16. Imaturo

1703 Palavras
Lando. Deitado em minha cama eu olho para o teto. Ruth veio até aqui e já fez toda sua faxina. Ela não falou comigo, eu também não falei com ela. Eu sei o quanto está decepcionada com o que fiz, e o melhor é deixar a poeira abaixar para enfim nós dois conversarmos. Mesmo eu odiando ela às vezes, eu admito que ela se importa muito comigo, assim como eu me importo com ela. Meu celular toca em cima da cama, me assustando dos meus pensamentos. Pego-o e vejo o nome de América na tela. Pela primeira vez não me paro antes de atender. - América - Digo com um suspiro. - Lando - Ela me imita e ri. É bom ouvi - lá rindo, até me faz ficar mais calmo no meio de todo esse furacão. - Como está? - Não sei... - Aconteceu alguma coisa? - Seu tom de voz muda. - Ele vai mesmo me colocar na cadeia. - As palavras amargam a minha boca. - Oh Deus - América chia do outro lado da linha antes de ficarmos em silêncio. Eu não me importo se ela não está falando, ouvir sua respiração pelo telefone de alguma maneira me deixa confortável. Penso se Noah já me denunciou, e se os policiais estão se preparando para vim me buscar. Penso se Bradley vai gostar ou não de me ver preso, afinal de contas ela poderia fazer ele mudar de idéia. Pensando bem, Bradley não está parecendo se importar tanto assim comigo. Noah vai me colocar na cadeia e ela não fez nada. Vai doer ainda mais se eu descobrir que tudo o que me disseram é verdade. Se Bradley de fato não me ama mais. - Estou com medo - Murmuro. - Está? - América parece surpresa e eu sei porquê. Eu não falo sobre o que sinto para ela, nem mesmo para as pessoas próximas. Mas que diferença faz agora? Estou prestes a ser preso, orgulho é o que eu não tenho que lidar agora. - Não só de ser preso, mas também porque tudo o que eu penso sobre Bradley pode ser mentira. - Confesso. Nunca pensei em entrar nesse tipo de indagação comigo mesmo. Ok que eu fiquei terrivelmente bravo com Bradley quando descobri sua traição. Mas foi o calor do momento, eu não estava sendo sincero. Porém agora, as coisas estão desmoronando, e eu estou cheio de merdas na cabeça. - Como assim? - E se ela está mesmo não se importando mais comigo? E se ela ama mesmo ele? - Você acha isso? Lembro dos olhos amolecidos de Bradley para mim da janela do seu apartamento e caio em dúvida. - Não, eu, sim, não sei - Bufo e fecho os olhos. -Isso tudo é uma p***a. - Eu sei... - Se eu for preso você vai me visitar? - Pergunto e penso no quanto bobo isso soa. Mas nesse momento eu estou triste demais para me parar, e lutar contra o fato de quê América é uma das únicas pessoas que pode me fazer sentir melhor agora. - Claro que sim - Ela ri tentando descontrair o clima. - Pensando bem, é muito engraçado pensar que você vai ficar em uma cadeia por bater em alguém. Isso já faz parte de sua personalidade até. É como se prendessem você, por ser você mesmo. - Ela ri das próprias asneiras que fala. Eu a acompanho, e mesmo sabendo que estou muito encrencado, eu rio me esquecendo que não vai demorar muito até estar atrás das grades. - América - Digo depois que o humor se dissipa como fumaça de cigarro no ar. - Sim? - Você me faz bem. - As palavras saem pelos meus lábios sem a autorização da minha mente. Eu estou mesmo fazendo isso? Quer dizer, é a América! Em nenhum milhão de anos pensei que diria isso para ela. - Você também. - É o que ela diz antes que eu caia em minha consciência e desligue a ligação repentinamente. Estou louco. Não deveria ter atendido ela inicialmente. Tudo isso está mechendo com a minha cabeça e eu preciso me controlar. Principalmente preciso deixar América. Eu preciso. (...) O dia todo eu passo sozinho em minha casa bebendo enquanto eu ainda posso. Nenhum policial veio até aqui, mas de qualquer forma isso não me deixou nenhum pouco aliviado. Eu sei que falta pouco para eles chegarem para me prender. Eu penso que deveria fugir, mas isso nunca dá certo nos filmes, pelo contrário, só piora a situação. Então eu espero. Passo a noite inteira em claro, sem conseguir em momento algum sentir sono. Saber que vou ser preso em poucos instantes é o motivo para não me deixar dormir. Eu posso está calado, mas em minha cabeça há muito barulho. A campainha toca, e eu olho rapidamente para a porta. Já é manhã, provavelmente sete horas. Então será agora a minha prisão? Serei preso logo pela manhã? Me levanto do sofá e relutante caminho até a porta. É agora. Assim que a abro, penso em encontrar vários policiais, mas