Os dias foram se passando e tudo continuava ficando pior. A polícia continuava sem nenhum rastro de Karoline. Sebastian havia mesmo encoberto tudo muito bem. Ele sempre estava atento, tinha um plano em mente se caso alguém descobrisse seu esconderijo.
Havia passado dez dias desde que sequestrou a policial. Ela continuava relutante, não falando o que ele queria e isso o deixava cada vez mais irritado. Chegou a oferecer um acordo a ela, prometeu deixa – la falar com os pais, mas ela não quis.
Ele andava de um lado para o outro, pensativo. Karoline era corajosa, mas o que a impedia de falar? Acabou se perguntando isso. Lembrou – se de uma de suas visitas que ela lhe fez dias antes de seu julgamento. Ao lembrar – se disso, Sebastian resolveu ir até o subsolo do esconderijo.
Abriu a porta e na hora ela levantou os olhos pra ele. Apesar de nunca deixa – la sem comer, Karoline havia emagrecido um pouco. Seus olhos estavam inchados pelo choro dos dias que se passavam, mas ela já não tinha mais medo. Estava determinada a não contar. Deixou a porta entreaberta , pegou a cadeira no canto do lugar e a colocou de frente para a ruiva, sentando – se. Por alguns segundos se permitiu olhar pra ela. Apesar de tudo, Karoline continuava sendo uma bela mulher.
- Eu já falei que eu não queria que fosse assim? – Começou ele, sem tirar os olhos dela. Karoline não respondeu, permaneceu no mesmo contato visual. Era como se ela tentasse ler as intenções dele. Sebastian abriu um sorriso de canto. – Meu pai sempre dizia que as mulheres quietas e observadoras sempre eram as mais espertas. Você deveria ser uma, não é mesmo?
Karoline continuou a olha-lo. Estava cansada, queria ir embora daquele lugar, mas sua mente estava tão cansada com os jogos de Sebastian que ela não conseguia pensar em nada. Soltou um suspiro que pareceu doer em seu peito.
- O que vai fazer desta vez? – Perguntou ela, baixo.
Sebastian olhou – a por mais alguns segundos antes desviar com um suspiro.
- Você se lembra da última visita que me fez antes do julgamento?
A pergunta dele a pegou um pouco de surpresa. Fora um momento delicado para ela.
- Sim... – Respondeu com a voz trêmula.
Sebastian umideceu os lábios, ainda olhando distraído com um ponto no chão.
- Então você deve se lembrar do que me disse não é?
Karoline não respondeu, mas sabia aonde ele queria chegar.
***
Cinco dias antes do julgamento.
Sebastian esperava ansioso pela visita de Karoline. Ela realmente era uma mulher determinada a descobrir quem matou Sara. Ele havia colocado todas as suas esperanças na Policial e dentro dele, algo dizia que ele ia escapar daquela armação.
A porta da sala de visitas se abriu e ela surgiu na porta. Sebastian a olhou da janela. Ela havia clareado mais o vermelho de seu cabelo. Junto com ela, havia uma pasta transparente e cheia de papéis. Ele andou até a cadeira que estava ali e se sentou. Karoline fez o mesmo.
- Eu acho que deve imaginar a minha ansiedade, não é? – Falou ele, sorrindo de nervoso.
Karoline acabou rindo.
- Mas se eu fosse você, não ficaria tanto assim. – Ela abriu a pasta e empurrou o primeiro papel. – Por enquanto, foi tudo o que eu consegui descobrir, mas ainda não é suficiente...
Sebastian pegou o papel e leu. Era mais uma autópsia do corpo de Sara. Haviam coisas que não batiam e Karoline quem havia descoberto isso.
- O que impede o juiz de adiar por mais tempo o julgamento? – Perguntou ele, continuando a ler o papel.
- O próprio juiz Moore. Segundo ele, ainda não tenho provas suficientes que comprove sua inocência. Os termos dele estão muito fora de contexto. Até parece que há outra pessoa agindo nisso.
