Capítulo três

1271 Palavras
Para Karoline, r**m não era estar dentro de uma jaula, em algum lugar que ela não conhece. r**m era estar ali, sozinha, presas em pensamentos que não poderia compartilhar a ninguém e era o motivo de estar ali. Sebastian, em partes, sabia de alguma coisa e iria obriga-la a falar, mas seu medo era outro. Seu medo era Cassie e todos os seus colegas de trabalho. O que pensariam dela? Ela não havia comido o que Sebastian a deu. Deixou ali. Estava deitada no chão da jaula, de costas para a porta do lugar. Seu pensamento longe e as lágrimas caindo. Ela não tinha escolha e ninguém iria entender isso. Escutou quando a porta foi aberta, mas não se virou. Não queria mostrar medo a ele, não queria abaixar sua cabeça. Queria mostrar força e ela iria conseguir. De algum modo, ela iria. Escutou os passos atrás dela, parecendo ir até a porta da cela. - Por que não comeu? – A voz de Sebastian era calma e parecia pouco irritada por ela não o ter obedecido. Karoline não respondeu e nem se virou. Apertou os olhos e mais lágrimas caíram. Seu coração estava acelerado. Escutou um suspiro. - Você sabe que não vai adiantar fazer isso. Eu não vou desistir de tirar de você o que eu quero. E não vou me importar de você morrer, já que fez o mesmo comigo. Ela continuou a não se mexer, mas seu corpo tremeu quando ele disse sobre ela morrer. Ela não queria, não sem antes se despedir de quem realmente cuidou e gostava dela. Mesmo assim, permaneceu em seu lugar. Escutou mais um suspiro, um barulho de chaves e a porta da jaula se abrindo. Ficou tentada a se virar, mas teve medo do que ele fosse fazer. Mais passos vindo em sua direção, até que parou pouco perto dela. - E eu não tenho paciência com gente que não me responde. De repente, Sebastian agarrou seu braço forte, a assustando. Karoline assustou – se e começou a se debater. Sebastian apenas a apertou mais. Tentou levanta – la, mas Karoline continuo a se debater. Em um momento, ela arranhou seu braço direito e Sebastian gritou de dor. Em resposta, ele lhe deu um t**a com as costas da mão. - v***a desgraçada! – Gritou ele, se levantando. Karoline estava deitada, com a mão no rosto. – Eu vou te levar, nem que eu tenha que te arrastar pelo cabelo. E assim, ele avançou mais uma vez nela, a pegando pelos braços e arrastando porta a fora do lugar. Karoline ainda se debateu, mas Sebastian era muito mais forte do que ela é depois do t**a que ele ousou lhe dar, ela não queria mais problemas. Seu coração continuava batendo cada vez mais acelerado e ela sentia medo. O corredor que ele passou com ela era pouco escuro e não conseguiu ver aonde era. Ele a levou para outra sala onde não havia nada além de uma cadeira e uma corda enrolada no chão. Ainda usando da força, Sebastian a jogou na cadeira, pegando a corda e enrolando seu tronco no encosto, além de puxar suas mãos para trás e as prendendo também. Ainda vestia seu Babydoll branco e não sabia que horas eram ou se era noite ou dia. As janelas eram bem sujas ou estavam pintada por pixações. Custou, mas ela levantou os olhos para olha-lo. Sebastian estava a sua frente, olhando para ela com uma expressão de nojo. Ainda vestia uma camisa e a calça Jeans, mantendo o cabelo solto. - Você poderia ter evitado isso, sabia? – Falou ele. Virou – se de costas, passando as mãos no cabelo e respirou fundo. – Bom, há dois modos em que podemos fazer isso: o amigável ou o mais difícil. Eu preciso explicar ou você já sabe do que eu estou falando? Seus olhos encheram de lágrimas e para não chorar de angústia, fechou – os, apertando o suficiente para não cairem. Respirou fundo. - Eu juro que não sei do que estava falando... - Não me obrigue a fazer o que eu não quero, Karoline. O tom dele era ameaçador. Ela engoliu em seco. - Eu disse, juro que não sei de nada... - Pare de bancar a mentirosa! – Gritou Sebastian. Ele estava tão nervoso que passou as mãos na cabeça mais uma vez. Ele se afastou, encostando uma das mãos na parede e respirando fundo. – Eu não tenho medo de usar o que for preciso para arrancar o que eu quero saber de você. – Seu tom era trêmulo, controlando a raiva. Ele se virou para ela novamente. – Você me condenou. Você deixou que me matassem sabendo que eu era inocente, então, eu não vou ter piedade de você. Ela levantou os olhos novamente e percebeu a grande mágoa em seu rosto. Karoline tentava pensar em alguma coisa, tentava livrar suas mãos, mas as amarras eram bem fortes. - O que você quer saber? – Perguntou, com a voz baixa. Ele deu alguns passos em sua direção, as mãos na cintura. - Eu sei que você trabalha para eles... - Eu não sei do que está falando... - Ah qual é! Não comece com as mentiras de novo e eu não estou com paciência. – Ele andou de um lado para o outro. – Você sabe muito bem de quem eu estou falando. Eu fiz pesquisas nessas três semanas e como acha que me senti ao ver seu nome na lista deles? Ela ficou surpresa sobre o que ele disse. Sua respiração alterou novamente. - Eu juro, Sebastian... – Ela falou, sua voz em desespero. Sua cabeça girava por tontura devido a revelação. – Por favor, acredite em mim... Aquilo foi a gota d’água pra ele e era nítido em sua face. - Eu acho que está na hora de começar a usar as minhas táticas então. – Ele aproximou – se dela, abaixando o tronco, deixando o rosto bem perto do dela. – Cassie está bem desesperada a procura da amiga, mas eu acho que você já deve ter imaginado, não é? – Os olhos de Karoline se abriram de medo. – Eu tenho provas de que você estava trabalhando para eles, Karoline, e me diz, o que ela iria achar se soubesse disso? Os papéis estão prontos, Cassie iria virar as costas e não se importaria mais com você ... - Cala a boca! – Gritou ela, já em prantos. – Deixa ela fora disso, por favor. Sebastian sorriu, sem sair do lugar. - Então eu acho melhor começar a me contar toda a verdade. Karoline olhou para o rosto dele, os olhos cheios de lágrimas. - Eu não posso... – Disse ela, tentando mostrar a sinceridade. – Eles vão m***r meus pais e meu irmão... - Seus pais pouco se importam com você. – Disse ele, em deboche. – Se eu quiser arrancar isso de você, eu também posso chegar aqui com uma foto recente deles e te ameaçar. Fale. Karoline balançou a cabeça. - Eu não posso... Sebastian se levantou, olhando para a mulher a sua frente. Todos os dias depois do julgamento e a sentença, ele sentiu ódio dela, sentiu que deveria começar com ela, mas e se estivesse falando a verdade? Karoline parecia com muito medo. Ela chorava sem parar. Sebastian suspirou. - Você vai me contar. – Ele falou, mais calmo e parecendo bem sério. – Eu vou cuidar para que você faça isso. E assim, ele saiu do lugar. Antes da porta bater, Karoline levantou o rosto a tempo de ver uma sombra perto da porta.
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