17. Alívio?

2535 Palavras
Lando Meu corpo descansa ao lado do de Brooke. Estou exausto. m*l me lembrava da sensação que o corpo ficava após o sexo. É cansativo, mas relaxante também. Enquanto me esvaziava dentro de Brooke, eu senti como se todos os problemas haviam sido absorvidos. Ela gritou tanto, que tenho certeza que todos da festa ouviram mesmo com o som alto, e tudo o que eu desejei era que Bradley estivesse aqui, para ouvir Brooke gritando o meu nome. - Se eu soubesse que você fodia tão bem, teria feito isso antes - A voz de Brooke viaja para os meus ouvidos enquanto ela beija minha mandíbula. Eu sorrio. - Podemos fazer isso quantas vezes quiser - Respondo com um sorriso. - Como Bradley foi burra - Brooke fala fazendo meu sorriso desmanchar. Eu ergo a minha cabeça para olhar para ela. - Como sabe? - Eu pergunto já ciente de quê ela sabe sobre o que Bradley e Noah fizeram. - Oras Lando, todo mundo sabe - Ela me responde obviamente. Raiva me toma conta. Então todos sabem que eu sou o grande corno de tudo? Imagino os grupinhos zoando com a minha cara, principalmente os caras que eu bati por simplesmente olharem para Bradley. Eu era o namorado mais possessivo que alguém poderia ter. - Ah baby - Brooke murmura se inclinando sobre meu peito - Não fica assim vai, ela foi i****a, mas agora você me têm aqui, isso é melhor. - Ela desliza pelo colchão indo para baixo do meu corpo e seus lábios viajam para baixo do meu umbigo. Brooke deixa um pequeno beijo na região sensível, me fazendo esquecer o que eu estava pensando segundos atrás. Assim que ela me põe em sua boca, eu arfo. Um boquete depois de uma transa maravilhosa que tivemos, é uma ótima maneira de terminar isso tudo. (...) Brooke vai embora depois que transamos mais uma vez no chuveiro. Minha casa ficou uma bagunça depois da festa e eu sei que Ruth vai me matar quando vier aqui. Mas f**a-se. - Brooke hein? - Lewis ergue uma sobrancelha para mim sentando na poltrona da sala. - Emily hein? - Eu o imito e ele ri. - c*****o, ela fodeu tão bem - Lewis diz fechando os olhos como se estivesse se lembrando. - Não melhor que a Brooke - Provoco -o. Lewis me olha com um sorriso malicioso. - Ninguém é melhor que ela - Ele me afirma. Não me surpreende se Lewis já tiver dormido com Brooke, na verdade muitos caras do campus já fez isso. Entretanto, só uma vez. Brooke não repete de figurinha nunca e é por essa razão que eu gosto dela. Não vou precisar me preocupar se vai ficar colada na minha, pois ela certamente já me esqueceu. - Nem mesmo Bradley - Digo fazendo Lewis revirar os olhos. - Esquece essa mulher - Ele reclama e se levanta da poltrona. - Eu só estou falando - Me inclino para o cinzeiro sobre a mesa de centro, onde pego o meu cigarro aceso. - Foi a primeira vez que transei com alguém depois que descobri a traição de Bradley - Confesso antes de enfiar o cigarro em minha boca. Dou uma longa tragada e solto a fumaça para cima. - O que? - Louis grita da cozinha. - Isso já vai fazer um mês. Você não transou durante todo esse tempo? - Sim - Respondo. - Eu tentei, mas nenhuma garota me parecia boa o bastante. Lewis volta para a sala com um copo de água e gelo. Ele se senta de volta na poltrona, lançando seus olhos claros para mim. - Nem mesmo América? - Ele pergunta temendo a minha reação. Ouvir o seu nome faz meu coração por alguma maneira disparar no peito. Lembro que desliguei a ligação em sua cara e desde então não falei mais com ela. América ficaria feliz em saber que eu não vou mais ser preso, e imaginar ela dando pulinhos de alegria me faz ri. - Lando? - Lewis me chama estranhando o meu sorriso. - Hum? - Não vai me responder? Olho para ele em silêncio por alguns instantes até me lembrar do quê me perguntou. - Não, a América nem e******o me deixa. - Minto. Outro dia no seu quarto eu fiquei bem louco ao ver ela apenas de calcinha e sutiã na minha frente, mas Lewis não precisa saber. - Unrum - Lewiis murmura desconfiado, mas eu não me importo, há muito tempo não me importo com o que pensam ou deixam de pensar. Termino o meu cigarro, jogando a bituca dentro do cinzeiro. - Ela saiu com um cara no domingo - Digo. - E ela sabe beijar. Lewis ri. - Você é patético sabia? - Ele zomba. - Ele é muito fresquinho e rico, filhinho de papai - Rolo os olhos ignorando Lewis. - Como sabe? O conheceu? Lembro que Lewis não sabe que eu fui implorar para Bradley voltar