18 - Sehun

1064 Palavras
— Sehun.... A bolsa estourou. Luhan disse aquilo como se não fosse nada demais, como se ele não tivesse dizendo a coisa mais linda e assustadora de toda a minha vida. Fiquei um tempo segurando sua cintura e olhando em seus olhos. — Sehun! A bolsa estourou, precisamos ir pro hospital. Se mexe homem. — falou aos risos, como ele podia ser assim? Eu estava estático, em pânico morrendo de medo. Eu estava quase vomitando meu coração. E ele estava sorrindo. Como isso? Luhan puxou minha mão e saímos do barzinho em direção ao nosso carro, ele abriu a porta e me fez sentar no banco do motorista. — Você precisa ficar calmo, dirigir até em casa. — respirou como cachorrinho  — Pegar a mala do bebê e me levar pro hospital, o mais rápido e seguro possível. Ok? Ok! (...) — Eu vou ser pai. — minha voz saiu num sussurro. Eu estava recém absorvendo a ideia de que logo eu teria uma bebezinha em meus braços. Alguém puro, quentinho e dengoso — Eu vou ser pai. — falei sorrindo. — É, vai sim — disse ofegante — Mas anda mais depressa, Sehun, chega nesse hospital logo, isso dói pra c*****o. Já vai poder sair daí, aguenta mais uns minutinhos amor. — Luhan dizia ao acariciar sua barriga. — Droga, e eu achando que as contrações eram dor de barriga... (...) Quase trinta minutos depois chegamos ao hospital, ainda com tempo, Luhan tinha contrações a cada três minutos. Chegamos e o levaram direto para cirurgia. Eu roía a unha do dedão e andava de um lado para o outro. Nem conseguia acreditar, logo nossa princesinha estaria aqui. Não perdi tempo, liguei para Chanyeol e mandei uma mensagem pra Kris — que ainda estava na China. Chanyeol chegou e me abraçou, me dando forças e felicitações, Baekhyun também estava com um sorriso enorme no rosto e uma barriga enorme também, ele estava com oito meses de gravidez, mas parecia que os bebês iam nascer naquele momento, ele dizia que sua barriga era assim por ter duas crianças. O que me deixava ainda mais assustado. Eu estava apavorado de como eu faria para criar uma e eles teriam três em breve. (...) Algumas horas e a enfermeira me chamou, dizendo que já podíamos  entrar no quarto. Luhan estava sentado na cama com Na Yoon no colo, esta que estava com uma roupinha rosa claro e mexia as mãos e a boca, enquanto Luhan a embalava e sorria. Cheguei perto do pequeno e selei nossos lábios. — Pega. — Não, melhor não. — falei sério, meio ríspido. — Deixa de ser i****a, Sehun. É sua filha, eu sei que quer pegá-la. — Quem disse isso?! — Sehun! Peguei a pequena no colo com todo o jeito que eu consegui. Ela era tão leve e frágil, senti meu corpo todo tremer. Eu a amava. Amava aquela coisa minúscula em meus braços, aquela coisinha que se agarrava ao meu dedo e mexia a boca de uma forma tão fofa, fazendo barulhinhos estranhos, como se tivesse tentando se comunicar. Baekhyun pediu para pegar no colo antes de ir embora. E eu tenho que admitir que morri de ciúmes da coisinha. Afinal, era minha coisinha. (...) Baekhyun e Chanyeol não ficaram muito com a gente, afinal, já era quase madrugada. Enquanto Luhan dormia, eu fiquei no quarto,  sentado na poltrona com a coisinha no colo. — Vai me amar mesmo que eu seja um i****a, né? Mesmo que eu seja um péssimo pai? Vai, não vai? — perguntei a ela, que dormia. — Claro que ela vai. Você vai ser um bom pai, Sehun. — L-lu... Deveria estar dormindo. — Tudo bem, eu to sonolento, logo pego no sono de novo. Descansa um pouco também, já está tarde. — Tudo bem. Deixei Na Yoon numa espécie de cama que tinha ao lado de Luhan — não sei como chamar aquele troço — e fui beber um copo de água no corredor, onde avistei Chanyeol. — O que está fazendo aqui cara? O Luhan não pode ter visitas agora e... — Baekhyun entrou em trabalho de parto. — O quê? — Ele ficou nervoso e entrou em trabalho de parto. Eu to aqui porque meus filhos vão nascer. — E onde está o outro? — Com o irmão do Baek. — Espero que dê tudo certo cara. — Vai sim. (•••) 1° mês Tudo era choro. Eu não aguentava mais. Era berro o tempo todo. Se não fosse da coisinha querendo alguma coisa era Luhan me mandando fazer algo. Eu estava exausto. Não estava nem acreditando. Quem via aquela cara fofa  e inocente jamais ia imaginar que berrava tanto. Nossa! Me joguei no sofá exausto de tanto lavar roupa e limpar chão. — Sehun, ela ta chorando, dá mama. — Luge, faz você. — Eu to fazendo o seu almoço, não tenho como fazer tudo ao mesmo tempo, acha que sou o quê? Empregada? Levanta essa b***a e vai alimentar a sua filha. Ninguém mandou me f***r e gozar no lugar errado, arque com as consequências. — Eu não mereço isso, não mereço. — Vai ver outras coisas que não vai merecer também. — resmungou indo pra cozinha e voltou alguns minutos depois — Toma isso aqui! — me entregou a mamadeira — É só alimentar ela, seja um bom pai, mantenha sua filha viva. — voltou a passos pesados para a cozinha, me deixando meio pasmo na sala. Segui para o quarto de Na Yoon, essa chorava usando toda a potência de suas cordas vocais. Peguei-a no colo e sentei na poltrona que tinha no quarto, acomodando-a em meus braços e colocando a mamadeira de forma correta na sua boca para que não entrar ar. Ela chupou o bico como se nunca tivesse visto comida antes, quase ficando sem ar e dando aqueles suspiros altos de bebê esfomeado, vez ou outra me olhando e voltando a fechar os olhinhos puxados. — Por que você berra tanto? Era só dar um chorinho de leve, eu ia vir. — sussurrei para ela, que me olhou franzindo o cenho — Não me  olha assim. Eu ia vir, tá?! Não ia te deixar suja ou com fome. (...) Depois se dar o mama, a fiz arrotar e troquei a fralda suja, embalando vagarosamente seu corpo. — Te amo, coisinha.
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