Capítulo 3

1297 Palavras
P.O.V. Manuela… Depois que Alexandre e eu nos despedimos, liguei o carro e fui levar Pietro para a escola, chegando lá às 6:45 em ponto, as tias já estavam do lado de fora, acolhendo as crianças que estavam chegando de van. — Tenha um bom dia, meu filho. Mamãe te ama. — Tchau, mamãe, também te amo. — ele desce do carro e fico observando ele correr até a tia e dar um abraço nela. Espero ele entrar e só depois dou partida no carro, esse horário é um horário de pico, então todo momento tenho que estar atenta ao trânsito. Chegando na empresa às 07:00, subo de elevador e assim que entro no andar, deixo minhas coisas na mesa e vou logo pra sala do café, sabendo que o dia começa ali. — Bom dia, meninas. — Bom dia. — Todas respondem ao mesmo tempo. — Como estão? Ah, ainda bem que hoje é sexta-feira. Essa semana foi puxado viu. — Demais. E aquele projeto, conseguiu finalizar? — perguntou Camila. — Acredito que finalizo hoje. — digo me servindo um gole de café. — Excelente. — diz e dá um gole na sua xícara. Me sento em uma das cadeiras e só então observo a mesa e vejo uma rosca de creme e um bolo de chocolate, e como a formiguinha que sou, já pego logo um pedaço generoso de bolo. Um tempo depois, entre conversas e risadas, terminamos de tomar café e fomos trabalhar. Era quase hora do almoço, quando a recepcionista me ligou, dizendo que tinha uma entrega pra mim. De início, estranhei já que não havia pedido nada, meio desconfiada, desci e logo que entrei na recepção, um lindo buquê de rosas-vermelhas estava sobre o balcão. Confesso que fiquei um pouco desconcertada, pois ele raramente mandava buquês no meu serviço, mas esse homem realmente sabe como me fazer amá-lo cada dia mais. Sorrindo pego o buquê e vejo que veio um cartão grudado nele. “Querida Manuela, só queria que essas flores chegassem até você hoje pra primeiro dizer que pensei em você, e te lembrar que eu te amo muito. Por isso, hoje, às 19:00hrs, te convido para um jantar romântico a sós. Com carinho, Alexandre.” Dou um sorrisinho bobo e cheiro as flores. — Obrigada Renata! — Só faço meu trabalho. — Ela responde. Pego o elevador subindo novamente para o meu andar e assim que entro todas as meninas me olham e soltam um suspiro. — Hoje tem, Brasil. — diz Camila rindo e eu a acompanho. — Você é uma mulher de sorte. — diz Gabriela. — É verdade, ele é um homem maravilhoso. Me deixou até um bilhete super romântico. — Fofo. — Bom, eu vou deixar esse buquê aqui, porque já tá na hora de eu ir almoçar. Cuidem dele pra mim que daqui a pouco, eu volto. — Coloco o buquê com cuidado na mesa, pego a bolsa e saio pra um restaurante perto da escola do Pietro. […] Acabei de almoçar e voltei para a empresa e consegui finalizar todo restante do projeto, e acabei saindo mais cedo. Peguei o Pietro na escola e fui direto pra casa, eu precisava escolher muito bem o que iria vestir, pois Alexandre tinha comentado sobre uma possível inauguração em breve, então eu já tinha que me preparar pro acaso de algum paparazzi estar por lá e sairmos em algum flash. Dei banho no Pietro e não demorei pra ir tomar o meu, lavei meus cabelos, fiz esfoliação no rosto e saí exalando o cheiro de cereja do meu creme de cabelo. Enrolada na toalha, eu peguei a escova secadora e de frente com a penteadeira, deixei que ela secasse meu cabelo. Quando finalizei, fui até o closet e peguei um vestido azul-celeste, que tem uma alça que passa em transversal, deixando as costas bem expostas e que o laço fecha na cintura. Em seguida fui pro espelho de