ao invés disso, dou de cara com Lewis e um sorriso enorme em seu rosto. O que ele está fazendo aqui? - Você não vai ser preso! - Lewis comemora entrando em minha casa. Ainda segurando na maçaneta eu viro meu pescoço para ele dentro da sala. Estava esperando ser algemado nesse exato momento, não olhando para meu melhor amigo me dizendo que não vou para a cadeia. - O que você está falando? - Pergunto fechando a porta. Caminho até Lewis, e paro de frente para ele. Ontem eu o avisei o que Noah iria fazer. Louis ficou louco. Ele falou tantos palavrões pelo celular, que eu sinceramente pensei que ele estava transando. - O Noah desistiu. Eu fui hoje na casa dele para tirar satisfação e ele me disse que não vai mais te denunciar. Você não vai ser preso cara! - Lewis está empolgado e espera para quê eu fique também, porém, eu estou mais surpreso e confuso que qualquer outra coisa. - Por que? - Não faço idéia. Mas f**a-se. Você não vai passar meses mofando em uma cela. Olhando o sorriso de Lewis, eu começo a cair em mim. Então o frouxo do Noah não vai me pôr na cadeia? Quer dizer que eu não preciso me preocupar com policiais vindo até aqui? Ou em minha família decepcionada comigo? Isso é bom, muito bom, quase um milagre eu posso afirmar. - p***a! - Eu comemoro e Lewis ri. Não importa o que fez Noah mudar de idéia, mas sim o fato de que eu não vou ser preso por quase ter matado ele. - Isso pede uma comemoração - Lewis diz antes de tirar seu celular do bolso da bermuda. - O que vai fazer? - Questiono sorrindo feito um bobão. - Chamar a galera para uma festa aqui - Elle me responde. - Festa de manhã? - Ergo uma sobrancelha e ele ri sem tirar os olhos do celular. - Festas são festas Lando, não importa a hora. (...) Josh vêm até mim com um copo de whisky na mão, e sorri ao ver que estou com uma garota ao meu lado. É a Brooke. Brooke é uma das garotas mais gostosas da faculdade, eu me lembro dos garotos babando por ela quando ela passava pelos corredores. Felizmente Brooke sempre me deu bola, mesmo quando eu ainda estava com a Bradley, porém hoje, eu vou me render à ela. Estou irritado com minha ex para me importar com ela agora. - Como você está? - Josh me pergunta praticamente gritando por causa da música alta. - Ótimo - Eu respondo e ele sorri. Brooke enfia seus dedos dentro da minha camisa, e os desliza pelo meu abdômen. Me arrepio com seu toque. c*****o assim vou ficar duro. Josh mira seus olhos para onde algumas pessoas estão dançando, e então se aproxima de um grupo de garotas que rebolam sem vergonha alguma. É incrível como ele não pode ver uma garota que já está em cima dela. Mais incrível ainda que todas elas, sem exceção, caem na lábia dele. Josh até têm um livrinho com todos os nomes das garotas que ele já pegou, o que é bem estranho. - Lando - Brooke sussurra em minha orelha fazendo minha atenção se virar para ela. - Sim? - Qual é o seu quarto? - Ela pergunta mandando vibrações pelo meu corpo. - Quer ir o ver? - Eu jogo de volta, fazendo seus olhos brilharem como se ela tivesse gostado. - Adoraria. Me levanto do sofá, e segura no braço de Brooke com a mão que não está a vodka. Levo ela para o meu quarto, e assim que fecho a porta atrás da gente, o barulho da festa na sala some. Brooke fica parada de frente a cama, enquanto eu a observo ainda de costas para a porta. Devagar Brooke começa a deslizar seu zíper do vestido pela parte da frente do seu corpo. Seus s***s fartos pulam para fora, me fazendo arregalar os olhos olhando para eles. Brooke ri e termina de deslizar o vestido por suas pernas. Ela sai de dentro dele, deixando o pequeno pedaço de pano no chão. Seu corpo só está coberto pela fina calcinha rosa, e eu não poderia achar essa visão ainda mais linda. - Meu Deus - Eu assobio em aprovação antes de ir até o criado mudo onde deixo meu copo. Volto até Brooke e puxo ela para a cama, fazendo-a cair de costas no colchão. - Ai - Brooke choraminga. Fico por cima do seu corpo bronzeado e tomo sua boca pela minha. O gosto de bebida em sua língua só me faz ficar mais e******o por ela, e meu p*u palpita assim que ela o aperta por cima da calça jeans. Os dedos de Brooke se apressam para abrir os botões da minha calça, e assim que ela consegue, puxa o cós para baixo deixando a minha cueca à mostra. Afasto minha boca da de Brooke, e olho em seus olhos queimando de luxúria. Então percebo que hoje finalmente vai ser a minha vingança contra a Bradley.
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