Sebastian levantou os olhos para ela, surpreso pelo comentário.
- Eu disse para investigar Huffman...
- E eu fiz isso. – Disse ela, o surpreendendo. Tirou mais um papel da pasta e entregou a Sebastian. – Como deve saber, Benjamin sempre viajava, deixando Sara na mansão e nenhum dos vizinhos via a cara dela quando isso acontecia, mas o depoimento de uma das empregadas diz que Sara sempre discutia com o Governador quando ligava pra ele. Eu até tentei contatar a empregada para depoimento, mas... – Karoline puxou uma pasta amarelo, onde continha fotos. – A senhora Mendez foi encontrada morta em sua casa com overdose de morfina. Parece que era uma ex viciada que de repente, voltou a usar drogas.
Sebastian ficou surpreso com as fotos.
- Eu a conheço. Rosário Mendez era como a confidente de Sara, sempre preocupada com a patroa. Pobre mulher. – E devolveu tudo a Karoline. – Então o que acha disso?
A ruiva suspirou.
- Eu acho que tirei conclusões precipitadas de você, senhor Reves. Eu acho que isso cheira a armação e eu vou descobrir um jeito de adiar o julgamento. Preciso de mais tempo e o Juiz Moore vai ter que me engolir.
Sebastian acabou rindo. Karoline era a sua esperança e ele não iria desistir. Ele pegou a mão de Karoline, colocando entre as suas.
- Obrigado. – Disse, olhando nos olhos dela. – Eu prometo que, quando tudo acabar, vou leva – la pra jantar.
Karoline pareceu surpresa com o que ele disse. Pela primeira vez em anos, ela voltou a sentir vontade de ajudar alguém. Por várias vezes, pegou – se pensando no homem a sua frente, mas precisava lembrar quem ele era.
- Eu acho que não vai rolar, Senhor Reves, mas eu fico agradecida pelo convite. – Disse, tirando sua mão da dele e saindo da sala.
***
Dias atuais.
-Você acreditava em mim. – Falou Sebastian, voltando a olha-la. – Você desconfiava e de repente se voltou contra mim. Você foi ameaçada, não foi?
Karoline foi puxada de volta a realidade com a voz dele. Ela piscou várias vezes, percebendo que eram apenas lembranças dentro de sua mente. Lembrar daquele Sebastian e o de hoje lhe dava tristeza.
- Eu já falei que eu não vou falar, que se quiser, pode me m***r. – Concluiu ela. Sua voz era pouco baixa.
Sebastian soltou um longo suspiro.
- Assim como você, eu também estou cansado. – Começou ele, endireitando – se na cadeira. – Você acha que eu venho aqui, lhe importunar, fazer jogos mentais com você porque eu quero, porque eu sinto prazer nisso. Eu posso ser sincero? Eu sentiria prazer em fazer outra coisa ao invés de deixar você aqui, amarrada dia após dia, Karol. – Ele percebeu o olhar de espanto dela. – Eu tinha escolhido o restaurante e coloquei na minha mente que te faria o convite até que aceitasse...
- Então é isso? – Cortou – o rindo. – A sua tática é bancar o coitado que tomou um fora da policial? Por favor Sebastian, essa é o pior assunto que você já usou até agora.
Sebastian a olhou com raiva e se levantou, derrubando a cadeira e andando de um lado para o outro.
- Me fale os nomes.
-Não.
- Me fala agora!
- Eu não vou falar nada.
Aquilo o fez perder a cabeça. Sebastian tirou um canivete do bolso traseiro e andou para frente.
- Eu te odeio. – Gritou e levantou o Canivete.
Karoline fechou os olhos, aceitando que havia chego a sua hora, mas uma voz não deixou que aquilo acontecesse.
- Já chega Sebastian... Já chega... – Gritou a voz.
Quando abriu os olhos, Karoline viu um homem segurando Sebastian e o levando até a parede.
