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1455 Palavras

A noite estava silenciosa demais. Na casa dos feiticeiros, perdida na borda do território dos lobos, Lua não conseguia dormir. Já tinha se virado incontáveis vezes na cama, o corpo inquieto, a mente em conflito, o coração apertado de um jeito que doía fisicamente no peito. Sentia-se sufocada. A janela do quarto estava entreaberta, permitindo que o ar frio da floresta invadisse o ambiente e se misturasse ao aroma das velas apagadas e das ervas secas que sua mãe espalhava pelos cantos como proteção. Lua se aproximou lentamente, sentando-se no parapeito, o olhar perdido na escuridão densa que envolvia a casa. A floresta parecia chamá-la. Era um sussurro quase imperceptível, mas ela o sentia vibrar em cada fibra do seu ser, em cada célula que pulsava com a magia ancestral que a acompanhav

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