ESTÁBULO DA FAZENDA. NOITE ESCURA E SILENCIOSA. OUVE-SE APENAS BARULHO DE GRILOS E CIGARRAS AO LONGE. LARISSA ESPERA ANSIOSA POR BENJAMIN.
-- Oi. -- disse ele fechando a porta do estábulo atrás de si. Estava receoso de que alguém o visse.
-- Oi, vim correndo quando vi sua mensagem!
-- Que bom, meu amor. Fiquei com medo de você não ver.
-- Quer dizer que a sonsa não vai , então? -- Perguntou Larissa ao pular nos braços de Benjamin e beijá-lo.
-- Não...
Larissa notou um certo desconforto na face de Benjamin ao respondê-la.
-- Que foi? Falei algo de errado? -- Perguntou Larissa alisando o rosto de Benjamin.
-- Não, não. Só acho que você não precisa chamar Rebecca de sonsa. Ela não merece isso, sei lá.
-- Ah, vai me dizer que está com pena dela agora?
Larissa afastou-se e ficou de costas para Benjamin, de braços cruzados e impaciente, batendo* o pé no chão, como uma adolescente contrariada. Era mais pose do que qualquer outra coisa, pois ela sabia que Benjamin viria correndo se desculpar. Ele fazia todas as suas vontades*.
-- E ́ um pouco de pena sim, meu amor -- Benjamin ficou atrás de Larissa, a segurando pelo ombro-- só acho que a gente pode ser feliz sem dizer coisas rins* a respeito de Rebecca. Eu fico me sentindo estranho. Ela e eu fomos amigos.
-- Amigos??? Ben, todo mundo sabe que Rebecca é apaixonada por você. Ou por que acha que ela aceitou se casar, hen?
-- Eu sei que ela gosta de mim e isso me deixa com mais pena ainda... Mas é de você que eu gosto, é com você que eu quero ficar, meu benzinho.
Larissa sorriu satisfeita ainda de costas para Benjamin e se arrepiou toda quando ele beijou seu pescoço.
-- Então faça algo por mim, já que me ama.
-- diga, Larissa. Diga que eu farei qualquer coisa que quiser. Você sabe disso!
A moça estava cheia de si sentindo-se poderosa.
-- Eu quero um anel, um anel grande, como o que deu para Rebecca no noivado.
Benjamin achou estranho, mas não queria contrariar Larissa.
-- Certo, amanhã, assim que chegarmos em Bariloche, vamos a primeira joalheria que tiver e compramos seu anel. Compramos dois, três... Quantas joias quiser.
A menina virou-se e abraçou Benjamin novamente.
-- Um de brilhante? -- Perguntou ela empolgada virando-se para Benjamin.
-- Diamante, brilhante, ouro.. O que você quiser. Desde que te faça feliz!
Benjamin suspendeu Larissa em seu colo pelas pernas e a colocou em cima de algumas caixas de madeira empilhadas.
-- Aqui não... -- Disse Larissa notando o que Benjamin queria.
-- Rapidinho, meu amor -- pedia Benjamin segurando o seio* de Larissa com força, que já se derretia.
-- Alguém pode ver. Como vai ficar minha reputação, hen?
-- Ninguém vai ver, eu prometo. Rapidinho. Deixa... Não tô me aguentando de t***o*. O dia foi tenso hoje, você viu o vexame na cerimônia. Cuida de mim...
-- Não sei, Ben. Você sabe que eu não gosto de me entregar assim.
A moça apenas fingia-se de recatada, pois sabia que Benjamin era o tipo de homem que não gostava muito de mulheres dadas e que, por mais que ela cedesse aos desejos dele, deveria manter um ar puro e casto, para convencê-lo de que era a mulher certa.
Larissa era tão ardilosa e manipuladora quanto sua mãe, Conceição, que lhe ensinou muitas coisas. Principalmente a fingir.
-- Deixa, vai. -- Suplicava o rapaz passando a mão na i********e* de Larissa.
-- Tá bem, mas vai devagar senão machuca, Benjamin.
-- Tá bem. Devagarinho, gostosinho pra não doer...
Benjamin baixou a calça e Larissa tirou a calcinha* com pressa. Abriu as pernas e permitiu que Benjamin entrasse por entre suas coxas, encaixando seu m****o* duro em seu canal, preenchendo-a por um todo.
