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899 Palavras

O silêncio pesado da mansão foi quebrado apenas pelo bater ritmado de asas. Athos ergueu o olhar, afastando-se lentamente da vampira largada ao chão como um brinquedo quebrado, e dos humanos desmaiados, agora inúteis para aplacar a chama que o devorava por dentro. O chamado dela era inconfundível — um sussurro cortante no ar, um convite revestido de poder e devoção. A harpia o esperava. Athos caminhou pelos longos corredores da mansão, onde tapeçarias antigas contavam histórias de conquistas, mortes e pactos esquecidos. Sua presença fazia o ar tornar-se denso e elétrico, como se cada pedra daquela fortaleza soubesse que ele estava furioso e desejava sangue… ou vingança. O som das asas ecoou mais uma vez, mais próximo, mais insistente. Quando adentrou o escritório, a encontrou ali, como

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