- Você não vai fazer isso. O que você tem na sua cabeça, irmão? Fique calmo.
O cabelo loiro e todo espalhado, a barba por fazer e aqueles olhos azuis ela nunca esqueceria. Karoline sentiu seu mundo girar e se estivesse de pé, havia caído.
- Você. – Ela disse, olhando o homem.
***
Dias depois da execução de Sebastian...
Foi difícil pra ela ter passado aqueles dias. Acabou isolando – se de tudo. Até de Cassie havia se afastado. A morena deixava mais de oito mensagens em sua caixa de voz do celular, além das mil mensagens e das mil ligações. Nem no departamento havia aparecido ainda. Jonathan entenderia seu lado.
Todas as vezes que fechava os olhos, Karoline lembrava dos de Sebastian, olhando pra ela enquanto morria. E sempre era a mesma reação, ela tinha vontade de chorar ou mesmo de estar no lugar dele. Se tivesse aceito o convite de jantar, estaria mais feliz.
Encontrou na bebida a calma que precisava. Nunca passou tantos dias bebendo como havia feito naqueles. E bebia de tudo: whisky, tequila, cerveja... Cassie iria mata – la. Chegar bêbada em sua casa a manteria dormindo na cama, sem pesadelos.
- Você não deveria beber tanto assim, moça. Seu rim não vai filtrar todo esse álcool e vai acabar adquirindo uma doença. – Disse uma voz ao seu lado.
Karoline largou o copo no balcão e olhou na direção da voz. Mesmo com a visão turva, ela pode enxergar o homem loiro ao seu lado. Ele tinha um afeição preocupada, mas os olhos deles eram de um azul muito bonito.
- Eu não sabia que meu pai havia ficado mais jovem e assumido o corpo de um desconhecido. – Retrucou ela, parecendo m*l humorada.
O homem sorriu.
- É que na verdade, é difícil encontrar moças bonitas como você bebendo tanto. Dos dias em que vim aqui, eu a vejo bebendo muito, até demais para o seu tamanho.
Karoline lhe lançou um olhar com raiva.
- Você está me espionando?
Ele riu de novo.
- Não, só estou preocupado.
Ela suspirou.
- Meu nome é Karoline.
Ele estendeu a mão pra ela.
- Daniel.
Rindo, Karoline o cumprimentou. Ele pediu um Martini e ela começou a olhar melhor pra ele.
- O que você faz? – Perguntou para puxar assunto. – Trabalha aqui?
Ele bebeu um gole da sua bebida.
- Não, trabalho na indústrias Callaway. Já deve ter ouvido falar não é?
Ela assentiu.
- Você não tem cara disso. – Comentou ela, rindo.
Ele a olhou mais uma vez.
- E do que eu tenho cara?
Karoline deu de ombros.
- De algum trombadinha que eu costumo prender e dar alguma lição de moral.
Ele pareceu surpreso.
- Policial? – Perguntou Daniel, olhando a ruiva beber mais. – Você deveria dar o exemplo então ao invés de beber tanto assim. Por que está fazendo isso? Caso m*l resolvido? Terminou algum namoro e está afogando as lágrimas?
Karoline ficou triste, pensando na resposta.
- Eu não quero falar nisso. – Respondeu, bebendo o último gole. Se levantou. – Eu preciso ir... Preciso ir pra minha casa e...
Mas quando colocou os pés no chão, perdeu o equilíbrio por causa do álcool e se não fosse Daniel, ela teria caído de cara no chão. Seus rostos ficaram pouco próximos e Karoline sentiu algo. Os olhos dele eram os mais lindos que havia visto, além de ter uma boca perfeita. Assim como Sebastian.
- Você não pode dirigir, senhorita. – Falou ele, em repreensão. Tirou uma nota do bolso e colocou no balcão. -Cobre tudo. Se faltar, eu volto pra pagar. – E se levantou, com Karoline ainda nos braços.
- Você é um desconhecido. Não posso aceitar nada de você...