comigo, e então América e seu namorado foram me tirar de lá. - Sim - Respondo formulando uma mentira para ele. - Eu, bem, eu bebi demais e fui para a casa da América, ele estava lá e eu o conheci. Calum - digo seu nome com nojo. - O que foi fazer na casa dela? - A testa de Lewis se franze. - Não sei - Dou de ombros - c*****o eu estava bêbado, sei lá o que eu queria com ela. - Sou péssimo em mentiras, ainda mais quando minto para Lewis. Ele é ótimo para descobrir se você está ou não falando a verdade. - Hum - Murmura, mas sei que quer dizer o quão estranho foi eu ir para a casa da garota que eu vivo falando m*l. - Pensei que ela queria ficar contigo. - Eu também achei - Falo - Mas ela me disse que mesmo se estivesse, eu não poderia esperar que ela fosse afim APENAS de mim. - Explico. Lewis me olha por alguns segundos antes de balançar a cabeça sorrindo. - O que? - Pergunto. - Ela é tão autêntica - Lewis elogia América. - Você está pirando com isso não é? - Eu? Claro que não. - Eu te conheço. Você deve está se perguntando como ela pode pensar em te dar uns beijos e dar uns beijos em outros caras também - Ele ri. Inferno. Lewis é um i****a. Ainda mais por saber sobre minha pessoa, às vezes até melhor do que eu mesmo. - Não é bem assim... - Tento ir contra ele, mas quem eu quero enganar? Eu ainda sou muito fechado à esse tipo de atitude que América tem. - Se eu der em cima dela, será que eu consigo a beijar também? - Ele me provoca. Lanço o melhor olhar raivoso que consigo para Lewis, que cai na gargalhada. Eu deveria mesmo escolher melhores amigos, os que eu tenho são imbecis. - Você está caidinho por ela - Ele fala depois que cessa os risos. - Não viaja - Logo descarto sua idéia. - Você sabe bem por quem eu sou caidinho. Lewis bufa e bebe da sua água. Repentinamente ele muda sua feição para uma divertida, e então se vira para mim: - Então caminho livre para que eu conquiste a América? - Não tão livre, vai ter que passar pelo Calum e as outras conquistas dela - Eu digo me lembrando de Zack e Hardin, será que ela fica com eles também? - Eu não tenho medo - Lewis ergue o canto dos lábios convencido e fica pensativo. Ele está mesmo levando isso à sério? Estranhamente sinto raiva por Lewis realmente querer ficar com a América. Ok que eu vivo falando m*l dela e que desejo me afastar. Lewis seria ótimo para a distrar e manter ela longe de mim, mas pensar nele a paquerando me dá ânsia, assim como fiquei quando a vi beijando o ruivo. - Mas então, - começo a dizer para mudar o assunto (e os pensamentos de Lewiis) - o que será que mudou a cabeça do Noahl? - Não faço idéia - Lewis me responde. - Será que foi a... - Não se iluda, ela só ama ela mesma, não pense que pediria para ele não te denunciar. - Lewis me corta antes mesmo que eu termine de dizer - E além disso, ela estava furiosa contigo, provavelmente era a que mais te queria na cadeia. As palavras de Lewis me queimam por dentro. Eu sei que corre um grande risco da Bradley está cagando para mim, mas mesmo assim, ela pode ter pensado melhor e pedido para o Noah esquecer de me por na cadeia. Eu sei o quanto ela ainda gosta de mim, claro que odiaria me ver em uma cela. - Isso vai ser um mistério então - Eu falo, mesmo estando bastante claro para mim. Foi Bradley que me livrou dessa, e por um momento me sinto culpado por ter fodido com a Brooke. - É - Lewis murmura. - Lou-Lou - A voz feminina soa do banheiro, me fazendo olhar para lá. Na porta está Emily, ela tem o cabelo molhado e está apenas com a cabeça para fora da porta. Lewis logo sai da poltrona e vai até ela. - O que foi bebê? - Ele pergunta me fazendo engasgar tentando segurar a risada. Lewis chamando alguém assim é épico e eu deveria gravar para jogar contra ele quando estiver me dando um sermão. - Onde fica a toalha? - Emily pergunta e eu sei que está mentindo. Dá para ver o pedaço da toalha branca em seu corpo, bem na altura dos s***s. - Eu te mostro - Lewis responde se enfiando no banheiro com Emily. Assim que a porta se tranca, eu sei que eles não vão ficar sair de lá por tão cedo. E a última coisa que eu quero é ficar ouvindo Lewis e Emily gemendo, então vou para o meu quarto, visto uma calça e uma t-shirt cinza, antes de pegar minhas chaves e sair de casa. (...) - Não vou ser preso - Eu comunico para minha mãe assim que entro na casa dos meus pais. Ela vira seu pescoço para me olhar e franze a