14 - Sehun

1234 Palavras
— EU NÃO ACREDITO QUE ME FEZ PASSAR POR AQUILO, LUHAN! TODOS JÁ SABIAM MENOS EU! QUAL O SEU PROBLEMA? A tarde Chanyeol tinha me ligado para que eu fosse na casa dele, ele disse que íamos fazer uma social e tudo mais, mas assim que chego estão todos sentados nos sofás me olhando, até Kris, um cara que o Baekhyun odeia estava lá, para então com  muito custo Luhan me dizer que estava grávido. Que p***a, eu dei a chance dele contar. Eu tenho ódio desse tipo de coisa. — D-desculpe é que e-eu não sabia como iria reagir. — disse com a voz embargada. — COM ESSA MERDA QUE FEZ, DA PIOR MANEIRA POSSÍVEL! QUE p***a! SABE QUE EU NUNCA QUIS FILHOS, c*****o! EU SEMPRE ME CUIDEI COM ISSO, ATÉ QUANDO EU FODI O CHANYEOL EU TOMEI CUIDADO E EU ESTAVA DESESPERADO POR UMA f**a! JÁ QUE A MERDA JÁ ESTAVA FEITA PELO MENOS PODERIA ME FALAR. — Desculpe, Hunnie, não fica bravo. — Eu tô puto, Luhan, olha, eu preciso dar uma volta. Peguei meu casaco que estava no braço do sofá e coloquei os tênis. Eu não tinha um lugar específico para ir e estava uma noite muito fria. Acabei parando em um bar de esquina, um lugar cheio de alfas e ômegas sem marca. Alguns estavam se agarrando em cantos, outros faziam sexo explicitamente em mesas do fundo do bar. Essa é a parte que eu odeio nessa sociedade, os desejos insanos. — Vodka. Ahn... Pode deixar a garrafa. Passei boa parte da noite lembrando de como foi a minha infância. Eu não queria tratar um filho assim, mas eu não saberia como amar um filho. Eu amo o Luhan porque ele me ensinou a amá-lo, ele me deu carinho e colo, ele procurou pelo meu amor. A única visão de criança que eu tinha, era aquelas pestes birrentas que choravam por qualquer coisa e vomitavam o tempo todo. Eu não me vejo criando e amando algo assim. Acabei fumando meia carteira de cigarros, coisa que não fazia desde a minha adolescência. Achei que já tinha me auto destruído o suficiente por uma noite, então voltei para casa, bêbado demais para continuar pensando. (...) Cheguei em casa já passavam das quatro da manhã, Luhan estava dormindo no sofá, todo encolhido e com as mãos abraçando sua barriga, que estava bem grande, notável mesmo com as blusas extremamente largas que usava. Devo admitir que doía meu coração vê-lo daquela forma, mas eu não iria abaixar minha guarda mais uma vez, não ia aceitar que ele fizesse o que bem entendesse passando por cima da minha autoridade. Mas eu não o deixaria dormindo no frio e desconfortável do jeito que estava. Tirei meu casaco e blusa para que o cheiro de cigarro não irritasse seu nariz e o peguei no colo, colocando para dormir na cama e o cobrindo. Logo depois tomei um banho quente, e fui dormir no sofá, com pensamentos diversos inundando minha mente novamente e me deixando cansado demais de tudo aquilo, me fazendo adormecer. (...) Acordei sentindo um peso conhecido sobre meu corpo, abri os olhos e a primeira coisa que vi foram os olhos de Luhan marejados me encarando, ele fazia um bico fofo, que eu morria de vontade de beijar, mas que eu não me daria por vencido. O tirei de cima de mim e o puxei para a cozinha para tomar café. — Acho melhor fazer mais do que costuma, agora come por dois. — disse um tanto amargo. — Não fala assim, Sehun. — Assim como? Não falei nada demais. — Esse tom de voz. Não me julgue. — Não estou te julgando. Fui até ele depositando um beijo em sua testa e pegando o prato com torradas de sua mão. Eu amo meu pequeno, eu só não consigo lidar com essa situação, e não consegui por um bom tempo, sempre que Luhan vinha até mim, eu me esquivava. Eu não conseguia t*****r com ele sabendo que tinha mais alguém ali, abraçá-lo sabendo que estaria abraçando mais alguém, beijá-lo sentindo alguém ali, eu não conseguia. Meu coração dizia para o abraçar bem forte e trazê-lo para meus braços, mas meu cérebro dizia que eu tinha que correr disso, me manter longe. (...) Teve uma noite que Luhan saiu de casa e não voltou, já era tarde da noite, presumi que ele estava na casa do Byun, e não demorei a ter minhas suspeitas confirmadas quando Chanyeol entrou na minha casa e sentou no sofá, tomando a minha cerveja. — O que está fazendo aqui? — Seu marido está na minha cama! – roubou a latinha das minhas mãos e tomou um gole. — Na sua cama? — admito que me assustei com isso. — Claro, eles estão lá, comendo pepino com doce de leite e se masturbando, Luhan tá meio na seca. O que tem acontecido, tá com impotência? — Chanyeol perguntou como se não fosse nada, continuando a beber minha cerveja. — O quê? Como assim? — Ué, não sei. Você que larga um cara gostoso, que agora está super fofo com aquela barriguinha. Se eu já não tivesse o Baekhyun, pode ter certeza que eu pegava o Luhan. — bebendo a cerveja como se nada tivesse acontecido, olhando para o jogo de basquete na televisão, e minha cara já fervia de raiva — E cara, filho é algo complicado, mas eu não trocaria os meus por nada sabe. É a coisa mais maravilhosa que existe. E tenho certeza que você vai ter uma menininha linda... Se ela puxar ao Luhan é claro. Dei-lhe um tapa na cabeça e peguei a cerveja de volta. — Diz que está brincando e ele não está se masturbando com o Baek. — Não tô cara. Você fez um péssimo trabalho como homem. Tão r**m que o Luhan foi procurar um ômega, tsc, a que ponto chegamos. Luhan chegou a brigar com o Baek porque a gente estava transando quando ele chegou. E sabe como são os grávidos, né... — Não, eu não sei. — Nossa... Tá perdendo a melhor parte. O Baek grávido é um furacão. – foi até a cozinha pegar sua própria latinha  — Ele não consegue parar nunca. Ele quer fazer em todas as posições possíveis e o tempo todo. Melhor que cio. — Sério? — Claro. Ele tentou fazer greve de sexo, mas duraram dois dias e a gente já tava fodendo que nem animais. — Acho que o Luhan está assim? — Há quanto tempo vocês não transam? — Uns três ou quatro meses. — Acho melhor você voltar a falar com ele ou é capaz de burlar as leis naturais e acabar dando pra qualquer um, pode ser até o meu marido, eu não estou afim não, então acho bom você resolver... Ou eu resolvo. — ele me olhou com aquele sorriso malicioso e eu lhe deu um belo tabefe na nuca. Dito isso nós fomos dormir para que pela manhã bem cedo estivéssemos na casa do Park. (...) Assim que cheguei na casa de Chanyeol, puxei Luhan que estava na sala para o penúltimo quarto da casa – local que Chanyeol mesmo mandou ficarmos – assim que entramos, fechei a porta e o pensei nela, tomando seus lábios com desejo. — Não pense que assim vai resolver as coisas e… — ele começou. — Eu te amo!
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