Ele riu.
- E o que vai fazer senhorita? Vai dirigir até sua casa nesse estado? Infelizmente vai precisar confiar em mim para poder te levar embora. Aonde estão as chaves.
- Eu estou bem...
- Eu juro que não vou te forçar a ir pra cama. – Disse ele, já fora do bar. Olhou por todos os lados. – Qual é seu carro?
Karoline apontou, um pouco incerta. Acabou rindo pela situação que estava.
- É o fusca amarelo. – Apertou os olhos. – Ali, aquele New Beatle.
Daniel ficou surpreso pelo carro e a levou pra lá. Durante o caminho, Karoline manteve a cabeça pra cima, tentando não olhar pra fora. Tudo girava e ela começava sentir a bebida voltar. Deu as coordenadas de sua casa e o homem a guiou até lá.
Quando chegou, a primeira coisa que fez foi correr para o banheiro, vomitando toda a bebida. Suou um pouco e sentiu – se fraca. Tentou se levantar, mas não conseguiu. O homem estava na porta e a desolação tomou conta do seu corpo.
- Eu tive um caso na qual precisei condenar um inocente. – Disse ela, perto do vaso caso precisasse vomitar mais. Sua cabeça começou a doer. – Eu não queria ter feito, mas eu fui obrigada sabe... E agora eu vou me culpar a vida toda.
O homem permaneceu em silêncio na porta, escutando tudo. Karoline realmente sentia muita culpa por ter cedido ao que não deveria. Ela escutou passos indo até ela. O homem segurou seu cabelo de leve no alto da cabeça.
- Você deve ter feito o que lhe foi melhor. – Disse ele.
Ela balançou a cabeça.
- Não. Eu fui obrigada. – E com um suspiro, começou a levantar. – Eu estou bem. – E o olhou. – Obrigado. Não quero mais tomar seu tempo. – Virou – se depois de apertar a descarga e foi para a pia, pegando a escova e o creme dental.
O homem permaneceu pouco atrás dela. Ele sorriu.
- Como eu disse, eu não vou fazer nada. Me preocupei com você lá no bar. Eu posso preparar um café enquanto toma um banho.
Talvez era o álcool ainda em seu sangue, mas agradecida, Karoline acabou aceitando. Tentou parar de pensar no homem em sua cozinha. Ele apareceu do nada e estava sendo gentil. Será que estava procurando uma noite com ela? Karoline não dispensou a idéia. Sorriu quando pensou em aceitar. A muito tempo não tinha ninguém.
Quando saiu do banheiro, vestia uma roupa bem comportada. O loiro enchia uma caneca de café e a olhou, abrindo um sorriso.
- Parece melhor. – Disse ele animado. Empurrou a caneca pra ela. – Sem açúcar. Precisa limpar o sangue.
Ela sorriu.
- Obrigado. Eu nunca deixei um estranho cuidar assim de mim. – Respondeu Karoline.
Daniel riu.
- Ninguém deixa, mas não se preocupe. Podemos nos considerar amigos agora, não acha?
Eles rumaram para a sala, sentando lado a lado. Lá, eles conversaram sobre muitas coisas, principalmente sobre rotinas e do quanto Karoline estava m*l pelo último caso. Ele foi bem gentil.
- Eu acho que você não deveria se fechar assim. – Disse ele, com os olhos bem atentos. Tinha um brilho bem interessado neles. – As vezes é momento e o trabalho pode te distrair.
Karoline assentiu pensativa. Ele tinha razão. Não poderia afastar quem se preocupava com ela assim. Sorriu.
- Obrigado. De verdade. – Disse olhando nos olhos dele.
Daniel não respondeu. A conexão que ouve na troca de olhares era o passe para ele chegar mais perto e beija-la. Karoline não recusou a ele, ela também sentiu – se atraída pelo estranho de olhos claros. Acabaram resolvendo ir para o quarto. Karoline se viu envolvida com ele quando Daniel foi um cavalheiro ao tirar suas roupas e deita – la na cama. Ele não era bruto em nenhum movimento.