testa confusa. - O que você está falando? - Ela pergunta antes de se levantar. - O caralho...Noah, ele não vai mais me denunciar. Os olhos da minha mãe brilham como se estivessem sido iluminados por alguma luz. Seu rosto se enche de alívio e ela me envolve com seus braços, me apertando em um abraço. - Isso é um milagre! - Comemora com o rosto em minha orelha, fazendo um zumbido ecoar pela minha cabeça por causa de sua voz estridente. Saio dos braços dela, que estampa um sorriso enorme no rosto. - Eu rezei tanto por isso - Minha mãe fala, às vezes eu até esqueço que ela é religiosa, mas também não é por nada, afinal sua arrogância é tão grande que nem se desconfia. - Então agora as coisas se resolveram completamente? - Pergunto. As mãos de minha mãe estão sobre meus ombros, e seus olhos olham nos meus. Em fração de segundos seu rosto se torna sério, me deixando claro que nem tudo está bem. - Seu pai e eu pensamos em uma coisa - Ela começa a dizer soltando os meus ombros. - Que coisa? - Semicerro meus olhos nada feliz com o rumo que essa conversa está tomando. Minha mãe se afasta do meu corpo e passa seus dedos em seu cabelo perfeitamente liso. - Bem, estamos preocupados com o seu temperamento e pensamos que seria ótimo se fizesse terapia - Ela me diz lentamente, como quem tem medo da minha reação. - Terapia? Que p***a é essa? Eles acham que eu estou ficando louco ou coisa do tipo? - Lando, não é nenhum bixo de sete cabeças - Karen tenta amenizar a situação. - Só experimenta por alguns dias, e se não gostar, não insistiremos mais. Minha cabeça está pegando fogo. Pensei que iria receber mais uma festa com a notícia que eu entreguei para minha mãe, entretanto as coisas estão indo por um rumo que não deveria. Porque diabos meus pais pensam que eu precise de terapia? Eu estou ótimo. - Eu não vou fazer uma merda de terapia, mãe - Protesto. - Porfavor Lando, só tenta - Seus olhos me imploram. É fodido ter minha mãe me pedindo uma coisa assim. Deus sabe o quanto ela é orgulhosa. - Vocês acham que eu estou ficando louco? É isso? - Não, claro que não - Imediatamente ela n**a. - Filho, só percebemos o quanto você ficou abalado com tudo que aconteceu contigo e a Bradley. Você não era assim. Mesmo se envolvendo em brigas, nunca chegou à ponto de alguém ir parar no hospital, e você ter sido quase preso. Nós nos preocupamos com você, e é por isso que achamos que seria o melhor você ter um acompanhamento. - Minha mãe estende sua mão para meu rosto, e raspa seus dedos sobre minha pele. Mesmo lutando para admitir, eu confesso que em partes ela está certa. Eu nunca senti raiva tão grande quanto sinto por Noah. Às vezes eu sei que sou exagerado demais com ele, mas p***a, ele merece isso, ele quem me roubou a Bradley de qualquer forma. - Tenta ir uma única vez, só para saber se vai ou não gostar - Minha mãe continua insistindo com sua voz mansa, mais mansa que o normal eu poderia dizer. - Não sei... - Prometo que se você for, nós te daremos um carro novo. - Ela faz o seu suborno que não me surpreende. Sempre quando ela quer algo, e alguém não aceita, minha mãe subordina a pessoa. Ela fez isso quando eu não quis tirar foto com o papel noel nos meus cinco anos. Fez quando eu disse que não iria para a faculdade, e foi por isso que fiquei no campus por alguns meses. - Uma BMW? - Questiono. - BMW? - Minha mãe se engasga com meu pedido tão caro. Eu na verdade não quero trocar o meu carro, o que eu tenho está ótimo, mas preciso jogar na cara do Calum que eu também posso ter um carro de riquinho, afinal de contas, eu também sou riquinho. - Não é possível? - Arqueo uma sobrancelha em provocação. Minha mãe pensa por alguns instantes agoniada. Eu sei que ela vai entrar em uma fria ao dizer para o meu pai para comprar uma BMW. Ele pode ter dinheiro para comprar quantas BMW quiser, mas sempre faz drama quando é para gastar muito. "Sou rico porque não gasto dinheiro com besteiras" é o que ele sempre diz, mas aposto que para suas amantes ele não pensa duas vezes. - Tá bom, você ganha uma BMW se for para a terapia - Minha mãe diz vencida. Eu sorrio contente com isso, mesmo sabendo que vai ser um inferno ir nessa terapia. Já posso imaginar o tanto de baboseiras que vou precisar ouvir e me manter controlado para não mandar a pessoa se fuder vai ser o maior teste de autocontrole que farei.
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