Isabel Oliveira O pior tinha acontecido. O plano era justamente fugir do delegado, mas ali estava ele, me cercando com aquela autoridade que me desarmava e com um beijo que me destruía. Entrei no carro sentindo meu corpo em brasas. Meus beiços pegavam fogo e, a b****a, ardendo, mesmo com a umidade era tanta que chegava a escorrer pelas pernas, um melaço só pelo rastro daquele beijo. Meu juízo quase escapou pelos dedos. Parei o carro a uma quadra de distância, porque minhas mãos tremiam tanto que eu m*l acertava a marcha. A respiração estava turbulenta, o peito subindo e descendo num ritmo que eu não controlava. Eu odiava aquela sensação de me sentir menina, vulnerável, como se estivesse de volta à cozinha de barro lá no interior, mais uma vez queimando de febre por dentro. Mas eu não

