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1364 Palavras

A noite se fechava silenciosa sobre a floresta, um manto espesso e úmido que abraçava as copas das árvores e escondia os segredos mais profundos daquele território antigo. Filipe caminhava sem rumo, os pés pisando a terra macia, mas a mente tão distante que ele m*l percebia a direção que seguia. Não se transformara em sua forma de lobo, mesmo sendo mais rápido, mais forte assim. Ele precisava da sua humanidade, precisava da vulnerabilidade da carne e dos pensamentos claros, ou ao menos acreditava que precisava. O vento brincava com os galhos acima dele, e os grilos compunham uma trilha sonora suave, quase melancólica. Filipe não ouvia nada, apenas as palavras de Lua ecoando incessantemente em sua mente. “Você precisa confiar em mim… confiar em nós.” Confiar. A palavra o corroía mais do

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