Capítulo 5

1160 Palavras
P. O. V. Gustavo... Chego no meu escritório, carregando o jornal da cidade e um copo de café descafeinado na mão. Assim que entro em minha sala, jogo meu paletó na cadeira e a pasta no chão, pego o jornal e começo a folheá-lo, até encontrar uma notícia que me faz cuspir o café todo em cima da mesa. — Droga! — digo tentando usar umas folhas amassadas pra limpar a minha mesa. — Ele conseguiu de novo! Jogo o jornal longe depois de ver que Alexandre inaugurou uma pousada perto da praia. Eu estava de olho naquele terreno e se tem uma coisa que ele vai fazer é me pagar. Trabalho com o ramo hoteleiro há pelo menos 5 anos e nunca fui tão popular como ele, venho trabalhando incansavelmente para bater seu número na escala de melhores hotéis e pousadas da cidade, mas têm sido um trabalho em vão. Meu pai começou com tudo isso, ele fundou essa rede e me deixou como herança, desde que eu cuidasse e mantivesse o nosso nome pelo menos entre os primeiros 5 da lista, mas esse número já não me faz mais feliz, não estou nada satisfeito. Ele ainda era vivo quando conhecemos o Alexandre, e eu tinha sucesso graças ao meu pai, namorava Manuela, uma mulher maravilhosa, a qual sempre estava ao meu lado nas entrevistas e premiações. Mas eu também podia ter a mulher que eu quisesse. Numa dessas premiações, nos esbarramos com Alexandre e eu pude ouvir quando ele sugeriu ter uma área dentro do hotel destinada a pessoas de uma classe mais baixa, dá pra acreditar! E é por esse motivo que ele sempre consegue sucesso nas suas inaugurações, coloque um monte de pobres juntos e ofereça comida de graça que eles vão surgir até mesmo das cinzas se deixar. O terreno ficava na cidade vizinha, que era uma cidade turística, e que tinha praia, era estrategicamente perto da praia, ou seja, uma ótima localização. Mas eu não iria abrir meu hotel pra um monte de pobretões. Depois que o meu pai morreu, soube que ele tinha uma outra empresa e que parte desse lucro, era destinada a empresa do Alexandre, os dois eram sócios. Alexandre então assumiu o lucro total da empresa e em conjunto com a rede hoteleira, eu abri diversas boates, e um espaço para aqueles que gostam de jogos como: Poker e Cassino. Mas como sempre, todos preferem ele. Até Manuela preferiu ele, mas isso foi erro meu, confesso. O que faz meu sangue ferver, quando lembro. “Caminho pelos corredores do teatro e vejo uma mulher muito linda, corpo escultural, alta e s***s fartos. Assim que ela me notou, foi indo para uma área mais reservada do teatro e eu a segui, resultando em nós nos beijando. Aproveitei todo o momento, passando a mão pelo corpo dela apertando seus s***s, até que ouvimos um flash e mais um, com nosso rosto em direção à câmera. Até que o paparazzi saiu e atrás dele, estava Manuela, me olhando incrédula. — Eu…e… eu não acredito, Gustavo! — Ela olha pra mim com os olhos marejados e coloca as mãos na cabeça. — Calma, amor, não é isso que você está p...pensando! — Tento me aproximar, mas ela não deixa, espalmando a mão na minha frente. Ajeitei a gola da camisa, e olhei para trás vendo que a morena havia saído dali de fininho. — Isso foi armação, amor. Ela me trouxe pra cá pra ganhar fama com aquele paparazzi intrometido que tirou foto da gente. — E você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Você não presta Gustavo, deixou a fama subir a sua cabeça. Está tudo terminado. — Ela diz e saiu correndo.” Até o fim da festa, eu não tinha descoberto quem era o paparazzi e o resultado disso foi que a minha traição saiu em todos os sites de fofoca e jornais. Meses mais tarde, Manuela e Alexandre assumiram um compromisso, o que me deixou furioso. Não acredito que deixei uma mulher daquelas escapar! Mas ela ainda vai ser minha um dia, nem que pra isso eu precise sequestrá-la. Depois de limpar toda a mesa, me desloquei até o meu cofre, que ficava dentro da sala, mas não era pra guardar dinheiro, e sim, para documentos. Eu tinha uma pasta com todas as informações daquela família: Pietro, Manuela e Alexandre; contratei uma boa equipe de detetives particulares que foram muito competentes e me entregaram tudo. Peguei a pasta do Alexandre, em especial e dei uma olhada na planta de um dos seus hotéis que a mídia não tem destacado muito e encontro um numa cidade, que fica um pouco mais distante daqui. Rapidamente pego meu telefone e entro no meu grupo, onde solicito serviços como assaltos e sequestros, quando necessário. Escrevo uma mensagem pra eles, dizendo que preciso encontrar com quem aceitar a proposta ao meio-dia. Depois disso tento manter meu foco todo em trabalhar mais um pouco, buscando outros terrenos e também fiscalizando o movimento das boates. Na próxima vez, eu preciso ofertar um valor maior do que aquele panaca. [...] Conforme se aproximava de meio-dia, fui tratando de organizar minha proposta e saindo da empresa, indo até um dos meus esconderijos secretos e esperando meu grupo chegar. E eles chegaram quase todos no mesmo horário, em carros pretos sem placa de identificação e com um armamento pesado. — Já que estão todos aqui, eu vou direto ao ponto. Eu pretendo começar uma onda de assaltos pela rede hoteleira do Alexandre, que como alguns já sabem é meu rival. Então é o seguinte, além dos assaltos em todos os quartos, vocês devem deixar o prédio abalado também, tragam todo tipo de estrago que puderem. Eu quero que ele sofra, e se forem pegos de alguma forma, não digam o meu nome, vocês sabem que isso é uma regra pra estar dentro. — digo tudo isso enquanto ando de um lado pro outro. — Quem está dentro? — perguntei encarando o grupo de mercenários diante de mim. Instantaneamente, alguns deram um passo à frente, mostrando que estavam dentro. Eram pelo menos 6 homens e 2 mulheres. — Para os que não estão dentro, eu desejo que apareçam novas propostas em breve e que futuramente nós possamos trabalhar juntos. Obrigado pela disposição. — digo isso e eles se retiram. — Agora a vocês que ficaram, eu agradeço por fecharem comigo e aqui está um adiantamento pra vocês. Saio distribuindo um envelope com o adiantamento pra cada um, individualmente. Abri o mapa do hotel na mesa para todos verem. — Começaremos por esse hotel aqui. O mapa mostra nitidamente as duas saídas que ele tem. Vocês também terão autorização para entrar na área mais pobre, e pegar o que quiserem. Eu vou terminar de explicar melhor e se tiverem alguma dúvida, podem interromper. — digo olhando para todos. Eles confirmam com a cabeça e eu sigo adiante com a minha explicação.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR