Lando
O corpo de Bradley se encaixa perfeitamente no meu assim que entro dentro dela. Um gemido escapa pelos seus lábios, e ela crava suas unhas em meus ombros. Me movo com rapidez dentro e fora dela, me deliciando com a sensação de senti-lá tão quente e molhada para mim.
- Lando - Bradley geme em meu ouvido, me levando ao limite em poucos minutos.
Assim que abro meus olhos, procuro por Bradley ao meu lado, mas encontro apenas um lugar vazio na minha cama. Volto a realidade ao perceber que tudo não passou de um sonho. Mais um sonho que tenho com Bradley desde que nos separamos. Fica até difícil me esquecer dela, sendo que até nos sonhos ela me persegue. Lembrar da maneira como foi real o sonho, e do corpo de Bradley preenchendo minhas mãos, faz com que entre as minhas pernas cresça uma excitação, e mais uma vez me masturbo pensando naquela que me deixou.
(...)
- Isso não é verdade! - Eu exclamo rindo para América, enquanto caminhamos entre as prateleiras do supermercado.
- Sério, a mulher realmente achou que eu fosse um homem, eu sou a melhor em trotes. - Ela se vangloria.
Balanço a cabeça sorrindo e olho a lista de compras da América. Vejo escrito cinco batatas e as pego antes de enfia-lás em um saco plástico, para depois colocar dentro do cesto de compras que seguro. América me ligou para fazer compras com ela, e diferente dos outros dias, hoje eu realmente queria sair um pouco com ela, pelo menos para bater um papo. Ela é boa nisso. Além de que, Bradley não saia da minha cabeça desde que acordei, então eu imaginei que poderia ser uma distração.
- Que cheiro bom - América fala quando passamos pela parte em que os pêssegos estão. Sorrio e pego um pêssego para ela.
- Morde - digo pondo a fruta frente ao seus lábios.
- Morder o que? - Ela parece medrosa, mas depois que praticamente fareja a fruta, fica menos tensa.
- Te garanto que o gosto é melhor que o cheiro.
América sorri e enfia os dentes no pêssego ainda relutante. Assim que ela sente o gosto, seu rosto parece se iluminar.
- Isso é tão bom - ela fala como se estivesse em êxtase, então toma a fruta da minha mão antes de dar mais uma dentada. Não sei que tipo de pessoa nunca comeu pêssego na vida, ainda mais América que tem isso em fácil acesso, entretanto, ver ela provando a fruta pela primeira vez foi tão encantador que fico feliz por ela não ter comido isso antes.
- Lando? - Uma voz soa atrás do meu corpo me fazendo virar encontrando com Lewis. p***a.
- Oi - minha voz quase não sai. Não era para ele me ver com a América. Mesmo que ele seja uma das melhores pessoas que eu conheço, não era para ele a ver. Não assim, quero dizer...Não pensei que um dia eles fossem se conhecer, meu plano era me afastar de América antes disso.
Os olhos de Lewis caem na garota que está se lambuzando feito uma criança com o pêssego.
- É ela - digo sem sair som para Lewis, apontando para a América.
Os olhos dele dão uma leve arregalada, antes dele se virar para ela.
- Gosta de pêssego? - Louis pergunta, fazendo as bochechas de América ficarem vermelhas enquanto ela afasta a fruta quase acabada da boca.
- É, eu gostei...- Ela responde parecendo desconfiada e eu posso visualizar o que ela deve está pensando.
- Eu sou o Lewis - Ele estende a mão para América e depois a retrai se lembrando que ela não pode o ver.
- Eu sou a América, amiga do Lando. - Quando ela diz "amiga do Lando" parece gostar, eu vejo em seu rosto.
- Não sabia que o Lando tinha amigas bonitas assim - Lewis fala me fazendo girar pescoço imediatamente ele. Que c*****o ele disse?
América sorri envergonhada.
- O que veio fazer aqui mesmo? - Pergunto querendo frear o que Lewis fosse dizer. Eu realmente não estou entendendo qual é a dele.
- Assistir um filme que não foi - Lewis diz debochado claramente querendo fazer gracinha para América.
Infelizmente ela acha graça.