Larissa abraçou-se a Benjamin, prendendo as mãos em suas costas largas, sentindo o m****o* rígido dele penetrá-la até o fundo, preenchendo-a prazerosamente. Larissa suspirou ao ouvir Benjamin chupar* seu pescoço.
Em seguida, Benjamin, já encaixado dentro de Larissa, passou a penetra-la em movimentos ritmados do quadril, movimentos de 'entra e sai', pressionando Larissa contra a parede de madeira logo atrás dela.
-- Abre mais as pernas, abre... -- Pedia Benjamin com certo desespero na voz.
-- Assim? -- Falou Larissa o olhando de maneira leviana*.
-- Isso... Olha como encaixa. Que delícia... Que delícia.... -- Dizia Benjamin olhando para seu m****o* duro encaixado na i********e* de Larissa.
Os sons da i********e* dos dois eram baixos o suficiente para que apenas os dois pudessem ouvir e quando Larissa ameaçava gemer* um pouco mais alto, Benjamin tapava a boca da moça apressadamente.
-- shhhh... -- dizia ele aos risos, olhando ao entorno para ter certeza de que ninguém estava vindo
Porém, sem que os dois vissem, eles eram fotografados por meio de uma lente mais silenciosa que o silêncio que ambos tentavam fazer dentro daquele estábulo. Na verdade, estavam sendo seguidos há um bom tempo sem que percebessem. Larissa e Benjamin não eram tão espertos quanto imaginavam.E havia muitas provas do caso dos dois que seriam usadas no momento certo.
FAZENDA. QUARTO DE REBECCA. ELA ESTÁ SÓ EM SEU RECINTO, VESTINDO UM PIJAMA E OLHANDO PARA A JANELA, VENDO OS CONVIDADOS IREM EMBORA DA FESTA QUE ELA NÃO PARTICIPOU.
Ela sabia que falariam por semanas a respeito de seu casamento: 'a noiva que deixou o noivo no altar após dizer sim'.
Ruth e Abraham bem como os pais de Rebecca -- Ephraim e Raquel -- ficaram boa parte do evento dizendo que a moça voltaria, mas todos notaram que havia algo de errado, pois até mesmo o noivo, Benjamin, sumira. O que havia dado errado ali? Isso seria assunto por semanas.
Mas aos poucos os convidados partiam. Da janela de seu quarto, Rebecca era capaz de ver as pessoas se despedindo e manobristas contratados trazendo os carros. Por alguns instantes sentiu-se m*l*, m*l* pelos pais de Benjamin e por seu pai e mãe, que deviam estar deveras desapontados com ela. Porém, tudo aquilo dizia a respeito de si, pensava Rebecca, e os pais deveriam ter tido um pouco de sensibilidade. Ter se colocado no lugar dela e, quem sabe, impedir o casamento -- coisa que Rebecca não fora capaz de fazer por si própria.
Mas tanto faria. Agora era uma mulher casada, casada com um homem que não a amava e que, se bem estivesse certa, deveria estar nos braços da amante em algum lugar nos arredores da fazenda, como Rebecca bem sabia que acontecia.
Havia algo que era capaz de fazê-la sofrer menos, algo para se agarrar feito uma âncora que que não a deixaria afundar naquelas mágoas de um coração partido pelo homem que amava. Essa tábua de salvação tinha um nome: vingança.
PIER DO LAGO ARTIFICIAL DA FAZENDA. HÁ UM CLIMA DE FESTA AINDA. RAPAZES ESTÃO COM OS PALETÓS NAS MÃOS E GRAVATAS AFROUXADAS. ALGUNS TEM GARRAFAS NAS MÃOS E DÃO GOLES FARTOS. PARTE DELES VISIVELMENTE BÊBADOS. NA PONTA DO PÍER, BENJAMIN CHEGA SE AJEITANDO APÓS DEIXAR LARISSA PERTO DE SUA CASA.
-- Cuidado para não cair no lago -- Disse Benjamin sorrindo para os amigos que deveriam estar fazendo a saideira do casamento, uma vez que a festa em si já hava terminado.
-- Ihhh, a lá, chegou o noivo abandonado no altar -- disse Lucas, um dos primos por parte de pai.
-- Para de falar merda*, cara. Rebecca não tava bem.
-- E onde ela tá? Tá todo mundo falando, cara. -- Emendou Pedro, um amigo.
-- Tá em casa, sei lá. -- Respondeu Benjamin -- Alguém me vê uma bebida, tô precisando.
