Capítulo 04

1135 Palavras
Castiel A estrada, de chão batido não ajuda a nossa chegada até o nosso destino, preciso forçar o carro alugado a correr até o lugar, já andamos a manhã toda, em vários dos meus hectares, e posso dizer ser chão que não tem fim. Amanha vamos para a parte oeste, e então podemos começar a pesquisar projetos. Voltamos com o nosso carro alugado, até o local onde o meu helicóptero esta, mas tarde alguém irá buscar o carro, assim como deixaram aqui. A imensa mata fascina-me, alguns lagos compõem as minhas terras, numa parte posso avistar uma cachoeira, que daria uma ótima trilha, quem sabe eu não me aventure. Depois que a minha esposa, Paulina, foi brutalmente assassinada, as minhas aventuras iam de, escaladas até perigosos mergulhos em alto mar, saltos em alturas insanas, todo tipo de adrenalina, que pudesse apagar a dor de ser responsável por sua morte, uma dor que me impedia de continuar, de seguir, amar não estava em questão, os meus contratos eram explícitos, com dia de validade, minhas submissas, eram apenas mulheres para o meu prazer. — Soube da última notícia? — Breno, questiona-me, já sabendo a reposta, passei as últimas horas ao seu lado, rodeado de mato, sem qualquer sinal de rede, se quer 4G. — Sabe que não. — Respondo rude, os meus olhos fitando a paisagem, enquanto o piloto, faz o seu trabalho com maestria. Ronaldo, sempre faz viagem deste escalão quando preciso, pois dinheiro não é problema. —Seu presidente quer fazer uma única moeda com alguns países. — Ele é calmo em dizer, pois sabe que odeio política, esses merdas, abrem a droga da boca, e as ações vão ladeira abaixo. — Enquanto estiver aqui deixo com, Igor, toda a burocracia da empresa, afinal, estou de férias. — Digo por fim, querendo que ele encerre o assunto, o sol escaldante, causou-me dor de cabeça. O resto da viagem, exatamente, meia horas depois, pousamos na pequena cidade em que deixei, Letícia, o meu dia foi estressante e satisfazer-me no seu corpo, irá ser um ótimo relaxante. Chegando na espelunca em que nos hospedamos, essas pessoas certamente beijariam os meus pés se soubessem que tenho dinheiro para, não somente comprar esta cidade, como também, as futuras gerações deste lugar a, mas isto não me importa, pois logo eles saberiam disto. — Espero, você, as 7:00 horas em ponto,amanhã. — Alerto, meu primo, ele sabe que não tolero atrasos. — Não é como se você fosse sem mim. — Breno, certamente não sabe o significado da palavra limite. Vou para meu quarto, quando abro a porta tenho a visão da loira dormindo, cansado da viagem, direciono-me ate o banheiro da pequena suite, tiro as minhas roupas, a água gelada, refresca todo o meu corpo. Depois de um banho relaxante, preciso dar alívio para meu amigo de baixo, como um sádico, por prazer, procuro a minha submissa, que quando sente as minhas carícias, não demora muito a ficar molhada. O resto, nós já sabemos, é delicioso ter uma mulher nua, a minhas ordens, minhas investidas são fundas, e machucam — com muito prazer— qualquer buraco pulsante feminino. Após gozar duas vezes em, Letícia, o seu corpo acabou por adormecer, é um lamento que todas, sem exceções, não conseguem controlar os seus impulsos, envolvendo amor, não podem simplesmente abrir as pernas e gozar? Entretanto, não me importo de deixar claro as minhas intenções, elas estão bem enclausuradas nos meus contratos, e posso usar— sem ressentimento nenhum— todo o meu dinheiro, e poder para pisar em quem quer que seja. Depois de mais um banho, onde não resisti ao cuzinho da minha submissa, decidi sair com ela, a pequena cidade, por sorte, havia dado uma baixada na temperatura, enfim, o sol deu uma trégua, estávamos a ir à sorveteira, quando um homem tentava a todo custo levar dois meninos até uma velha carroça. Não sei por qual motivo, a cena prendeu-me, e lembrei do que o meu funcionário, mandado do meu pai, senhor Santiago, disse-me sobre um homem, que vivia com os seus dois enteados, nas minhas terras. — Siga até a sorveteira, eu já encontro você. — Quando Letícia tentou dar-me um beijo, como sinal de uma i********e que não tínhamos, fui obrigado a usar o meu olhar, assassino, totalmente contrária do CEO, respeitável, que a midia — podre— conhecia. Como uma boa submissa, a loira seguiu até onde eu a mandei, minutos atrás. Seguindo em passos largos, até a cena degradante, que chamava à atenção, de todos os que caminhavam naquele pequeno centro. — Solta o meu irmão, seu merda. — Os meninos, magros, provavelmente, sem muitas vitaminas, brigavam por liberdade, contra o suposto, padrasto, e meu faro, alertou perigo. Mas, seja o que for, eu irei descobrir. — Vejo que encontrei o homem que procurava. — Sem querer perder tempo, com a discussão familiar, vou direto ao assunto, e como quem já esperava por mim, o homem meu olhou, sorriu, e nada nele me agradou, os meus olhos semicerraram. — Senhor Castiel. — O fato dele saber o meu nome, não me estranhou, esta cidade era pequena, e eu era um homem importante. — Que bom que iremos poupar apresentações. — Digo firme, ele estende a suas mãos calejadas, e rústicas para mim, não que as minhas fossem de veludo, os demónios que me perseguiam não deixavam a minha mente em paz, as lutas, diversas técnicas, ajudavam-me a transmitir toda culpa, frustração que eu sentia, dia após dia, pela morte, dela. — Em que posso ajudar o senhor? — Ele pergunta sem rodeios. — Soube que você mora a anos nas minhas terras. — Vou direto ao ponto, os meus olhos intercalam nos dois montes pequenos de ossos, que ouvem agora tudo com atenção, diferente do homem a minha frente, que parece desesperado, as duas crianças, na fase pré-adolescente, olham-me com, esperança. O sentimento faz todo o meu corpo arder em expectativa, o porquê eu não sei, mas existe algo além, nessas quatro íris pretas. — Sim senhor, minha falecida esposa, morava com o seu primeiro marido, que morreu antes dela. — Entendo, gostaria de ver a parte onde você mora, sei que tem muitos rios, e cachoeiras, na parte oeste.— Sem rodeio, digo o que quero, para meu desgosto, o homem empalidece. — Tudo bem, mas aconselho o senhor ir amanhã de manhã, não temos eletricidade em casa, e os mosquitos são terríveis. Não estava nos meus planos ir hoje para aquele matagal, mas agradeço a sua dica, com uma última olhada para aqueles meninos magricelos, dou as costas, e sigo para a sorveteira. Meu sorvete, descia amargo na minha garganta, odiava quando os meus sentidos estavam certos, e algo me dizia que a rebeldia daqueles moleques, não era em vão.
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