- Vim comprar comida, a galera da festa comeram tudo. - Ele me responde finalmente virando seu rosto para me olhar.
- Hum...- murmuro. - América, eu preciso conversar um pouco sozinho com o Lewis, você me espera aqui?
- Sim - ela responde e então eu puxo Lewis pelo seu moletom para um lado distante da América.
- O que foi? Tá ficando louco c*****o? - Lewis reclama quando eu o solto.
- Tá flertando com ela agora? - Pergunto não querendo demonstrar a minha raiva por isso, mas é quase impossível.
Um sorriso atrevido se abre no rosto do Lewis.
- Isso é ciúmes?
- O quê? Não! Claro que não! - me apresso a responder. Da onde ele tirou isso?
- Então por que se importa?
- Eu não me importo. É só que é estranho. - Me explico mas não parece o convencer - f**a-se.
- Ela é bonita, eu não menti. E se você tem algum problema quanto à isso, é porque se importa.
Reviro os olhos para ele e juro que se ele não fosse meu melhor amigo, eu quebraria sua cara aqui mesmo nesse supermercado.
- Preciso de uma ajuda sua - mudo o assunto da conversa.
- Com o que?
- Eu sei que muito dificilmente você vai querer aceitar, mas por favor, você é o único que pode me ajudar.
- O que você quer com a Bradley? - ele adivinha antes mesmo que eu diga, o que não deve ser um trabalho difícil.
- Quero a reconquistar Lewis...Eu quero provar para ela que eu posso ser o cara que ela gostaria de ter ao lado dela. Preciso que ela perceba o erro que ela cometeu, eu não suporto mais ficar sem ela. - Suspiro passando os dedos pelos meus fios de cabelo.
- Você quer mesmo isso?
- Eu não consigo mais acordar de p*u duro porque sonhei com ela, você ainda tem dúvidas se eu quero ou não? - Eu jogo em sua cara pouco me importando se falei alto demais e uma senhora me olhou torto.
Lewis revira os olhos demonstrando sua infelicidade quanto à isso, e se mantém calado por alguns instantes até voltar a dizer:
- Você sabe que eu odeio ela.
- Eu sei.
- Você sabe que eu odeio você e o Noah por serem tão trouxas.
- Eu sei.
- Mas eu tô vendo o seu sofrimento, e mesmo que vá por cima dos meus critérios, eu aceito te ajudar. - Ele fala como se sentisse dor, e é quando eu percebo a diferença entre nós dois. Eu não aceitaria se fosse ao contrário, e é por isso que Lewis é infinitamente melhor que eu.
Um sorriso se forma em meu rosto, antes que eu que eu envolva os meus braços em volta de Lewis..
- Obrigado cara, você não sabe o quanto isso me deixa feliz. - Agradeço e me afasto dele.
- Vai ser a única e última vez que vou te ajudar com essa garota Lando, nunca mais me peça nada relacionado a ela - Lewis diz muito, muito sério.
- Tudo bem. - Aceito pois a certeza de que eu conseguiria Bradley de volta, estava cravada em mim.
Caminhamos de volta para a área de frutas enquanto eu explico por cima sobre o que estou planejando fazer para a Bradley. O que for para detalhar, farei, mas por ora tudo que tenho é uma idéia que me surgiu minutos antes de sair de casa para me encontrar com América.
Assim que chego na parte de frutas, América não está mais lá. Meus olhos varrem todo o ambiente, que está vazio exceto por Louis e eu.
- Cadê a América? - Pergunto começando a me preocupar. Uma garota cega em um supermercado desse tamanho não me parece nada seguro.
- Ela te disse se ia para algum lugar? - Louis me pergunta.
- Não, claro que não, se tivesse dito eu saberia. - Respondo com grosseria.
- Tá, calma. Eu só perguntei - Louis joga as mãos pelo ar. - Vamos encontrar ela, eu vou por esse lado e você por aquele - ele instrui apontando para as prateleiras. Concordo e saio apressado. Se eu a perder, se algo acontecer com ela, eu nunca vou me perdoar. Eu não deveria ter deixado ela sozinha, mas p***a, ela também não deveria ter saido do lugar. Eu pedi para ela ficar lá c*****o. Assim que passo por dois corredores sem sinal da América, eu a encontro no final da última prateleira do mercado. Caminho até ela que parece perdida de frente aos produtos de limpeza.
