19/01/1997

817 Palavras
Jack acordou com um chute em suas pernas, o que doeu um pouco por conta dos machucados, Scotch latia encarando um homem alto, pele n3gra, barba grande, vestia camisa social preta, calça jeans, bota texana é um chapéu preto de cowboy, em suas mão uma espingarda de cano duplo apontada para a cara do menino. -Acorda garoto! -Calma, calma, Já acordei. -O que você tá fazendo aqui? Antes que pudesse responder um outro homem entrou no celeiro, magro, estatura mediana, cabelo loiro na altura dos ombros, vestia um casaco marrom, camisa social azul e a parte de baixo era muito parecida com o outro vaqueiro, ele também usava um chapéu Panamá marrom escuro com uma corda de couro trançado que circundava sua base. -Pode deixar ele pra mim Édi. -Certo chefe. O homem armado saiu pela porta com a espingarda, agora analisando um pouco melhor esse estava armado também, com um rifle de repetição, não estava com ele, mas sim na sela de sua égua de pelagem totalmente branca que o acompanhava. -Por favor, eu não quero problema. -Você sabe que estão te procurando? -Eu imaginei, mas não posso voltar. -você espera que eu faça o que? -Só me deixa ir, eu não posso voltar, mas imagino que não possa ficar aqui, eu só vou embora. -Tá indo pra onde? -Não sei, qualquer lugar que eu possa viver já serve. -Então aqui é sua parada final, isso se você estiver disposto a trabalhar. -Sério? Eu tô sim. -Só vem comigo e explica como acabou aqui. O garoto seguiu o vaqueiro que revelou ser na verdade Jimi, o dono da fazenda, após enfaixar a perna de Jack que havia machucado na fuga da noite anterior, levou-o até outro galpão, na verdade um estábulo onde guardavam os cavalos. -Qual seu nome? -Jack. -Ótimo Jack, você já montou alguma vez? -Poucas, na casa dos meus avós. -Ótimo já vai servir, pega a sela ali. - O homem falou apontando para uma sela pendurada em um portão que mantinha um cavalo branco com manchas marrom preso, o garoto pegou ela, o homem se aproximou. -Agora você vai entrar ali dentro e colocar a sela no cavalo, era do meu irmão, precisa se exercitar agora que ele foi pra faculdade. -Eu não sei fazer isso, você me ensina por favor? -Claro, primeiro você coloca o baixeiro, aquela manta que tava junto, depois, a sela, arruma as barrigueiras, essas fivelas todas, deixa pronto para passar por baixo da barriga do caboclo já… Conforme o homem ia falando Jack fazia junto, em poucos minutos já estava colocado, os dois montaram em seus cavalos, finalmente partindo juntos dali de dentro para o norte da fazenda, enquanto o cachorro caminhava atrás deles. -Os peões tão separando o pasto, porquê as vacas derrubaram a cerca velha, hoje você vai aprender com eles e ajudar no que der. -Certo, muito obrigado por essa oportunidade, prometo não decepcionar. -Se você cumprir essa promessa já está ótimo pra mim. Os dois cavalgaram até o lugar onde estavam cinco homens trabalhando, dois abrindo buraco enquanto outros três três colocavam os palanques. -Vai lá, enrola as rédeas do cavalo na cerca e pode começar. -Tá bom. O menino fez o que Jimi mandou, passou o dia ali junto dos homens, que foram bem receptivos, ao anoitecer todos ele voltaram cavalgando até o ponto principal da fazenda, onde ficavam os estábulos e o alojamento, mas antes que pudesse soltar seu cavalo no lugar certo, ouviu Jimi gritar seu nome, então foi a seu encontro. -Pode deixar o cavalo lá e depois vem me ver, você vai dormir em outro lugar, você não parece tão forte que eu possa te deixar dormir em um lugar cheio de ex-detentos. -Certo, obrigado. Após guardar o animal, voltou até a casa grande, onde o homem o esperava. -Arrumei um quartinho escondido no estábulo, é um lugar mais reservado, vamos, vou te mostrar. Mas antes que pudessem sair dali, uma mulher alta, loira, bem magra, com lindos olhos azuis, vestindo um vestido azul florido soltinho, saiu com uma potinho em mãos. -Ei esperem! Aqui garoto, pra você jantar. -Sério? Eu posso aceitar? -Jack perguntou olhando para Jimi que assentiu com a cabeça. -É claro que pode, sou eu quem mando nele. -Ela falou dando um lindo sorriso para o garoto. -Prazer meu nome é Aurora, sou a esposa dele. -O prazer é meu, sou Jack Myers, muito obrigado, aposto que deve tá uma delícia. Após pegar a comida os dois saíram, em direção ao estábulo, o quarto era pequeno, provavelmente um depósito que foi desativado. Nele tinha uma cama dobrável, era desconfortável, mas serviria, além de um travesseiro e algumas cobertas. Antes de dormir naquela noite Jack pegou novamente a foto de sua amada, encarando-a até adormecer, aquilo parecia aquecer seu peito, o cachorro que havia acompanhado o garoto em seu primeiro dia deitou-se exausto ao seu lado.
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