novo, e fiz uma maquiagem mais natural, porém com olhos marcantes com um degradê de tons de azul e pra finalizar um gloss rosado. Terminei e fui checar meu visual completo no espelho do closet e eu estava incrível. Chegando no quarto, tomo um susto vendo Alexandre no batente da porta. — Você está maravilhosa! — Alexandre fala me olhando de cima a baixo com um olhar que faz meu rosto queimar. Ele começa a andar na minha direção e me pega de surpresa quando me puxa pra um beijo apaixonado. Assim que começamos a perder o fôlego, ele nos separa. — Obrigada. — digo sorrindo e limpo seus lábios, tirando meus gloss. — Eu prometo que não vou demorar. — ele diz e começa a me soltar. — Tá bom, eu vou levar o Pietro pra jantar. A babá deve estar quase chegando. — digo e começo a me retirar do nosso quarto. Nós sempre tínhamos um dia na semana que tirávamos para ficar sozinhos e não deixar nosso casamento cair na rotina. Passo no quarto do Pietro chamando ele pra jantar e assim nós descemos a escada, e ele comeu tudo que eu coloquei no prato dele. Nesse momento, Alexandre desce, vestindo uma camisa xadrez azul e uma calça social preta, sem querer nossos looks acabaram combinando. — Agora nós podemos ir. — diz vindo até mim. — Vamos. — dou a mão pra ele. — Filho, mamãe e papai voltam logo. Se comporta direitinho viu? — Tá bom, mamãe. Assim, nós saímos. — A propósito, eu amei o buquê que você me mandou. — eu disse olhando pra Alexandre com um sorriso. — Que bom que gostou. — disse abrindo a porta do carro pra mim. Nisso a babá do Pietro estava entrando, dei um tchauzinho pra ela e entrei no carro. O caminho todo foi silencioso, mas de vez em quando trocávamos olhares cúmplices. O restaurante era de um ambiente agradável e familiar, mas também muito romântico, Alexandre reservou uma mesa antes e logo que chegamos, não precisamos esperar nenhum segundo para sermos direcionados a ela, que estava com velas no centro da mesa, eu estava me sentindo a mulher mais sortuda do mundo. — Boa noite, o que vão querer essa noite? — perguntou o garçom surgindo do meu lado. — Boa noite. Pra começar, quero uma garrafa de vinho Pérgola, por favor. — Alexandre responde. — Sim, senhor. Eu já volto pra anotar seu pedido. — E assim ele se retira. […] Após o jantar, achei que nosso dia de casal tinha terminado, mas Alexandre me levou pra uma balada. A balada era grande, mas pouco movimentada, fomos direto para a pista de dança, onde eu me exibi e aproveitei pra provocar muito o Alexandre. Tínhamos bebido duas garrafas de vinho no restaurante, então estávamos um pouco alterados, mas não a ponto da sair dando vexame. Rebolei bastante ao som da música e isso resultou em Alexandre duro feito pedra atrás de mim. — Melhor terminarmos essa festinha em casa! — disse beijando meu pescoço. Eu nem lembro do caminho até em casa, mas me pareceu rápido, Alexandre já entrou em casa me beijando, e segurando forte minha cintura. Com medo de ser flagrada, sugeri irmos para o quarto. Fechei a porta e fui desamarrando o vestido com o olhar do Alexandre preso em mim, mas de repente, Pietro bate na porta. — Mamãe, posso dormir com vocês? Eu tive um pesadelo. — Abro a porta segurando o vestido pra ele não cair, e noto que Alexandre foi pro banheiro. — Pode, sim, filho. Fica aqui sentadinho, que mamãe só vai colocar o pijama e vem. — digo indo correndo pro closet. Peguei o primeiro pijama que vi, vesti e saí do closet, depois eu tiro essa maquiagem. Deitei com Pietro e adormecemos.
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