- Eu disse para não sair de lá! - Grito fazendo - a dá um salto sobressaltada.
- Liam, desculpa, eu...
- Se algo tivesse acontecido contigo hein? Você precisa perceber que não é igual a todo mundo América. - Eu continuo a gritar. Estou bravo demais para me parar.
América se retrai pelas minhas palavras, mas não diz nada. Suas bochechas estão coradas mas eu não sei se o motivo delas é a vergonha ou o medo. Melhor que seja a primeira alternativa. Lewis aparece ao meu lado e suspira.
- Ufa aí está você - Ele diz para ela aliviado - Está tudo bem?
América parece surpresa com a calma de Lewis, o que eu também estou.
- Sim, eu sei cuidar de mim mesma - ela responde, um resquício de raiva em sua voz me deixa em alerta - Acho que algumas pessoas não estão prontas para entender isso. - Sua indireta me acerta em cheio.
Lewis ri.
- Não dá muito bola para ele não, ele pensa que sabe de tudo - Meu melhor amigo debocha como se eu não estivesse presente.
América ri.
Eu não gosto nenhum pouco dessa interação deles, não só pelo fato de que estão falando m*l de mim, mas também porquê Lewis parece verdadeiramente interessado em América, e por mais que isso não tenha nada a ver comigo, a idéia deles se relacionando me deixa incomodado, o que eu também não sei porquê.
- Acho melhor irmos embora - Falo querendo quebrar aquela conversa pela segunda vez no dia.
- Tchau América, até mais - Lewis se despede com um sorriso sarcástico para mim.
- Tchau - América diz enquanto eu a levo pelo braço até o caixa do supermercado. Pago as compras e vou para o estacionamento. Solto seu braço apenas para abrir o porta malas, onde deixo as sacolas com as compras.
Dentro do carro o silêncio absoluto me incomoda e me faz sentir culpado por gritar com América. Eu não deveria ter falado daquele jeito, com àquelas palavras, para ela. Entretanto não vou pedir desculpas, ela também tem uma parcela de culpa nisso. Eu não sou experiente em lidar com alguém como ela, não só sobre sua visão, mas também personalidade tão peculiar. Ela parece saber bem o que faz, mas eu não consigo confiar fielmente nisso, é quase como uma vontade de a proteger de tudo. Assim que estaciono de frente a sua casa, ela sai do carro antes mesmo que eu saia. Abro o porta malas para pegar as compras mas América me para:
- Não vou aceitar as compras, você pagou com seu dinheiro. - Diz ríspida.
- E qual a diferença?
- Não preciso de você.
Ouch.
- Eu não disse isso...
- Você me insulta por ser cega, e agora me trata como se nada tivesse acontecido? - ela está segurando as lágrimas. Oh Deus, o que eu fiz?
- Fique com as compras, porfavor? - Peço como se ela recusando eu fosse me sentir ainda pior.
- Eu não...
- Já chegaram?! Que maravilha. - A mãe de América sai da sua casa e caminha até nós. - Obrigada...Lando né?
- Sim - Eu enterro minhas mãos nos bolsos da minha calça sem jeito.
A mãe da América é totalmente o oposto dela. Tem o cabelo loiro, devo dizer que é bem loiro. Seus olhos são de um marrom claro, e ela está vestida com calça leggin preta, e uma blusa larga que mais parece ser do marido dela.
- Foi muito gentil de sua parte ir fazer compras com a América - Diz enquanto pega as sacolas do porta malas. Então América vai sim ficar com o que eu comprei, querendo ou não.
- Não foi nada - forço um sorriso para ela.
América está calada, nem parece que é tão falante e eu sei o porque disso.
- Quer ficar para o almoço?
- Não precisa, eu tenho alguns compromissos. - Minto.
- Ah vai Lando, é só um almoço - a mãe de América insiste.
- Ele não quer, deixa ele ir - América se intromete na conversa abruptamente. Sua mãe vira a cabeça para ela, olhando-a confusa com a grosseria da filha.
