Mulher de traficante

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Diogo Vitório Acalmar os nervos parecia uma missão impossível. Não era apenas a minha mente em guerra; era o meu corpo, o meu sangue pulsando em direção à Isabel, me traindo a cada batida. Saí dirigindo pela orla como um fugitivo, com Zadre no banco de trás me observando pelo retrovisor com aquele olhar canino que parecia me julgar por cada pecado cometido nos últimos minutos. Mas o fogo esfriou no instante em que estacionei diante do prédio de Cássia. O dever de pai, gelado e rígido, reassumiu o posto. Toquei a campainha com uma impaciência que transbordava. Zadre, sentindo o clima, latiu no corredor. — Ah, não, Diogo! Esse cachorro aqui de novo? — Cássia abriu a porta já com o rosto crispado em uma reclamação. — Você sabe que eu tenho alergia a pelo, leva ele daqui! — Zadre! — O grit

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