-- ViXe, m*l* casou e já tá brigado com a noiva -- Esse que falou se chamava Lucas.
-- Já disse para deixarem de falar merda* e me deem um pouco desse uísque, vamos, Lucas!
Lucas entregou a garrafa ao primo. Benjamin deu três goles fartos no gargalo e fez um careta ao sentir o líquido arder e depois esquentar sua garganta como se tivesse engolido uma bola de fogo. Tossiu duas ou tres vezes.
-- Acho que hoje nem vai ter, Benjamin! -- Disse Cláudio aos risos.
-- Do que cê tá falando, cara? -- Perguntou Benjamin dando o quarto gole.
-- A noite de núpcias, ué. O famoso 'papai e mamãe'. A parte boa de casar, se é que me entende. Comer a sua esposa, pra ser mais claro. - Respondeu Claudio rindo.
Os demais seguiram Cláudio no comentário debochado.
-- Se não tiver 'papai e mamãe', meus amigos, vai ser por uma única razão... -- Falou Benjamin altivo.
-- hum, e qual é? Conta pra gente! -- Disse Lucas desdenhando.
-- Só não vai ter se EU, não quiser --
Benjamin batia* no peito estufado.
-- Eu sou o homem e Rebecca vai ter que me respeitar -- Completou Benjamin.
-- Não sei não. A galera tá comentando que ela fez aquilo por que sabe do seu casinho com a filha do caseiro. Tá a maior fofoca -- Disse Pedro.
-- A galera fala demais -- Benjamin puxou uma garrafa de vodka da mão de Pedro -- Demais -- Entornou o líquido feito água pela boca.
-- Mas vai dizer que é mentira? Pra gente você não precisa mentir, cara. Tá comendo a filha do caseiro, não tá?- Disse Claudio.
Benjamin deu de ombros.
-- Que homem que não tem uma amante? O pai de todo mundo aqui teve uma e estão com a mãe de vocês até hoje
-- Ih, tá todo bravinho, falando do pai da gente! Pegou ar, foi?
-- Se manca, Pedro. Tô bravo nada. Eu sou homem, faço o que quiser. E Rebecca é minha esposa agora, ela precisa obedecer ao marido, está no torá.
Os três riram entre si, da pompa de Benjamin, que já ficava levemente bêbado.
-- Ah, tu manda, então, bichão? Duvido que tu consiga pegar a Rebecca hoje. Do jeito que ela saiu brava... -- Falou Lucas.
-- Já disse, só não pego se eu não quiser. Ela vai ter que obedecer. Se o marido tem desejo, a esposa obedece.
-- Hum... Tá se achando hahah.
-- To dizendo, se eu falar que ela vai me dar*, Rebecca vai ter que fazer a minha vontade*. E vamos trocar de assunto.
A conversa foi para outro sentido. Os quatro se sentaram na beira do píer, com os pés suspensos para fora logo acima da água. Ficaram relembrando os tempos de infância enquanto tomavam mais e mais bebida.
Benjamin já via tudo girando quando se ergueu para voltar para casa. Ainda haveria a viagem pela manhã. Deveria levantar-se cedo.
-- A gente te deixa perto da fazenda meu carro tá parado lá atrás -- Falou Pedro -- Não pega seu carro agora que você é o mais bêbado aqui.
-- valeu, cara -- disse Benjamin.
Eles deixaram Benjamin na porta e pegaram a estrada de terra para irem embora. Imprudentes, pois estavam bêbados. Não tanto quanto Benjamin, mas estavam.
As luzes da casa estavam apagadas. Benjamin olhou no celular e tinham algumas chamadas perdidas de sua mãe. Não atendeu porque estava com os amigos e Ruth deveria dizer várias sermões que Benjamin não estava nem um pouco afim de ouvir. Ruth sabia que o comportamento de Rebecca no casamento tinha a ver com as desconfianças da nora a respeito do caso de Benjamin com Larissa.
Ainda lá embaixo, ele notou que apenas a luz de um quarto estava acesa. Era a do quarto de Rebecca.
Benjamin tomou o último gole de bebida em sua garrafa e a arremessou para longe antes de entrar em casa.
-- vamos ver, esposinha, quem é que manda. Sou seu esposo e vai ter que me obedecer, obedecer seu marido, Rebecca -- Disse Benjamin para si mesmo tomando fôlego como se fosse para uma batalha -- Se eu disser que vou te possuir, eu vou. Não vai me humilhar não.