REBECCA NARRANDO.
O dia do meu casamento estava sendo o pior episódio da minha vida. Toda menina sonha em se casar com o homem por quem está apaixonada e assim eu achei que seria depois do pedido de casamento que Benjamin Hacker me fez. Eu sorria tanto, feito* uma boba*, mas m*l* sabia eu que o pesadelo estava apenas começando. Que Benjamin era apaixonado por Larissa, uma moça de olhar astuto e que sempre me passava a impressão de julgamento, de estar rindo de mim pelas costas.
Minhas pálpebras estavam pesadas e se fechavam enquanto eu me deixava levar por esses pensamentos repletos de ressentimentos. O dia havia sido cansativo de fato. Contudo, ouvi batidas incessantes na porta e saí daquele estado de semi conscinecia (assutada, tal como naquele momentos em que você está quase dormindo e parece que tropeçou e vai cair).
Me sentei na cama e fiquei esperando, para ver se não era apenas um ilusão, minha consciência sonolenta me traindo. Se alguem estava ao pé da minha porta aquela hora da noite. E as batidas continuaram, não era ilusão, me fazendo levantar sem que eu conseguisse pegar um roupão para me envolver e cobrir o pijama.
Talvez fosse algo grave. Pela força das batidas.
Girei a chave na fechadura e quando abri a porta me deparei com Benjamin, ainda vestido com a roupa do casamento. Os cabelos desgrenhados, a gola da camisa alta, a gravata amarrada ao braço para não perder provavelmente. E sobretudo,um cheiro forte de alcool.
-- Onde esteve? -- Disse ele me olhando com seus olhos avermelhados.
-- Benjamin, você está bêbado? — Perguntei o analisando dos pés a cabeça. Nunca tinha o visto naquele estado.
-- Não -- falou com a voz embargada e vacilante -- eu só tomei ‘algumas com meus amigos’ -- Quem deixou você ir embora do casmento, me fazendo passar vergonha?
Com isso, Benjamin entrou no quarto sem que Rebecca pudesse impedi-lo. Nessa entrada, eles trombaram os ombros.
-- Nós já conversamos sobre isso, Benjamin. Acho que precisa ir para o seu quarto. -- Eu dise mantendo a porta aberta, apontando a saída com a cabeça.
-- Ih, qual foi, Rebecca? -- Benjamin chegou perto de mim e vasculhou discretamente o decote do meu pijama — Vai manter essa marra até quando?
-- Saia, Benjamin. Saia que já está tarde.
Benjamin puxou meu braço e me jogu para trás. Em seguida fechou a porta.
-- Você é minha esposa, tem que me obedecer. -- falou se aproximando. Estava bebado, mas não justificava seu comportamento hostil*.
-- Obedecer? Que mundo você vive? Já disse para sair do meu quarto.
-- Está na escritura, ou já não se lembra?
-- Abusar* do alcool também é um pecado, querido Ben. — Falei com um sorriso forçado*.
Eu me afastava andando de costas enquanto Benjamin avançava lentamente em minha direção. Seu olhar tinha um leve ressentimento e ele parecia que iria me atacar a qualquer momento. Feito um animal feroz, os dentes trincados.
-- Não erga a voz pra mim. Você não pode me envergonhar, Rebecca. Eu sou seu marido!
-- Saia do meu quarto ou eu vou gritar, Benjamin. Eu juro que vou gritar.
Ele riu.
-- E vai dizer o que? Que seu marido quer consumar o casamento? Que grande piada.
— Eu não quero consumar nada. Nao quero que me toque.
— Você me deve submissão… — Disse Benjamin a centímetros do meu corpo.
Somente ao ouvir da boca dele com toda clareza do mundo qual era seu propósito ao ter me procurado em meu quarto, que eu me dei conta do porquê Benjamin estar tão perto.
Eu fiquei incialmente confusa, pois não imaginava que ele fosse querer me tocar. Nem me preocupei com isso, nunca imginei. Porém, Benjamin estava embriagado, cheirando a alcool. Não cederia a ele, nem se o próprio Deus decesse e me ordenasse. E sabe-se lá onde Benjamim havia encostado suas partes.
-- Benjamin, afaste-se, ou eu.. ou eu... -- Olhei para a enteadeira logo atrás de mim e peguei o secador de cabelo -- Ou eu vou usar isso. — Falei apontando para ele,
Benjamin riu, divertindo-se.
-- Acha mesmo que vai conseguir me afastar com isso? Olha o meu tamanho. Olha o seu. Precisa mais do que isso…
Parecia que isso o fez se divertir ainda mais. Ficar mais encorajado a avançar em minha direção.
Ele puxou o objeto da minha mão muito antes de eu conseguir arremessá-lo em sua direção. Eu estava ofegante. Benjamin jogou o secador para longe e depois voltou o olhar malicioso pra mim. Eu estava encurralada, sem ter para onde fugir.
-- Não faça isso, pelo amor de Deus, Benjamin. Vai se arrepender.
— Você é minha esposa.
Benjamin me puxou e beijou meu pescoço. Eu tentava me desvencilhar dele, porém Benjamin é alto e forte, agindo feito uma jaula humana. Sem muita escapatoria, e como um golpe de sorte, meu joelho acertou a i********e* de Benjamin enquanto eu me debatia. A dor causada nele foi instantanea.
-- Ahhhhh... -- Disse me soltando enquanto usava as mãos para conter o lugar que acertei. — Me machucou!
O impacto deve ter sido grande, pois Benjamin caiu no chão, urrando de dor.
--- Saia do meu quarto. SAIAAAA -- Gritei abrindo a porta.
-- Você é minha esposa. Precisamos consumar o casamento.
Disse ele se erguendo com as mãos na i********e*, segurando.
-- Consumar para que? Para que eu não anule o contrato? Relaxa, Benjamin... Sua herança está assegurada.
— Eu sou seu marido.
— E eu sua esposa. Ao menos no papel. Agora vá! Saia.
Ele se recompos, ainda mancava um pouco. Saiu pela porta após me lançar um olhar que saia faisca. Então devia ser isso, ele queria consumar a união com medo de desfazer o casamento e perder a herança. Medíocre.