esses pensamentos. No entanto foi quando senti um peso ser depositado no meu colo que tive que segurar o meu poder para não entrar em chamas. Voltei a endireitar a cabeça devagar e lá estava ele, sentando de frente para mim no meu colo, com um olhar que dizia mais que mil palavras. Foi instinto colocar as mãos em seu quadril, mas percebi que isso foi uma péssima ideia quando o fez aproximar mais e criar flexão com o meu m****o semiereto. Engoli o gemido. - Você parou de me olhar. Não faz sentido fazer um show pra você se você não olhar. Pelo menos assim tenho total atenção sua - Harry sussurrou brincando com a minha gravata. - Você sempre a tem. Ficamos um pouco em silêncio e me pus a olhar seus lábios vermelhos como morangos que eram castigados pelos seus dentes. - Você estava gostando? - Perguntou. - Do que? - Questionei de volta meio distraído e com a voz rouca de t***o. Ter Harry Potter no seu colo é quase que enlouquecedor. Mas apesar de estarmos em um ponto pouco visível por causa das luzes mais foscas, eu não podia arriscar fazer o que eu queria e o que minha mente imaginava. E isso demandava um extremo controle de mim mesmo, meus poderes e do meu lado dom. - Da minha dança - Perguntou fingindo inocência. - Ainda não me decidi. Se quiser me mostrar mais... o seu palco do poli dance ainda está vazio. - Tenho uma ideia melhor - Ele disse antes de se mexer. E sim, o meu batatinha estava rebolando no meu colo. E a surpresa me fez apertar sua cintura com um pouco mais de força, desesperado para impedido de se movimentar mais, de me atiçar mais... Em contrapartida, Harry levou a mão até a minha e a direcionou para baixo guiando-a. Não hesitei em fazer o que ele queria e apertar o seu traseiro embolando o tecido preto da saia nos meus dedos. Harry voltou a se mexer de maneira lenta, e de modo que não chamasse a atenção, mas isso era quase ensurdecedor para mim. Mas ele fazia tranquilamente enquanto se apoiava tendo as duas mãos no meio peito. Nossas respirações ainda eram controladas, apesar de bem audíveis para a minha super audição. Não havia dúvidas que ambos estávamos excitados, e não foi assim que eu imaginei beija-lo, mas todos os nervos do meu corpo diziam, na verdade, imploravam para que eu o fizesse. Ele se inclinou um pouco para frente, e eu me obriguei a ter um momento de coerência antes de me deixar levar: - Tem certeza? - Não, estou rebolando no seu colo atoa. Claro que tenho certeza Dray. Não importa qual seja o ato, eu sempre gosto de ter total certeza que a pessoa está de acordo. De preferencia uma permissão por fala, já que muitas vezes o nosso corpo pode trair o nosso cérebro. Mas partido dessa premissa, fui para o seu pescoço, depositando um beijo rápido ali. Depois subi para o queixo, o canto da boca... - Alguém viu o Harry? - alguém gritou. - Hazz - Sirius e Remus gritaram também. - Hazzie - Luara o acompanhou. - Harry, cadê você? - Tonks. E os gritos se seguiram, com as pessoas começando a procurar por ele. Ah não mano. Vai tomar no cu. Que caralhos! Nem na minha própria boate eu posso ter um momento com o meu garoto em paz? Ele não é meu garoto, mas vocês já sacaram o que quero dizer. Me afastei um pouco respirando fundo e encostando a testa na de Harry. Ele parecia tão frustrado quanto eu, mas não podíamos fazer nada. Metade da Hades agora chamava ele por causa do maldito parabéns que eu nem me lembrava mais, e por mais que estejamos meio escondidos, não vai demorar para que nos achem. Não que eu queira esconder o que esta rolando na questão do envolvimento meu com o Hazz (na real, acho que é bem óbvio), mas também quero que tenhamos privacidade em momentos como esse. - Daqui duas horas na sacada do meu escritório. Agora vai curtir a sua festa - Falei me obrigando a dar um sorriso encorajador. Harry concordou com a cabeça meio a contragosto, me deu um selinho rápido e se levantou arrumando a roupa amarrotada. Logo ele foi para a área do bar junto com a irmã, e todos bateram palmas felizes por ele ter chegado. Um bando de p*u no cu esfomeado por bolo, isso sim. Respirei fundo deixando minha mente rodar pra tirar minha ereção. Mentalizei o Snape com um vestido e chapéu de senhora, e no momento seguinte perdi completamente o t***o, me levantando lindo e belo (como eu sempre sou) para ir em direção a aglomeração de pessoas. Remus vinha do camarote com o bolo do Harry nas mãos enquanto todos batiam palmas e cantavam parabéns. O bolo tinha três andares e era azul com roxo que se fundiam formando algo como a galáxia. Além de distintos detalhes de raios pretos que iam se juntando e formando um grande H no andar do meio. Harry me olhou estupefato e eu apenas concordei com a cabeça. Uma vez eu comentei com ele que eu amo fazer bolos pois me acalma que nem pintar, trepar ou ler. E eu lembro dele ter perguntado se um dia eu faria um bolo pra ele, e aqui está, o meu presente. Eu sei que é meio b***a, mas o moreninho é rico e pode comprar tudo o que quiser. Então as melhores coisas são aquelas que não custam quase nada mas que são especiais e feitas a medida. - Harry faz um pedido - Luna disse animada. - É Harry, faz! - Dora parecia feliz, e isso fez o meu coração ficar quentinho. As sessões com a Ginny devem estar ajudando bastante. Todos estavam em silêncio, Hazz fechou os olhos por alguns instantes antes de ficar na ponta dos pés para assoprar as velas. Eu pressenti a catástrofe antes mesmo dela acontecer. Estiquei a mão e segurei a cintura do moreninho no momento que ele escorregou e foi de cara no bolo. Só sujou um pouco do nariz e das bochechas, mas seria bem pior se eu não tivesse o reflexo que tenho pra segura-lo. - Por Lúcifer Harry - Pansy estava tendo uma crise de riso. Talvez a bebida tenha finalmente batido. Todos riram mais um pouco, mas logo a música começou a tocar novamente e o bolo a ser partido e servido. - Obrigado - Harry dizia tentando limpar o rosto do glacê - Como sabia que eu riria escorregar? - Você é Harry Potter, seria estranho se não escorregasse. Além disso, eu te mataria se caísse de cara no bolo que demorei horas fazendo pra ti. Ele respondeu com uma risada. Logo o puxei para a pista de dança junto com os outros para aproveitarmos o final da festa. Não quero me gabar, mas eu danço melhor do que muito dançarino profissional por ai. Música vai, música vem, mas a minha ansiedade benéfica devido a antecipação de finalmente beijar Harry Potter martelava no meu peito, fazendo que eu contasse os minutos para tal ato. Aos poucos a boate foi se esvaziando só sobrando os mais íntimos mesmo que eu sei que não vão embora até o dia amanhecer, ou a comida e bebida acabar. Quando faltava cinco minutos do prazo que combinei com o moreno, me pus a subir para o camarote e de lá para o meu escritório. Não me dei o trabalho de acender a luz, pois sabia que isso iria ofuscar o brilho das estrelas que tintilavam com maestria no céu arrebatando pela escuridão da noite. Tal vista que eu podia ver muito bem da mini sacada que o meu escritório tem. Não sei quanto tempo passei olhando para cima até ouvir o barulho de alguém se aproximando. Dele se aproximando... - Oi - Harry disse sorrindo se colocando ao meu lado perto do parapeito. - Oi - Respondi parando de encarar o céu e olhando para ele. Sua pele alguns tons mais claros que chocolate que brilhava devido luz que emanava da cidade que nunca dorme, e das estrelas. Sua cicatriz misteriosa na testa que me fascina. Suas covinhas que as vezes aparecem. O verde em seus olhos que dependendo da situação pode aparentar ter diversos tons... - Faz dias que você vem me provocando - Sussurrei me encostando na parede que divide meu escritório da sacada. - Sim eu tenho, e você também - Harry me acompanhava, ficando tão perto quanto estávamos hoje cedo. - Eu diria que você está mexendo com fogo. Tem certeza que quer se queimar? - Isso ia além de uma provocação. Pode parecer meio chato querer isso apenas para um beijo, mas consentimento é tudo. Ele deu um sorriso de canto entendendo perfeitamente o que eu estava perguntando implicitamente. Se aproximou, se apoiou em mim para conseguir ficar na meia ponta e sussurrar no meu ouvido: - Eu sempre gostei de brincar com fogo. - Você é abusado pra c*****o Harry Potter - Voltamos a nos encarar, e eu apertei mais firme a cintura dele, correspondendo ao seu obvio "sim". - E você gosta disso. - É, eu gosto - disse logo antes de virar nossas posições usando minha velocidade para o prensar contra a parede. Não com força, mas com pegada o suficiente para o fazer arfar. Algo passou na minha mente, e pelo olhar que Harry me lançou, ele também pensou: "Me taca na parede e me chama de lagartixa" Quando a piada não dita perdeu a graça, não tive mais dúvidas antes de tomar os seus lábios nos meus. Já trocamos selinhos antes, mas quando pedi permissão pra aprofundar, e ele cedeu, percebi que nada se comparava a isso. Na verdade, nenhum beijo que já dei chegou aos pés desse. Harry puxava os meus cabelos da nuca fazendo arrepios percorrerem a minha espinha, enquanto eu mantinha minhas mãos firmes em seu cintura e desfrutava de seus lábios. O beijo não era rápido, muito menos apreçado, todavia era lotado de desejos, conexão e entendimento. Digamos que nós dois sabemos beijar muito bem, e combinados, esse beijo estava perfeito. O ritmo era perfeito, a mordidinha que Harry ocasionalmente dava nos meus lábios era perfeita, os truques que sei fazer com a língua tinham uma resposta perfeita dele, suas mãos me puxando pra mais perto como se quisesse se fundir comigo eram perfeitas, seu hálito de licor de morando e glacê de bolo era perfeito... A maioria dos humanos já teria parado o beijo pela falta de ar, mas Harry parecia nem ligar para isso, me fazendo arfar entre os seus lábios pela intensidade que ele estava se entregando a mim, e o prensar ainda mais contra a parede. Essa noite certamente as estrelas ficaram com inveja da cena que testemunhavam. E pode parecer muito clichê, mas seres perfeitos como eu merecem um clichê de vez em quando, pois por minutos me senti fora de rota, como se o mundo tivesse parado e a gente não. Duvido que um dia a gente pare depois de hoje. E Luara tinha razão, a cada passo que eu dou com Harry eu me sinto mais viciado nele. Não como uma dependência, mas como uma plenitude estranha que me dizia que isso é certo. Relutante me afastei de seus lábios e passei a maltratar um pouco o seu pescoço já que percebi que ele é mais sensível ali. Hazz encostou a cabeça na parede me dando mais espaço, e os pequenos suspiros que saiam de sua boca eram como músicas para os meus ouvidos. Tirei uma das mãos da cintura dele para pegar seu rosto pelo queixo a fim de faze-lo olhar para mim. - Feliz aniversário Harry - Sussurrei. Ele retribuiu com um sorriso brilhante antes de voltarmos a nos beijar.
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