Meu relacionamento com Luhan estava realmente melhor, acho que eu nunca me senti tão livre como no momento que disse que o amava.
Eu senti algo se revirar dentro de mim e achei isso desesperador e reconfortante ao mesmo tempo.
Luhan era meu ponto de equilíbrio e naquela tarde eu descobri que não poderia viver um dia sem seus sorrisos, seu carinho, seu cheiro e seus abraços.
Eu sempre gostei de vê-lo dormir pela manhã, agora eu gosto de acariciar seus cabelos, tomar seus lábios e acariciar sua barriga.
Nossa filha já estava com sete meses, a barriga de Luhan estava enorme e linda. Mas o que eu mais gostava era o seu desejo por sexo. Chanyeol tinha razão, era melhor que o cio.
Luhan muitas vezes me acordava no meio madrugada rebolando sobre meu m****o, às vezes nem precisávamos t*****r realmente, ele se esfregava em mim de uma forma frenética, fazendo um vai e vem com nossos membros cobertos apenas pelo tecido fino da cueca, até que tivesse gozado, então ele suspirava contente e voltava a dormir.
— Bom dia, meu amor. — disse acariciando seus cabelos, que ainda tinham aquele tom mel tão lindo.
— Bom dia Hunnie. — disse passando a coxa por sobre meu quadril e enterrando o rosto em meu peito para que voltasse a dormir.
— Vamos tomar café, já está tarde. — dei um tapa em sua b***a e fiz menção de me levantar.
— Não Hunnie, fica aqui! Vamos dormir mais, ficar agarradinho, eu gosto do seu cheiro.
— Também gosto do seu, amor. — dei vários selinhos em seus lábios — Mas dissemos ao Chanyeol que iríamos ficar um pouco com eles hoje, Baekhyun anda estressado com a gravidez, sabe ele ta com pouco mais de um mês a menos que você e a barriga dele está até maior, gêmeos não são fáceis amor, eles chutam juntos.
— Ele deve estar matando o Channie se ele quiser sexo como da primeira vez.
— Eu não entendo como vocês sentem tanto isso.
— Sintomas da gravidez, amor. Sono, fome, inchaço, vômito e vontade de t*****r. Falar nisso... O que achar de a gente fazer isso agora?!
Me puxou para um beijo afoito e subiu sobre meu corpo, rebolando com vontade.
— Impressão minha ou você já está sem cueca? — perguntei durante o beijo.
— Já estou peladinho, louco pra te sentir dentro de mim.
Aquilo foi o ponto para me deixar louco e nós entrelaçamos nossos corpos como um em meio aos suspiros e gemidos.
(...)
— Pensei que viriam mais cedo. — disse Chanyeol ao abrir a porta.
— Luhan não queria levantar de jeito nenhum.
— Vou fingir que acredito que foi por isso. — disse Baekhyun, que estava sentado no sofá com as pernas abertas e sobre a mesa de centro, usando apenas uma cueca, quanto as mãos massageavam a barriga — Garanto que estavam fodendo.
— Baekhyun!
— Mas é, Channie! o Sehun não aquieta mais o p***o, ele tem medo de perder o amorzinho dele. Senta aqui Luge, tira a roupa também.
— Como assim tira a roupa? te controla Baekhyun! — disse áspero.
— Viu, Channie, ele tem medo que eu roube o amorzinho dele. É só pra gente ficar mais confortável, Hunnie, carregar essas barrigas não é legal.
— Eu ia dar a ideia do Strip Poker, mas vocês já estão pelados... — brincou Chanyeol.
(...)
Depois do almoço sentamos no sofá, Baekhyun e Chanyeol não tinham mobiliado muito a casa, então em uma sala enorme tinha apenas um sofá de dois lugares e uma poltrona.
Para eles até que estava bom, e eu entendo que o pouco dinheiro que Chanyeol ganhava sempre ia para os pequenos, tanto Hideki quanto os bebês que ainda estavam na barriga de Baekhyun, que eram alguma coisa Soo.
Eles quiseram deixar-nos mais confortável para ver o filme, ficando assim Luhan e eu no sofá e eles na poltrona.
— Então, já decidiram o nome da filha de vocês? — disse Baekhyun comendo sorvete, tínhamos acabado de almoçar e ele estava comendo.
— Sim, entramos em acordo de nomes que achávamos bonitos e escolhemos Na Yoon. — Luhan sorriu ao olhar pra mim e selou nossos lábios.
— Adorei o nome. É lindo, Hannie.
— Nós sabemos.
— Aish, que grosso, Sehun.
— Como vocês sabe? — brinquei vendo sua face ficar vermelha, logo depois me deu língua e levantou da poltrona para o Park sentar, ficando no colo dele e o filme começou.
.
(...)
Admito que pensei que o filme fosse ser aquele tipo água com açúcar, mas era um filme de suspense angustiante, que dava vontade de roer as unhas na hora que quase sabíamos quem era o assassino. Luhan estava colado em mim, morrendo de medo de que houvesse fantasmas.
Mas com todo aquele clima de suspense eu comecei a ouvir estalos de beijos entre os estrondos do filme.
Luhan estava prestando atenção no filme e não me beijando, então não era ele, óbvio, olhei para o lado e vi Baekhyun com as pernas abertas no colo de Chanyeol, dando para ver apenas os pés, já que estavam cobertos da cintura a abaixo do joelho por um cobertor, a cabeça apoiada em seu ombro e os dois trocando um beijo desajeitado.
— O quê vocês estão... Fazendo?
— Ahn?! Na-nada, não tô fazemos nada, p-por que acha que to fazendo algo? Não to fazendo nada! Hmm... — disse Baekhyun afobado.
— Estão transando com a gente aqui?
— Quê? Não, não seria capaz disso. Ahh... — gemeu baixinho.
— Omma... — Hide apareceu na sala andando desajeitado, o pequeno tinha quase dois anos, ele abriu os braços como se pedisse colo de Baekhyun.
— Sehun, pega ele.
— Pega você, seu filho.
— Eu não posso.
— E o Channie? — sorri malicioso.
— Também não.
— Por que Baek? Me conta!
— Por que eu tava transando, tá legal. Pega ele, por favor. — suspirou.
Eu afastei Luhan de meu peito e peguei Hide no colo, o menino fez bico e encheu os olhos de lágrimas, não sei se era manha ou era porque eu não tinha jeito.
Mas eu fiquei pensando: E quando fosse minha filha? E se eu não souber segurá-la? E se ela não gostar do meu colo?
A hora que eu vi aquele menino fazer cara de choro me deu um p**a medo de ser um pai r**m.
Mas eu não tinha mais como voltar atrás.
Que merda!