- Obrigado pelo convite, mas deixa para a próxima. - Eu falo fechando o porta malas.
Não quero mais i********e com o que eu já tenho com América. Já estamos longe com isso, na realidade tudo deveria ter acabado naquele dia que saímos, talvez seja o momento de me afastar dela agora.
- Até mais - falo para América e sua mãe, que é a única que me responde.
Entro em meu carro e pego a estrada para ir para casa de Bradley. Eu preciso ver ela hoje, ao menos de longe. Estou fugindo de meus problemas da maneira mais burra possível. Me encontrei com América para esquecer Bradley e agora quero ver Bradley para esquecer América, o que na realidade não é muito difícil se levar levar consideração que eu não quero mais contato com ela, está óbvio que vou magoar essa garota, e honestamente não desejo mais problemas.
Me forço a lembrar do meu sonho que felizmente ainda está fresco em minha memória. Eu posso sentir o corpo de Bradley junto com o meu, até seus gemidos em minha orelha. Flashsback das memórias reais se misturam com meu sonho, me causando uma saudade do c*****o. Se eu soubesse que doía tanto, nunca teria me envolvido com ela. Não. Na verdade eu teria sim.
Estaciono frente ao prédio de Bradley, e ao ver que o porteiro está em sua cabine, eu não saio do carro. Ele cumpre ordens da Bradley, que não me deixa subir para o apartamento dela, outro dia eu só consegui porque era tarde e ele não estava lá.
Pego meu celular e mando uma mensagem para Bradley:
"Desce, preciso falar contigo"
Em poucos minutos ela responde:
"Vai embora Lando"
"Se não descer, eu faço um escândalo, e você não quer isso, quer?"
Bradley não responde e leva cerca de dez minutos até que ela aparece fora do prédio. Ao ver meu carro ela caminha até ele, e só então eu vou para fora.
- O que você quer? - Ela pergunta cruzando seus braços sobre seu peito.
Ela veste calça moletom e uma camiseta...Espera...Essa camiseta é minha?
- Você está vestindo minha roupa? - Felicidade me preenche.
Eu sabia que ela sentia minha falta. Eu sabia que não tinha me esquecido, e isso é a prova.
- Eu a achei entre as minhas roupas, não é nada demais Lando. - Ela diz mas não tem verdade em suas palavras, se fosse insignicante ela não usaria, ela jogaria fora, doaria, mas não usaria.
- Você...Você - sorrio não conseguindo formar uma frase inteira de euforia - Eu te amo tanto.
Bradley morde seu lábio inferior e muda seu olhar do meu rosto para a rua pouco movimentada. Se eu pudesse eu beijava sua boca linda que eu sinto tanta falta. Se eu pudesse eu a abraçaria por horas. Se eu pudesse eu a faria minha novamente.
- Era apenas isso que queria?
- Larga o Noah, para de se iludir com ele - começo a falar mas Bradley me cala levantando seu dedo para mim.
- Não fala m*l do meu noivo. - Assim que essas palavras saem por seus lábios eu engasgo. Noivo? Eu ouvi bem?
- Do que você está falando? - minha voz treme enquanto sinto meu coração se afundar.
- Noah me pediu em casamento na festa, depois que você foi embora - ela explica com brilho nos olhos, brilho que a faz parecer feliz, mas ela nunca vai ser feliz com ele, nunca. É delírio dela pensar que sim, é delírio de Noah pensar que é capaz de dar para Bradley tudo que ela merece.
- Ele não fez isso - passo minha mão pelo meu cabelo sem saber se a raiva é maior que a bola pesada que se instalou em meu coração. Aquele desgraçado filho de uma p**a! Como ousa pedir a Bradley em casamento? A minha Bradley? Pelo visto não tem amor a própria vida, não basta eu ter quebrado a cara dele, ele ainda continua com esse circo todo?
- Lando onde vai? - Bradley pergunta quando eu entro em meu carro. A ignoro. - Lando! Me responde! - ela bate contra o vidro do meu lado, mas eu arranco com o carro pronto para terminar de espancar um certo loiro traidor.