Tudo foi com calma e suavidade. O estranho a teve sob o domínio dele, o que nunca havia acontecido com nenhum homem. A ruiva não se entregava tão fácil a alguém como ela fez a Daniel. Tanto ela quanto ele tiveram seus momentos de domínio. E foi com ela montada nele que tudo acabou. Ela deitou sob o peitoral dele e assim acabaram adormecendo.
No dia seguinte, Karoline acordou sozinha na cama, o que a deixou um pouco triste. Queria poder conversar com o homem, mas ele parecia ser como os outros. Sentiu-se culpada demais pela noite. Levantou – se e resolveu ir trabalhar. A ressaca bateu forte, mas ela tinha que voltar a vida. Enquanto procurava a chave do apartamento, encontrou algo no sofá. Era um bilhete.
Vejo você em breve.
Não deixou de sorrir. A letra era bem bonita e junto dela, havia uma rosa feita em origami.
***
Dias atuais.
Karoline ainda olhava para os dois, onde o loiro segurava Sebastian contra a parede.
- Pare com isso. Não era assim que você falou que faria.
Sebastian ofegava de tanta raiva.
- Ela foi uma das culpadas do que aconteceu comigo e você quer defende-la?
- Então foi para isso não é? – A voz de Karoline chamou a atenção dos dois. Ela tinha uma decepção no olhar. – Você só dormiu comigo para poder testar como eu era pra ele?
Sebastian fechou sua expressão com o que Karoline disse e olhou para o loiro.
- O que? Do que ela está falando Daniel?
O homem pareceu ficar sem jeito. Continuou a olhar para a ruiva.
- Não... Isso não é verdade, eu juro que...
- Mentiroso. – Disse Karoline, com os olhos cheios de lágrimas. Olhou de um para outro. – Vocês são mesmo muito parecidos. Gostam de abusar de mulheres. – Olhou para Sebastian. – Só ia fugir com a Sara pelo dinheiro dela não é?
Sebastian ficou surpreso com o comentário dela. Ele tentou partir para cima dela, mas Daniel o impediu.
- Nunca mais fale isso de novo. Nunca mais...
Mas Daniel o empurrou para fora do lugar, fechando a porta. E foi quando Karoline desabou em lágrimas.
***
Daniel levou Sebastian para uma sala bem longe de onde Karoline estava. Era o lugar que ambos usavam para pensar nos planos. Sebastian chutou a mesa, com raiva. Daniel fechou a porta.
- Você me disse que não iria fazer nada disso. – Começou ele, um pouco nervoso.
Sebastian andava de um lado para o outro, esfregando a cabeça.
- Não me contou que dormiu com ela.
O irmão mais velho levantou o olhos azuis pra ele.
- Acabou acontecendo. Eu disse pra você que ela estava bem m*l pelo o que aconteceu e...
- E o que? Resolveu consola – la? Achei que estava comigo nisso tudo e não interessado na mulher que foi responsável pela morte do seu irmão.
Daniel ficou sem palavras para o que Sebastian disse. Respirou fundo e foi até a pequena geladeira, pegando duas cervejas. Uma delas empurrou para o irmão.
- Karoline é muito mais interessante do que você pensa. – Disse, distraído. – Se quisesse tirar algo dela, não seria fazendo isso.
Sebastian o fuzilou com o olhar. Por dentro sentiu – se traído por Daniel, mas estranhamente sentiu outro sentimento. Ficou um pouco enciumado por Daniel a tocar. Balançou a cabeça, espantando o pensamento. Pegou a cerveja na mesa.
- Deveria ter me dito.
Daniel deu de ombros.
- Desculpe. No fundo, acho que ficaria bravo se eu dissesse.
E teria mesmo, mas Sebastian não disse em voz alta. Apenas pensou. Talvez Karoline passaria mais tempo com ele.
***